18/05/2025
Carta de Maria de Nazaré ao Mundo
Eu sou Maria.
Mãe de Jesus.
Mãe da Palestina.
A terra onde gerei o Menino-Deus hoje geme sob bombas. As estrelas de Belém se apagam. O que era presépio virou escombro.
Quantos “meninos Jesus” morreram em Gaza nestes dias?
Quantas mães, como eu, choram seus filhos sob os escombros?
Meu Rosário de Lágrimas:
1. Pelos bebês que nascem mortos por falta de incubadoras
2. Pelas avós que carregam netos mutilados como novos Cristos
3. Pelos pais que enterram filhos — a dor mais injusta da Via Sacra
4. Pelos médicos que operam no escuro
5. Pelos pescadores que já não pescam no mar da Galileia
Não peço que o mar se abra. Peço que se abram:
1️⃣ As fronteiras (para a ajuda chegar)
2️⃣ Os olhos (para a dor ser vista)
3️⃣ Os corações (para a paz nascer)
Meu Magnificat hoje é um grito:
“Derrubou os poderosos de seus tronos…
Mas e os humildes de Gaza? Quando, Senhor?”
Aos governantes:
Não lavem as mãos como Pilatos. Cada criança morta é o Cristo crucificado de novo.
Aos filhos da Terra:
Quando desenharem a Sagrada Família, lembrem:
fomos refugiados.
Assina, com o coração em pranto,
Maria de Nazaré
Mãe da Palestina
(Que ainda chora em Siloé, em Rafah, em Jenin)
“Até quando, Senhor?” (Ap 6,10)