19/03/2026
Quando falamos em desenvolvimento, é comum que o olhar se volte para aqueles comportamentos que chamam mais atenção e impactam o dia a dia: a crise, a recusa, o grito, a agitação.
Mas, na prática clínica, aprendemos algo essencial: saber como manejar estes comportamentos é essencial, mas não é o que sustenta o processo do desenvolvimento. Às vezes, enquanto todos olham para o comportamento mais intenso, mudanças importantes estão acontecendo em outro lugar.
Um aprendiz que começa a esperar alguns segundos a mais, que aceita ajuda sem entrar em crise, que mantém contato visual por mais tempo, que demonstra pequenas tentativas de comunicação...
Esses avanços , embora discretos, são estruturais e primordiais para redução da frequência e intensidade dos comportamentos interferentes
Por isso, na intervenção, analisar funcionalmente cada comportamento e estruturar o ensino das habilidades em defasagem é tão importante quanto saber manejar o interferente quando ele ocorrer. Muitas vezes, o que realmente transforma o desenvolvimento acontece nos detalhes.