09/07/2024
Eu sei, acolho seu estranhamento. Entendo até mesmo se estiver frustrada comigo. É verdade que já tivemos dias bem melhores.
E eu também tenho saudade de quanto era mais disposto e esbelto.
Fato é que as revoluções que vivi me custaram um bocado, sei de como mudei e de que pode ser difícil me amar agora.
Em minha defesa, te recordo do trabalho duro que fiz nesses últimos meses.
Pois é, produzir outra pessoa, não é pouca coisa.
É mágico. E tem um custo.
Dormi mal, despedi nutrientes, senti dor, não me alimentei direito. Foi uma avalanche de hormônios. E o parto!
Bem, você sabe. Acho que você bem sabe o que fizemos.
Vamos com calma, tá? Eu te prometo que as coisas vão voltar para o seu lugar. Tá boom, talvez algumas coisas não voltem exatamente pro lugar.
Talvez você precise aprender a amar esse novo eu. Com marcas e limitações. E entendo quando doer, que eu não seja mais como era antes.
Vai melhorar. Uma hora a gente volta a malhar, uma hora as dores cessam. Vai dar tudo certo. Só te peço paciência.
E, até lá. Me abraça quando puder. Sei que você anda muito ocupada, mas lembra de mim, tenta comer direitinho. Tenta me acolher. Lembra que eu também preciso de cuidado.
E quando der saudade do meu eu antigo. Olha para essa coisinha que saiu de mim, e lembra que cada marquinha que ficou, é uma lembrança desse trabalho incrível que fizemos juntos.
Ass: o corpo que pariu