Thales Abreu - Psicólogo

Thales Abreu - Psicólogo Página destinada a divulgação dos meus serviços em psicoterpia em geral e avaliações psicológicas

A CRIANÇA NO PROCESSO DE LUTO: DAR TEMPO E AMORO luto na infância é o mais expositivo, livre de defesas superegoicas ef*...
19/09/2023

A CRIANÇA NO PROCESSO DE LUTO: DAR TEMPO E AMOR

O luto na infância é o mais expositivo, livre de defesas superegoicas ef**azes e se apresenta de um jeito muito genuíno e doloroso pra quem sente e bastante tocante pra quem vê.

Os medos são muito conscientes e o desamparo desse momento desesperador de colocar pra dentro o seu investimento afetivo cortado pela morte, fazem com que inevitavelmente a criança baixe todo e qualquer rendimento, sendo o escolar o primeiro deles.

Mesmos atento aos sinais depressivos, passados o período de elaboração, é preciso dar tempo aos pequenos para que possam dar lugar e compreensão ( total ou parcial ) do rompimento real com seu universo. É preciso incentivar sem desrespeitar a marcha com que a criança devolve que está conseguindo sintetizar a perda, acolhendo o choro e f**ando atento as expressões da dor, tudo com muito, muito afeto e disponibilidade; sejam elas pelo lúdico ou pela agressividades, ambas vêm a serviço da mesma coisa: a elaboração desse caos emocional e buraco simbólico.

Talvez, o que a criança tem a seu favor, seja justamente a capacidade maior de ser sincera na sua dor, e de ter a fantasia como sua aliada, onde o brincar assume um caráter expressivo e transformador. Enquanto somos crianças a realidade tem cores e tons diferentes, o mundo não nos apressa a abrir mão disso e é nesse lugar metade sem cor e cruel e metade colorido e surreal que a criança se salva com maior habilidade do que nós, "adultos"

SE ESCONDER É UM PRAZER MAS NÃO SER ENCONTRADO É UM DESASTRE;Com essa frase o pediatra e psicanalista europeu Donald Win...
24/03/2023

SE ESCONDER É UM PRAZER MAS NÃO SER ENCONTRADO É UM DESASTRE;

Com essa frase o pediatra e psicanalista europeu Donald Winnicott, nos põe em conflito com uma afirmativa dúbia que nos remete tanto ao brincar quanto aos terrores de abandono na infância.
A fora o contexto científico real com que essa sentença foi proferida, me utilizo aqui para pensar no bebê que fomos e dos pais atentos que tivemos (ou somos), com capacidades de traduzir o choro, a birra, as brincadeiras e nossas necessidades mais profundas sem necessariamente ser facilitado.
Na construção psicossexual de todo ser humano, passamos por um necessário período de perverter nossos desejos na infância em nome de uma pulsão maior e controladora, uma vez que todo aparelho psíquico quer descarregar sua energia a todo custo. Nesse ponto, para sermos “perversos” nos utilizamos de um complexo mecanismo que envolve muitas vezes um lento e prazeroso sofrimento em torno do ser visto.
Lá vamos nós num caminho neurótico saudável, num ciclo interminável esperando para ser.… percebido uma intervenção ser feita e finalmente acolhido.
Nem sempre uma satisfação nos vem pelo caminho direto, muitas vezes e sobretudo quando regredimos á infância, ser um tanto masoquista faz falta (ás vezes nosso prazer necessário de descarga de energia só se dá escondidos... mas isso é conversa pra outra hora, com mais tempo ) e logo esse joguinho de esconde-esconde com nossos genitores, pais ou mães viram um cansativo interlúdio de brigas e birras que só sofrem mutações a cada fase da nossa existência dependente. E da-lhe angústia!
Na clínica adolescente, vimos o ápice do desencontro nessa brincadeira dolorosa, pois percebemos o abandono na penumbra de uma educação onde tudo parece estar bem. Temos adolescentes convidados a seguir regras e privações, ou oposto com absolutamente todas as liberdades para exercer seus desejos desenfreados: um ambiente nada opressor para criarem jovens livres e com capacidade de se virarem ou pelo menos era pra ser assim. Logo o que deu errado para um menino mimado ou a menina constantemente sob cuidados zelos e superproteres de privação?
Nem tanto ao céu e nem tanto a terra, o seu filho nem sempre tem de você o que ele precisa. E nem sempre é o que ele está aparentando pedir.
Entre a rigidez e a liberdade totalitária, existe uma paleta de cores ao qual a criança e o adolescente reside em sua necessidade de atenção firmeza, afeto, compreensão, limite, frustração, conquista, segurança, aprendizado e amor.
O extremismo pode cegar a gente para um grito de socorro e de necessidades quase explicitas. Todo sujeito, a qualquer fase da vida onde seu desenvolvimento precisa desse masoquismo para obter sua pulsão satisfeita, acaba por se esconder.
Em meio a protestos, birras, insubordinação, batidas de portas e gritos, mora o terror de nunca ser realmente revelado, descoberto e para sempre escondido;
Existem formas mais indiretas de se sentir abandonado. Faça Terapia.

O MÁGICO DE OZ E A METÁFORA DA PSICOTERAPIA.(Para a amiga e colega Psicóloga Luana Araújo por me  presentear com o livro...
15/01/2022

O MÁGICO DE OZ E A METÁFORA DA PSICOTERAPIA.

(Para a amiga e colega Psicóloga Luana Araújo por me presentear com o livro)

Relendo após quase 20 anos a célebre obra de L. Frank Baum, não pude deixar de notar em meio a narrativa fantástica, muitas metáforas e semelhanças com o percurso que se faz ao adentrarmos em uma psicoterapia.
__E porque vocês vão consultar o Oz?___ indagou o homem de lata.
O termo “consultar” me transportou para um universo simbólico sobre tudo que refere a jornada da menina Dorothy, seu cãozinho e mais três seres fantásticos em busca de coisas muito pessoais e intransferíveis que talvez se assemelhe muito com as que buscamos e descobrimos em tratamento.
A começar pela figura de um terapeuta (mago) idealizado. Que é muitos e de tantas formas para quem conta; e que realmente assume uma forma diferente para quem vê. Os ilusionismos usados pelo mágico ao se apresentar, nada mais é do que a introjeção que fizemos na figura do psicólogo ao consolidar-se uma aliança terapêutica e uma transferência.
Dorothy é uma menina que apesar de saudável se vê perdida (seria a adolescência chegando?) É decidida, direta, com traços feministas admiráveis, mas se distancia da família e parte para uma jornada com desconhecidos que lhe apresentam um novo mundo de identif**ações, empatia, amor e ajuda. Arrisco a dizer que foi Dorothy quem liderou e segurou as pontas em muitos momentos em que seus amigos estavam imersos em defesas que os faziam pensar que não iam conseguir.
O Espantalho, sem cérebro, ao longo da história e em momentos críticos se obrigava a ter as ideias mais salvadoras; O Homem de Lata ( e sua traumática e a castradora história de amor), sem coração, se obrigava a atitudes compensatórias e exagerava nos cuidados com o próximo, mas quando pisava em uma formiga “sentia muito” e chorava até suas articulações enferrujarem. Quanto ao Leão, pela cobrança de ser o rei da selva, sucumbiu a uma covardia quase patológica, uma fuga reativa a tudo aquilo que ele já vinha predestinado. Na pressão onde fora colocado, só lhe restava uma coisa a escolher: Ser justamente o covarde autêntico.
Entretanto, assim como quem chega ao consultório, quantas vezes como que por ilusão, nossas memórias (o cérebro do Espantalho) sentimentos ( o coração do Homem de Lata) e aspectos morais e éticos rígidos ( a covardia do Leão) nos fazem acreditar que somos falhos ou desprovidos daquilo que nos faz sofrer? Que traz o vazio, o desespero, a desordem mental e emocional?
Mas se analisarmos o curso da história entendemos que muitas coisas estavam ali o tempo todo apenas deixaram de ser creditados e signif**ados pelos seus possuidores. Pela narrativa é possível referenciar que, assim como numa psicoterapia, a jornada pela busca é que traz a conquista do que se objetiva. Dorothy possuía os sapatinhos mágicos que a levariam para casa desde a primeira parte da história, mas era preciso andar, sofrer, quase desistir, brigar, se defender, socorrer e ser socorrido para que certas descobertas fossem possíveis... bem como em uma jornada psicoterápica!
Em o Mágico de Oz encontramos as defesas (as papoulas, o pântano, a ferrugem) em usos benéficos ou sabotadores, vimos o poder da raiva para uma virada reacionária onde às vezes só um balde de lágrimas (digo, água ) pode dissolver as bruxas más do oeste que insistem em nos derrubar há muito tempo. Tudo se apresentando como fatores que impulsionam ou desaceleram um processo de autodescoberta e mudança.
O próprio Oz mesmo sendo um homem bom, foi tido como um ilusionista... um charlatão, mas talvez era somente um outro ser humano a quem os seus clientes depositavam uma expectativa fantasiosa e somente daí a coragem para o enfrentamento de coisas que ele os prometeu. Logo, anterior ao trabalho desse mágico está a vontade de se estar na busca pelo seu retorno ao Kansas (ou a vontade que impulsiona o sujeito a buscar a psicoterapia) essa sim é transformadora.
Muitas das vezes é sobre a caminhada, sobre o que se faz sozinho ao ser orientado e encorajado, desafiado e apoiado. Viajar na busca pela nova forma de vida, do sonho realizado, de se sentir com emoções, pensamento e moral em pleno funcionamento acalma o ego, mas no fim das contas sempre o que se quer é encontrar o caminho de volta para casa.

16/11/2021

Quando você abre a rede social e se sente tão improdutivo comparado ao outro. Se pergunte o porquê desse sujeito precisar mostrar com tanta frequência que produz. Talvez a angústia e a insegurança de ambos, vêm do mesmo lugar.

A Terapia de Casal.                               Thales de Oliveira AbreuEssa modalidade aparece comumente  com base na...
19/08/2021

A Terapia de Casal.

Thales de Oliveira Abreu

Essa modalidade aparece comumente com base na teoria sistêmica relacional, ou seja, em sistemas compostos por pessoas (empresas, escolas, famílias) trabalha as demandas conjugais em queixas diversas advindas de ordem orgânica, ciclo vital, crises vitais, faltas de comunicação ou ainda sobre o equívoco contado pela Marilia Mendonça: “ Me apaixonei pelo que inventei de você”.
Nas palavras de Machado (2011) um casal sempre chega a psicoterapia com demandas bastante individuais, tendendo a culpar o externo ou o seu parceiro por aquilo que os aflige, mas a terapia começa de verdade no momento em que acende na sessão a QUEIXA COMPARTILHADA, e é aí que essa dupla passa a remar para o mesmo lado.

Com modelos bastante parecidos com a clínica individual tradicional, aqui o paciente é o casal. É preciso que haja um contrato bem estabelecido e claro, na comunicação, no funcionamento das sessões e no pagamento; bem como a necessidade da comunicação individual desses pacientes com o terapeuta uma vez que, fantasias importante e decisivas podem aparecer caso um dos cônjuges se sinta “traído” em psicoterapia e reforçando questões que podem sabotar o tratamento, logo é de suma importância que o diálogo aconteça de preferência, terapeuta-casal.

Embora aqui o enfoque seja na comunhão e melhor comunicação dos objetivos do casal, é imprescindível que não deixe passar as vivências pregressas individuais de cada um. Como cada um entende afeto, os modelos de casamento e contratos de relação nos quais se inspirou durante a vida. Ninguém consegue reproduzir algo diferente do que aprendeu, e na maioria das vezes isso explica muita coisa (Siegel,2005). O respeito de limitações, necessidades e simbologias de cada um, cria limites positivos onde, sob perspectivas afastando-se e aproximando na medida certa, cria-se um harmonioso modelo de convívio da dupla quando eles desejam se acertar, afinal não é raro, haver em muitos pedidos de socorro na clinica para casais, o implícito auxilio do descolamento: alguns casais perdidos e confusos escondem em seus relatos e comportamentos o dilema: “ qual a melhor forma de acabar com isso sem doer muito?” Cabe a nós psicólogos e psicoterapeutas guiar esses dois num doloroso e libertador labirinto de descobertas e aceitação;

A sinceridade e o lugar imparcial do psicólogo são fundamentais, a acolhida e o não julgamento são decisivos para um tratamento ef**az. Ás vezes há traição, machismo, personalidades complicadas ou ambições muito individuais nesse contrato e embora queixoso esse casal não quer ser julgado ou apontado de forma hostil, ali é principalmente um lugar seguro e amplo de exposição delicada e precisa ser minimamente confortável, é onde o ego se despe e as feridas narcísicas aparecem, todo cuidado é pouco. Cabe ao terapeuta psicoeducar o par a cuidar ao se aproximar dessas feridas e exposições. Parto do princípio de que a neutralidade terapêutica é uma ideia perigosa: a clínica é política, social, e justa, senão os amores às verdades cairiam por terra, e sendo assim, qualquer tipo de agressão ou abuso não devem ser tolerados. Foge aos princípios de ética e sigilo.

Não tem idade, não tem número de envolvidos estabelecido, não existe um modelo certo de casal ou família. Nem sempre tudo melhora e em alguns casos, um corte adequado e saudável requer acontecer e não é fácil, mas a psicoterapia precisa dar conta. O segredo está no entendimento e compreensão das dinâmicas e funcionamentos desse contrato afetivo.

Gonzalez Ríos (1994) trazia o conceito de Barreiras rígidas ou difusas que nada mais é na capacidade do casal ou de cada um estabelecer os limites e consequentemente a distribuições dos papeis dentro da família nuclear ou extensa. Ao olhar para as barreiras necessárias em qualquer relação, nomeá-las, olhar e aceitar as vulnerabilidades e os pontos fortes desse casal e desses sujeitos; facilitar e passar a limpo a comunicação; e pontuar a linha do tempo vital onde se encontram, ajudamos a desvendar os mistérios de estar e permanecer juntos, relembra ou desvendar o que os mantém unidos, priorizando amor, respeito, validação das dificuldades, e as verdades sobre até onde o romantismo é saudável e em que lugar um casal se reconhece e se aceita. Pronto para seguir.

18/06/2021

O efeito Werther no genocídio.

Esse termo é mais conhecido e usado na psicologia, se tratando de suicídio. Onde um fenômeno do coletivo inconsciente, cultural ou social, inspira um efeito de suicídio em cadeia. A divulgação irresponsável, interesseira sensacionalista do tema suicídio, pode inspirar pessoas doentes ou vulneráveis emocionalmente a reforçarem sua identif**ação egoica de tirar a vida.

A ideia central do efeito Werther se deu pelo livro de Goethe “Os sofrimentos do Jovem Werther” em 1774 onde a morte do protagonista por suicídio em nome do amor, inspirou muitos leitores e produzindo uma onda de mortes coletivas pela Europa, de quem se identif**ava e romanceavam esse fim trágico. O que acarretou no recolhimento da obra e uma luz sobre a existência desse fenômeno psicossocial. A culpa nem era do Werther, mas de como se interpretou esse adoecimento de um personagem em contrapartida a uma enorme identif**ação.

Pensei aqui, nos últimos dias, que um fenômeno muito parecido acontece atualmente. Viemos precisando denunciar fortemente “genocídio” e “genocida” como forma de protesto, indignação e informação em segunda instância ( o que está correto, na minha opinião) . Me pergunto se, não é por essa atmosfera de permissividade em massa de mortes, que inspira o aparecimento de serial Killers aqui ou ali em diversas partes do pais.

O discurso de ódio vindo de uma posição alta, fomenta e inspira uma romantização de determinadas mortes, bem como a falta de solução e impunidade. Vivemos no Brasil, a era do reforço por órgãos federais, do preconceito da diminuição, do descaso por determinados públicos ( O LGBTQIA+, a Mulher, o negro, o pobre, o doente). Na boca da elite direita fanática e na ideologia pregada pela presidência, essas povos ( uma maioria esmagadora ), são insignif**antes e tortos, estorvos e até de forma direta ou indireta merecem ser castigados.
Tem perversidade aí.

Existe uma divulgação pesada de ódio e massacre em nome de retidão, justiça, salvamento e religião. Isso é romantizar a morte, é noticiar que matar e morrer é uma opção nesse país.
Assassinos em série não são vítimas, Política que se isenta frente ao Covid não são vítimas. As vítimas são as vítimas e ponto. Estão aí, morrendo.

Assim como Werther e a obra de 1774, o brasileiro pensa estar dentro de um romance, não se percebe quão personagem é, e não entende (não suporta ver) que vive num país que inspira sociopatas e lunáticos a ascender.

Lady Gaga também chora.É isso mesmo! Talvez você não esteja preparado para essa verdade. O documentário da netflix chama...
02/12/2020

Lady Gaga também chora.

É isso mesmo! Talvez você não esteja preparado para essa verdade. O documentário da netflix chamado “Gaga: Five Foot Two” de 2017 mostra a Stephanie por trás da Gaga, trabalhando ralando e sofrendo muito com seus monstros e pequenos incêndios de cada dia para ser, na frente da câmera, a estrela incrível e multifacetada que nós conhecemos.
A dor Crônica, a família, os términos de relação, depressão e a pressão de ser uma estrela da música, do cinema e da televisão mostrados num registro intimista sincero e corajoso da parte dela. Sem medo de se mostrar humana.
Vocês deveriam assistir a esse documentário principalmente para podermos juntos pensar em uma realidade inconveniente e arrebatadora:
Se até a Gaga Chora, porque você não teria esse direito?
Quero falar dos corres diários que temos em busca de sonhos até menos glamorosos do que de Gaga mas não menos importantes. Todos os dias lutamos para ser alguém melhor, mais bonito e mais produtivo, ganhar dinheiro pagar as contas... e embora isso seja menos visto e grandioso do que emplacar Joanne na Billboard nos desgasta e nos faz sentirmos fracos as vezes, caindo no choro, voltando duas casas, errando e fazendo de novo, sentindo errado e sentindo de novo... e tudo bem.
E tudo bem porque até a Gaga chora.
A cobrança existe em cada coisa que você se dedica, a interna e a externa. Duas pessoas veem o teu trabalho e não concordam totalmente, sendo assim só te resta ter um ponto crítico íntimo e individual que no fim das contas dispensa comentários. Isso baixa nosso limiar de cobrança no exato momento em que nos tornamos habilitados a entender a qualidade do que fizemos, até onde podemos ir, o quanto conseguimos entregar e que ser bom não é um critério universal e sim subjetivo e individual. Precisamos aprender a criticar positiva e construtivamente nossos empenhos... ter compaixão pela nossa subida e entender que descer um ou dois degraus, descansar no meio do caminho ou pensar em subir outra escadaria faz parte de um processo muito maior e não desvalida em nenhum momento.
Permita-se frustrar-se e tentar de novo. Gaga e Stephanie são a mesma pessoa e viver no mesmo corpo parece doloroso, mas nós estamos acostumados e ser atropelados pelo brilho e talento da artista. Entre o trabalho e o poder existe um vale beeem difícil. Entender que até os mais talentosos sofrem pelo peso do tamanho do que se sonha é uma lógica talvez até dura, mas acima de tudo muito corajosa.
Dentro do seu universo particular você é do tamanho da Lady Gaga, sabia?

Tenha cuidado com isso aqui! ( As formas de e relacionar em tempos de likes)Queremos  muito e queremos para agora! A pág...
12/05/2020

Tenha cuidado com isso aqui!
( As formas de e relacionar em tempos de likes)

Queremos muito e queremos para agora! A página que carrega, o download que demora. Nos acostumamos num processo contínuo à rapidez e eficiência da internet, onde lá tudo é como eu desejo, busco, filtro, me transbordo de um princípio do prazer momentâneo mas que sacia por pouco tempo.
No principio fez-se o Verbo e no verbo conjugava-se apenas o aparentar e de uma forma muito bem positiva e bela. Havia uma preocupação em se manter bem para si e para que o outro pudesse contemplar (invejar até)
Mas algo aconteceu e agora vivemos um momento onde as vulnerabilidades são os novos filtros. Abra o Twitter e verifique você mesmo que as pessoas continuam se expondo da mesma forma que antes mas agora há um vazamento proposital ou não de vulnerabilidades.
Estamos em bolhas que usamos para filtrar a realidade de forma a mergulharmos no egocentrismo. Para se defender? Bom, de qualquer forma essa é a prova mais viva de que somos afetados pelo mundo e pelo outro. Fazendo um gancho com esse tema podemos pensar em dependência, essa mesma que pode signif**ar o fim de uma autonomia, aquela ligada a uma responsabilidade afetiva sempre esperada do outro, mas pouco pensada quando vinda de nós mesmos. Queremos uma responsabilidade afetiva de qualidade do outro lado tão desesperadamente que nem sempre se pensa no que se tem a oferecer.
Olhar para si é frustrante e é justamente pelas ferramentas disponibilizadas na internet que a geração atual aprendeu facilmente a manipular, modif**ar e se esquivar de realidades criando um muro protetor conta realidades tão inevitáveis da vida justamente porque não sabe se frustrar. Exatamente, a geração Instagram é extremamente intolerante a frustração: coloca filtro em tudo e ufa, tá lindo!
Só que, nessa de sempre sair por cima sem nunca perder, muitas vezes aprendemos a reduzir o outro, minimizar ele em todos os aspectos e isso pode se tornar viciante e perigoso. Aqui no mundo virtual todos nós temos essa visão ilusória de que o nosso Eu é do tamanho do mundo e isso faz com que acreditemos que o mundo pode sim f**ar em nossas mãos pelo menos enquanto o feed não desce. Mas essa é a fantasia mais enganosa que podemos criar, o mundo continua infinitamente maior e mais astuto que nós, isso gera inevitavelmente e até matematicamente, (falando dos códigos binários) uma guerra de egos onde usar de golpe baixo é sim uma opção.
As redes sociais deformam o tamanho do Ego, o Eu. Aqui vivemos num regime narcísico pois aqui tudo é programado e alimentado com a mensagem “você é importante” e uma vez que exista a dificuldade de encontrar essa certeza na vida real, certamente nos seus aplicativos de mensagens e fotos você será alimentado disso, a ponto de não conseguir mais sair para experimentar ser importante no mundo de fora. F**a com esse Ego obeso de Mc Donalds afetivo.
Podemos, nos livrar de pensamentos e sentimentos com a mesma rapidez com que damos unfollow, mas isso não passa de um fetiche, como ilustra o psicanalista Christian Dunker, uma vez que memórias estão aí como âncora que não deixa com que a gente fuja dos sentimentos de angústia com a mesma rapidez e liquidez com que a internet nos promete.
Estamos intoxicados com essas formas pré fabricadas de amar e ser amado. Formas institucionalizadas que nos dão uma falsa garantia de que nada vai sair do controle ( poucos likes, haters, flops) decepções e dores.
Claro que seguiremos usando nossas redes sociais com a mesma magia e intencionalidade de antes, só que tornar certas coisas conscientes nos previne de uma porção de ciladas, como por exemplo, a de que o amor acabou se tornando uma projeção daquilo que compramos como institucionalizados ( estabelecido, único, seguro, forte, lindo, zero defeitos) quando na verdade existe uma variância que nem sempre é tão fácil e belo como imprime, você só precisa achar a sua maneira, ela nunca será tão verdadeira!

O sono e o Sonho, para que servem?Dormir e sonhar estão intimamente ligados em seu desempenho e papel. Se por um lado o ...
17/03/2020

O sono e o Sonho, para que servem?

Dormir e sonhar estão intimamente ligados em seu desempenho e papel. Se por um lado o sono tem uma função fisiológica intensamente reparadora na manutenção física e neural, o sonho tange o que se sabe individualmente a respeito de uma época, uma cultura, um dia, um momento, um conteúdo latente que se manifesta enquanto dormimos e todos os mecanismos refreadores de ideias, pensamentos e emoções, deixam vir à tona as forças inconscientes e pré-concientes.
Nunca paramos para analisar que, sonhos oníricos foram desencadeadores de grandes fatores históricos mundialmente. Na Grécia, em Roma, no antigo Egito, em passagens da Bíblia, os conteúdos manifestos em sonhos deram luz a desfechos catastróficos e revolucionário ao longo das eras.
Nunca antes se pensou que, é bem possível que nas idades da pedra e do fogo, os nossos ancestrais também sonhavam, com seus cotidianos, suas caçadas, as maravilhas que se podia após acender-se a primeira fagulha, a roda, a agricultura, o bronze. Tudo modif**ando a forma de tronar algo onírico e subindo a um nível fantasioso sempre muitíssimo expressivos.
Nunca se pensou até o livro do Dr. Sidarta Ribeiro,Diretor do Instituto do Sono, mestre Biofísico e pós doutor em neurologia nos presentear com a obra “O ORÁCULO DA NOITE: A HISTÓRIA E A CIÊNCIA DO SONHO, onde disserta em muitas páginas sobre o sonhar numa ótica médica, psicanalítica, biológica e neurofisiológica.
Sidarta conta sobre a atividade sináptica que continua acontecendo no nosso cérebro mesmo quando estamos inconscientes e que a projeção desse fenômeno químico e elétrico cerebral se projeta sob a forma de uma “colcha de retalhos” com conteúdos analíticos de ego, fragmentos mnêmicos, sensações e estados emocionais. Dali podemos extrair signif**ados incríveis quando o assunto é nós mesmos, nosso estado psicológico, e saúde mental como um todo.
Dormir ajuda a aprender, tanto é que se comprova a cientificidade da soneca após o estudo como fixador de matérias escolares; da mesma forma que, anotar seus sonhos ajuda a exercitar sua capacidade de lembrar e analisar o conteúdo do que acontece no seu cérebro enquanto você dorme e projeta pensamentos no pano de fundo dos sonhos.
O sono REM, o estágio mais profundo do nosso sono, tem capacidades benéf**as e exclusivas de poucas espécies (inclusive a nossa) onde contém altíssima atividade cortical mas nenhuma corporal. Ondas cerebrais fluem enquanto nosso corpo repousa e consequentemente sonhamos com mais intensidade e vivacidade. Sonhar tem cores e formas diferentes a cada estrutura cerebral e/ ou emocional cabe a nós desbravarmos esse curiosíssimo mundo onde estão segredos fantásticos de como encaramos a vida ou como desejaríamos que fosse, como sentimos nosso ambiente ou nos adaptamos a ele.
F**a o convite a essa leitura extremamente esclarecedora, e principalmente a refletirmos mais sobre a função psicológica, analítica e biológica de dormir e sonhar.

(POST INTERATIVO )O problema da Elite nas escolas.Venho hoje, mais uma vez e principalmente para provocar um questioname...
29/01/2020

(POST INTERATIVO )

O problema da Elite nas escolas.

Venho hoje, mais uma vez e principalmente para provocar um questionamento bastante útil e que me vem chegado aos ouvidos nos últimos tempos:
Que o Bullying aparece nas escolas vestido de muitas outras coisas, oprimido em sistemas falhos e pouco capazes de informar e conscientizar, evanescido nas muitas problemáticas que a nossa precária, corajosa e sempre avante educação traz nas costas.
Parece que Bullying não é coisa de escola pública. Se, numa problemática, que põe preço ás necessidades dos menos abastados, ouvimos que psicoterapia é coisa pra gente rica, há quem diga que o Bullying é “problema de gente rica”, que nas escolas “de pobre” isso é frescura.
Entendo essa visão precipitada e com um tanto dotada de negação, e parto desse princípio para pode acessar essas mentes:
E quando Bullying é também e sobretudo “coisa de gente rica”?
Quem já assistiu Elite na Netflix ou até quem é formado em espanhol com a Mia Colucci em Rebelde, pode notar que dentre os fascínios e dramas desses protagonistas e personagens permeiam muito sutilmente o descaso desses mesmos heróis com os mais pobres, num primeiro momento.
O bullying, tende a ser abafado em escolas particulares por conta da reputação da instituição de acordo com a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa em sua entrevista de 2010 (link: https://www.extraclasse.org.br/geral/2010/09/bullying-escolas-privadas-sao-as-mais-omissas/)
Sem afirmar nada, nesse primeiro momento apenas provocando uma revirada nas lembranças de vocês, quero atentar para relatos já ouvidos sobre o quão alunos de escolas particulares vindos de famílias mais favorecidas economicamente excluem e maltratam os colegas bolsistas “ os mais pobres” “os mais diferentes”, “ os não-padrões” de uma forma diferente do que se vê na escola pública, como se acreditassem terem esse poder de diferenciação, esse aval para apontar e decidir em grande ou pequeno grupo o que é e o que não é, critérios do que é legal e o que não é.
De onde vem essa sensação de impunidade?
De onde vem essa permissão?
Com que imaginário coletivo, muitas crianças “ricas” crescem e se relacionam numa sociedade onde a maioria das crianças e cidadãos não suprem as suas expectativas de mundo e de sujeito?
Queria ouvir de vocês em comentários, se for confortável, exemplos de histórias onde o aluno se viu humilhado, diminuído ou diferenciado no seu ambiente escolar por sentir que o dinheiro importava naquele ambiente.
Vamos criar um ambiente saudável e informativo de discussão.

A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva concedeu entrevista sobre seu livro Bullying – Mentes Perigosas nas Escolas

Tudo Novo no ano novo! Mas, calma...É muito típico do ser humano acreditar bastante no encerramento de ciclos. De forma ...
02/01/2020

Tudo Novo no ano novo! Mas, calma...

É muito típico do ser humano acreditar bastante no encerramento de ciclos. De forma indireta ou regido por astros e astrologia, sempre quando um ano termina, f**a aquela expectativa de todas as mudanças e motivações ganharem força.
Agora vai!
Só que isso nada mais é, do que uma dose forte de expectativa sobre si mesmo somado a um pouco de procrastinação e negação, até. A consequência disso vai desaguar lá nas frustrações. A dieta que íamos começar, a saída para busca do emprego, o rendimento no trabalho, o 'estudar mais'. Tudo que magicamente ganha potencia assim que o ano vira.
Não quero com isso, insinuar que as motivações não aconteçam, já que somos sujeitos naturalmente simbólicos desde que nascemos. Precisamos de símbolos e Totens para nos assegurar ao longo da vida e dos processos, os nossos ciclos.
As motivações são maravilhosas, aliadas a esse novo start que é um novo ano, desde que você se reconheça, se analise e saiba até onde pode ir, que ferramentas conta para conseguir o que deseja no tempo em que deseja. Pois, afinal de contas, o tempo cronológico e o tempo da ansiedade, quase nunca andam de mãos dadas.
Teu tempo é diferente do teu amigo. Teu ritmo é diferente do teu vizinho, teus gostos não são os mesmos da menina referência do Youtube, tuas opiniões não casam com a galera dos Stories do Insta, e tudo bem. De verdade!
Se esforcem, mas não se forcem.
O estresse, o esgotamento mental e físico está em não reconhecer limites. É uma relação de respeito que precisa haver com os outros e contigo também. Analise ambientes e épocas da tua vida, de forma a ver em longo prazo. Relaxa se em 2020 o teu amigo está com tudo já em janeiro e você não. Lembre-se da fábula da lebre e da tartaruga, no meio do percurso muita coisa pode acontecer. Para frente sempre, foco sempre. Mas no teu tempo. Se você sabe onde quer chegar e como vai chegar, se programou para isso, pronto. Deixa a galera que tá com pressa passar na frente.
Aprenda a reconhecer sentimentos em si que podem parecer vergonhosos, mas que são unânimes e totalmente humanos: a inveja, o ciúme, a frustração, a expectativa. Redirecione essa energia, dome-as, a seu favor.
Autoconhecimento e uma dose de compaixão consigo mesmo, alivia essa doideira que vêm ano pós ano. A gente não cumprindo metas, não chegando a tempo, não bonito ao bastante...
O ano virou, mas planos e mudanças podem acontecer o ano inteirinho, olha que maravilha!
Feliz ano novo!

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