20/01/2019
Diante do Espelho
O ano começou! Para lapidar um ser humano melhor já traçamos objetivos e metas, entre esses, a mudança de hábitos de vida. Discorrendo sobre o entrelaçamento da autopercepção Vs culto à beleza, prosseguiremos as reflexões sobre Saúde Mental, na Campanha Janeiro Branco.
O que é belo? No dicionário é apresentado como o caráter do ser ou da coisa que possuindo harmonia desperta sentimento de êxtase, admiração ou prazer através dos sentidos. Possuir simetria é algo que já sabemos que por natureza não temos... Mas o que é essa tal harmonia que arrebata as pessoas? Cada um, com sua individualidade vê a beleza em algo, por que temos encantamentos diferentes. Há quem ache belos os cachorros da raça Komodor (vulgo Floquinho, da Turma da Mônica), outros não.
No entanto, o que chama atenção não é este Outro belo das pessoas e coisas ao meu redor, nem dos lugares que me cercam, mas sim, aquele belo que convivo intimamente nas 24 horas do seu dia. O que você admira em si, a ponto de realmente considerar belo? A lista pode ser simples ou com vários itens, o que importa é que seja verdadeiro, ou seja, reflita se é você quem valoriza ou se é outra pessoa. Neste aspecto, chega-se no questionamento central: quem diz da minha própria beleza?
O que vejo, o que sinto e o que ouço quando estou frente ao espelho? A forma que vemos e sentimos o nosso próprio corpo as vezes remete ao que escutamos na sociedade. “Use calça 36, tenha cintura fina, aceite seu corpo”... são tantas frases que escutamos das pessoas! As imposições da indústria da beleza por vezes se aliam a discursos de promoção de saúde: “ser magro é ser saudável”. Falácia. Pode-se listar uma série de problemas: há magros com distúrbios alimentares (anorexia, bulimia, transtorno alimentar restritivo evitativo, pica), magros com alto índice de gordura corporal, com colesterol elevado. Por isso, reflita sobre a sua saúde e questione-se: o que você acredita e sente do próprio corpo?