09/02/2024
Quem não se conhece, não se domina, quem não se domina hora ou outra colidirá.
A pessoa humana do tempo atual vive em crise, isso não é novidade para ninguém! Tantas tendências, tantas bandeiras, tantas ideologias, e quem não sabe onde quer chegar, acaba por abraçar as ideologias e tendências da modernidade.
Quem mal pode haver nisso? Nenhum, dirão! Mas é óbvio que uma hora passa a incomodar viver sem saber quem se é, abraçar tudo que lhe é imposto sem filtro e sem avaliar o que lhe é lícito ou não de acordo com seus princípios e valores.
“Temos que nos desconstruir”, dizem, o problema é o que está sendo construído por cima: fantoches!
Abraça-se tudo e nega-se aquilo que se é na essência.
Viktor Frankl tece uma dura crítica a respeito das pessoas do século XX, que seria bem pior no século XXl:
“As tradições, que serviam de apoio para seu comportamento, atualmente vêm diminuindo com grande rapidez. Nenhum instinto lhe diz o que deve fazer e não há tradição que lhe diga o que ele deveria fazer; às vezes ele não sabe sequer o que deseja fazer. Em vez disso, ele deseja fazer o que os outros fazem (conformismo), ou ele faz o que outras pessoas querem que ele faça (totalitarismo).”
A pessoa humana de nossos tempo é aquela que não sabe o que quer, não sabe o lhe é bom, sabe apenas se encaixar dentro da vontade de uma massa por ser bem mais cômodo, fazer o que os outros fazem, sem se preocupar em decidir, escolher e arrepender-se.
Mas o fim é óbvio: uma hora essa embarcação vai se chocar com alguma muralha de pedra, e não se sabe o tamanho da perda que se dará!