Kombi Livros - Jornalismo Literário, Cultural e Socioambiental

Kombi Livros - Jornalismo Literário, Cultural e Socioambiental 📕 “BENDITO AQUELE QUE SEMEIA LIVROS E FAZ O POVO PENSAR". Estimados/as sonhadores/as e lutadores/as do povo,
Parabéns por estarem aqui acreditando num sonho!

Sim, porque participar da inauguração de uma Livraria para a classe trabalhadora neste país já é uma manifestação de fé nas capacidades da classe trabalhadora e nas possibilidades da mudança. Muito maior é o mérito e o desafio por se tratar de uma livraria para a Classe Trabalhadora, para os que pouco ou quase nada lêem, seja em função da falta de tempo, de dinheiro para adquirir livros, seja pela falta de hábito para a leitura.

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22/02/2026

https://velhogeneral.com.br/2026/02/16/entramos-em-uma-nova-guerra-fria/?fbclid=IwY2xjawQAALdleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeTwrWb8CuMRmBxlgmO0jHoJYVb_ar5xO0-5pCNiBlBiRcRGzO0hJDqYJFcX8_aem_dJwFpJ3PFfHDO2LLpjaBsQ

Entramos em uma nova Guerra Fria? Esta análise explora as dinâmicas entre EUA, China e Rússia, e aprofunda-se no conflito na Ucrânia; com perspectivas sombrias sobre negociações de paz e críticas às estratégias ocidentais, a avaliação do coronel Camilli prevê um futuro desafiador e quest...

18/02/2026

Não contem a ninguém.

«É quando o mundo dorme que nascem os monstros.»

Publicado em Itália em Maio deste ano e com traduções já em curso por todo o mundo, 𝙌𝙪𝙖𝙣𝙙𝙤 𝙤 𝙈𝙪𝙣𝙙𝙤 𝘿𝙤𝙧𝙢𝙚, de 𝗙𝗿𝗮𝗻𝗰𝗲𝘀𝗰𝗮 𝗔𝗹𝗯𝗮𝗻𝗲𝘀𝗲 – activista, relatora especial da ONU para os territórios palestinianos ocupados, nomeada para o Prémio Nobel da Paz e, neste momento, impedida de entrar nos EUA, onde é alvo de sanções –, é uma insurreição feroz contra o genocídio do povo palestiniano e uma denúncia contundente da cumplicidade e inacção ocidentais.

Com palavras ternas e incisivas, repletas de factos, números perturbadores e nomes que de outra forma permaneceriam desconhecidos, Albanese dá-nos a conhecer nove palestinianos que marcaram a sua trajectória intelectual e pessoal: Ghassan Abu-Sittah, um cirurgião horrorizado pelo que testemunhou, Malak Matter, uma artista exilada mas movida por uma esperança inspiradora, Hind Rajab, uma criança de seis anos morta em Gaza enquanto aguardava por socorro, Alon Confino, um pensador judeu devastado pelo apartheid vigente, entre outras vidas suspensas e desfiguradas.

São nove histórias que alumiam reflexões mais amplas sobre colonialismo, traumas, dominação estrutural e genocídios, compondo um mosaico que vai muito além da dor e que nos revela a humanidade, a coragem e a beleza de um povo que resiste.

Na imagem, a capa da edição italiana. A nossa chega às livrarias em Março de 2026.

Fotografia de Tore Vollan

́gona

16/02/2026

AINDA SOBRE O CHAMAMÉ.

Segundo assevera o eminente Prof. Rubén Pérez Bugallo, em seu "El Chamamé – Raíces Colonales y des-orden popular", essa espécie musical só começou a surgir para o público portenho e argentino em geral na segunda metade dos anos 30.

A letra do famoso chamamé "KM 11", tido como o hino de Taragüí (nome guarani de Corrientes – o de Misiones é Ñande Retã) e um dos mais pedidos nos bailes de cetege, foi composta por Constante Aguer em 1936, com música de Mario del Tránsito Cocomarola e o nome chamamé só ficou estabelecido como tal no final daquela década, pois o mais usado na grande mídia era polka correntina.

E mais: foi Ernesto Montiel, de Ombucito/Ctes., com sua Hohner de 8 baixos, que difundiu "la práctica de ataviar sus músicos a la usanza gauchesca" (Bugallo, 1996: 129), ainda em fins da década de 30.

Esta obra do Pérez Bugallo é riquíssima em dados sobre o chamamé e o que acontecia no meio musical argentino, sendo fundamental e infaltável na biblioteca de quem quiser saber da nossa cultura, a meu ver.

O preconceito do argentino contra esses seus vizinhos a quem eles chamam de "paragua" (guarda-chuva em espanhol), ou, pior, "mandioquero pata sucia" é bastante antigo.
Talvez por isso lhes seja difícil admitir que essa espécie musical tão popular na Argentina, especialmente no Litoral, tenha sua origem no Paraguay, tal como a polquita, que recebeu o nome de "litoraleña", como diz a música "Polkita, Dulce Polkita" de Emigdio Ayala Báez (ver nos comentários):

Polkita, dulce polkita
De melodía tan bella
Te fuiste al extranjero
Cruzando tierras chaqueñas

Y como era tan bonita
Te cantan astros y estrellas
Ya quieren cambiar tu nombre
Te dicen litoraleña.

Así en silencio te hablaban
Prometiéndote oropeles
Un río con varios nombres
Y dorados sin espineles.

Tú que gustas de naranjas
De mandiocas y tereré
Te han visto pasar de noche
Muy triste por Santa Fé.

Polkita, dulce polkita
Mi bella flor guaraní
Tiene tu ritmo el hechizo
Del sin par cabure'í.

É certo que o chamamé, antes chamado de polca correntina, não é mais a mesma polca paraguaia, sofreu acréscimos, ou mutações, ao mudar-se para Taragüí e Ñande Retã, mas é preciso lembrar também que, antes da Guerra de la Triple Alianza, parte das provincias de Misiones, Chaco e Formosa, faziam parte do território do Paraguay, tal como certas terras do antigo Mato Grosso.

Noto incorreções no texto postado pelo amigo João Sampaio. No entanto, não tenho como, no presente momento, dispor da minha biblioteca,
a fim de esmiuçar a História destas latitudes americanas e apresentar fatos que mostrem os descuidos que li no texto que reproduzo em anexo, tal como o fervor nacionalista que, às vezes, distorce a história.
Não conheço o autor e não sei qual a sua formação acadêmica e expertise, mas é alguém com muita bagagem e precisa ser reverenciado pelo seu aporte rico e inestimável.

Tapes/RS terça-feira 19FEV2024
JFDW.

ANEXO

EL CHAMAMÉ ES MÚSICA PARAGUAYA

Corría la década de 1930 y en Buenos Aires unos jóvenes músicos estaban en un estudio grabando unos temas de música paraguaya.
Estaba presente en dicho estudio el músico paraguayo Eladio Martínez, oyendo atentamente las interpretaciones de ese conjunto musical.
Al finalizar la grabación, Eladio se dirigió a los intérpretes con las siguientes palabras: “Pemoshamamé porá shamigos ñande música paraguaya poraité” (Hicieron algo bien feo de nuestra hermosa música paraguaya).
Así fue como Martínez fue el primero en darle un nombre oficial a lo que desde ahí fue denominado como “Chamamé”. La palabra original es “shamamé” (la CH no existe en el idioma guaraní), que significa “mal hecho” o hacerlo todo mal.
El chamamé evidentemente es música paraguaya a la que se le agregó el acordeón. Nada mas.
No es un invento propio de Corrientes ni tampoco viene de los jesuitas.
El chamamé viene del Paraguay, es un derivado de la cultura paraguaya. En fin, el chamamé es música paraguaya pero con otro nombre.
Lo injusto es que los actuales correntinos no quieren reconocer todo esto e inventan cualquier mentira con tal de no darle a Paraguay el mérito que le corresponde.
Los correntinos nunca dicen que el chamamé es un derivado de la música paraguaya.
En su soberbia son capaces de negar a gritos que toda su cultura en realidad es cultura paraguaya.
Corrientes fue fundado por los paraguayos en el siglo XVI y formó parte de Paraguay hasta la época del Mariscal López.
Luego de la guerra el territorio correntino nos fue robado por Buenos Aires para crear la recién nacida República Argentina, en el año 1880 (Argentina no existía antes de ese año).
Jamás los correntinos podrán negar que siempre fueron de Paraguay, que su fundación procede de Asunción, que su moneda era la misma usada por los paraguayos, que sus gobernadores eran electos por el gobierno paraguayo de Francia y los López y que Buenos Aires ni nadie mas tuvo nunca ningún poder sobre Corrientes antes de la guerra.
Los correntinos eran paraguayos de sangre y de ley.
Los correntinos pelearon a favor de Paraguay en la guerra del 70 y su último gobernador, Victor Silvero, cayó prisionero en Cerro Corá.
CORRIENTES ES PARAGUAY Y EL CHAMAMÉ ES MÚSICA PARAGUAYA.
Fonte: Jorge Frederico Eduardo Weber

Faleceu o professor James Petras, de 89 anos, sociólogo de renome mundial, intelectual público e estudioso da política l...
15/02/2026

Faleceu o professor James Petras, de 89 anos, sociólogo de renome mundial, intelectual público e estudioso da política latino-americana e da economia global, além de grande amigo de La Haine.

[Obituário enviado a lahaine.org por sua família. Traduzido por La Haine.]

James Petras faleceu pacificamente em 17 de janeiro de 2026, em Seattle, Washington, cercado por sua família. Um prolífico acadêmico e ativista, ele dedicou sua vida a desafiar o poder, o imperialismo e a desigualdade.

Nascido em 17 de janeiro de 1937, em Lynn, Massachusetts, o Professor Petras era um greco-americano que obteve seu bacharelado pela Universidade de Boston e seu doutorado pela Universidade da Califórnia, Berkeley. Em 1972, ingressou na Universidade de Binghamton, onde se tornou Professor Cátedra Bartle de Sociologia, Professor Emérito e Professor Adjunto na Universidade de Saint Mary, em Halifax.

Sua criação como imigrante grego da classe trabalhadora moldou sua dedicação de toda a vida à luta contra a desigualdade de classes e as comunidades marginalizadas. Por décadas, ele orientou gerações de alunos que se tornaram acadêmicos, ativistas e líderes comunitários.

Petras foi uma voz inabalável na defesa da justiça social na América, na Europa e no Oriente Médio. Seu trabalho conectou salas de aula, a palavra escrita e as lutas de trabalhadores, camponeses e movimentos sociais, deixando um poderoso legado intelectual e moral.

Petras foi reconhecido pela amplitude e volume de sua obra, tornando-se um dos sociólogos críticos mais prolíficos de sua geração.

Autor de mais de 62 livros, traduzidos para 29 idiomas, publicou centenas de artigos acadêmicos em revistas de prestígio como American Sociological Review, British Journal of Sociology, Social Research, Journal of Contemporary Asia e Journal of Peasant Studies.

Ele alcançou o público em geral por meio de mais de 2.000 ensaios em veículos de comunicação como The New York Times, The Guardian, The Nation, The Monthly Review, The New Left Review, Christian Science Monitor, Foreign Policy, Partisan Review, Canadian Dimension, Le Monde Diplomatique, La Jornada, seu site oficial: https://petras.lahaine.org/ e a rádio https://radio36.com.uy .

Seus livros foram publicados por grandes editoras como Random House, Wiley, Routledge, Macmillan, Verso, Zed Books, Pluto Press e Clarity Press, refletindo o impacto global de suas ideias.

Como um dos principais especialistas em política latino-americana, ele examinou como o neoliberalismo, o capital transnacional e a política externa dos EUA impactaram negativamente a sociedade e os movimentos de resistência política.

Ele produziu obras influentes como: Desmascarando a Globalização: Imperialismo no Século XXI (2001); Dinâmicas da Mudança Social na América Latina (2000), Sistema em Crise (2003), coautor de Movimentos Sociais e Poder Estatal (2003), Império com Imperialismo (2005), coautor de Multinacionais em Julgamento (2006) e Governantes e Governados no Império Americano (2007).

Para além do meio acadêmico, Petras interagiu com líderes como Salvador Allende no Chile, Andrés Papandreou na Grécia e Hugo Chávez na Venezuela, e encontrou-se com Fidel Castro em seus últimos anos. Seu compromisso com a justiça social inclui 11 anos de trabalho com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Brasil. Entre 1973 e 1976, foi membro do Tribunal Bertrand Russell sobre a Repressão na América Latina.

Ela acreditava que a pesquisa acadêmica deveria apoiar as lutas por justiça, uma crença que influenciou tanto seu ensino quanto seu extenso envolvimento público. Sua distinta carreira lhe rendeu honrarias como o Prêmio de Dissertação da Associação de Ciência Política Ocidental, o Prêmio de Reconhecimento pela Trajetória Profissional da Seção de Sociologia Marxista da Associação Americana de Sociologia e o Prêmio Robert Kenny de Melhor Livro.

Fora da vida acadêmica, ele era um pai e avô dedicado, compartilhando seu amor pelo time de beisebol Red Sox com seus filhos, e um ávido pescador que trazia para casa selos e moedas de todo o mundo. Ele apreciava uma vida simples, jogando jogos e cultivando um jardim exuberante para seu próprio alimento e para a beleza das flores.

Ele deixa enlutados a Professora Elizabeth Petras, Stefan Petras, Anthippy Petras, Wendy Petras, Liam Petras e X**a Petras-Roper. Entre seus colegas e queridos amigos estão Henry Veltmeyer, Morris Morley, Fred York e muitos outros.

James Petras é lembrado com profundo respeito por movimentos sociais, estudantes, colegas, camaradas e leitores de todo o mundo por seu intelecto excepcional, clareza moral e fé inabalável na transformação social.

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Texto completo en: https://www.lahaine.org/mundo.php/james-petras-in-memorian
https://www.lahaine.org/mundo.php/james-petras-in-memorian

Falleció el profesor James Petras, de 89 años, sociólogo de renombre mundial, intelectual público y estudioso de la política latinoamericana y la economía global y buen amigo de La Haine

Endereço

Chapecó, SC
89806-700

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