27/02/2026
Sempre sonhei em ser mãe (sabe aquele sonho tradicional de ter 2 filhos e um cachorro?) para mim era tão certo quanto 2+2=4.
Nasci da pessoa mais forte que conheci na vida, que mesmo com todas as dificuldades nos deu (a mim e aos meus irmãos) mais do que poderíamos almejar. Talvez isso tenha me dado a falsa sensação que seria "fácil".
E agora, sou mãe! Atravessada pela quebra da fantasia e o choque da realidade.
Não, não é fácil de forma alguma, a mãe que sou é muito diferente da mãe que idealizei.
A mãe que idealizei é forte, segura, consegue resolver tudo e manter a calma.
A mãe que sou é um poço de insegurança e incertezas, se despera, chora, se irrita, grita, falha e não raras vezes vive no caos.
E acredite eu não romantizava a maternidade, sabia que haveria choro, cansaço e incertezas. Mas, nem de longe imaginava que seria como é. Isso não é uma reclamação. Que fique claro!
Mas, a maternidade me atravessou como atravessa muitas mulheres que em silêncio tentam lidar com tantas frustrações. E não é sobre as frustrações do dia a dia, é sobre as frustrações com nosso próprio EU, a mãe que idealizei X a mãe que sou.
O EU real nos escancara, nos assombra e nos frustra, mas quando o aceitamos nos damos a chance de entender que mesmo no caos não falta amor, que mesmo insegura dou o meu melhor, que quando perco a calma, me desculpo e dou oportunidade ao erro, me regulou e ensino a regular, que mesmo não sendo perfeita eu sou mãe.
Talvez a minha mãe sentisse tudo isso, e que ficou em mim? Ela deu muito mais do que podíamos almejar.
Então mamães, não esperem ser perfeitas, apenas sejam a mãe que vocês conseguem ser, e se não faltar amor, você sem dúvida vai dar muito mais do que se pode almejar 😉