Karoline Lírio - Psicóloga

Karoline Lírio - Psicóloga Psicóloga | CRP 06/118389

Quase todos os dias eu vejo essa árvore. Ela sempre me chamou atenção por ter as raízes expostas, são grandes, grossas, ...
01/02/2021

Quase todos os dias eu vejo essa árvore. Ela sempre me chamou atenção por ter as raízes expostas, são grandes, grossas, têm uma beleza marcante. Nenhuma outra árvore é como ela na praça. Quando penso em raízes, logo me vem à mente, as relações familiares.
O filme "Era uma vez, um sonho" (Netflix), baseado em uma história real, retrata a história de uma família: vó, mãe e filho. O enredo do filme revelou conflitos e dramas familiares transmitidos de geração em geração. Devido ao adoecimento da mãe, Vance (o filho) é convocado a voltar à cidade natal e revisita toda sua história. O filme nos dá a chance de conhecermos um pouco da história de cada personagem e como elas se entrelaçam. Ao meu ver, nos ajuda a compreender que há razões para as pessoas serem o que são. Muito da "bagagem" que nos foi transmitida, não fez parte de nossa escolha pessoal. Ninguém tem a chance de escolher aonde nascer, a família que fará parte, em que condições virá a esse mundo.
No entanto, conhecer, confrontar a nossa história, pode promover a escrita de uma biografia mais autoral, autônoma. As raízes irão nos acompanhar, farão parte da nossa base, assim como da árvore da foto. Parte dessas raízes é o que nos sustenta, mas nao significa que determinará os frutos produzidos. Ou seja, nossas raízes não determinam o curso de toda a história de vida, não determinam o destino de alguém, por mais desafiador que tenha sido, há algo que se pode fazer. Esse foi o caminho, a descoverta feita por Vance. Ao final do filme, ele faz uma afirmação impactante: "Que nós somos nossas raízes, mas todo dia escolhemos quem nos tornamos". Você acredita nisso?

Há pouco tempo acompanho mais de perto o universo da astrologia, não porque acredito (embora, respeito quem acredite e l...
29/07/2020

Há pouco tempo acompanho mais de perto o universo da astrologia, não porque acredito (embora, respeito quem acredite e leve os"conceitos" ao pé da letra), mas devido a quantidade de vezes que ouço as pessoas ao redor, ou até pacientes, alegarem sua personalidade ou circunstâncias aos astros e ao signo. Até que fui ver o meu e não é que há muitas semelhanças? Fiquei até impressionada! Entendo que essa pode ser uma forma de compreensão do mundo, no entanto, o impasse pode acontecer quando o "signo" passa a ser a maneira - as vezes, imperceptível - da pessoa se isentar de sua responsabilidade perante sua vida, seus conflitos e coisas das quais se queixa. Como acontece? Por exemplo: "sou arianx, sou agitadx, odeio perder, por isso reajo mal"; "cheguei nos 30 anos, a idade que todos os conflitos acontecem de uma vez, por conta do retorno de saturno". Argumentos como esse não acontecem somente a partir dos signos, mas também através de crenças como "se Deus quis assim, eu aceito". Longe de fazer quaisquer julgamentos, mesmo porque qualquer crença precisa ser respeitada e legitimada, a reflexão que proponho se trata de que, cedo ou tarde, descobriremos há uma parte de nossos problemas que nos envolvem, que nos implicam ou que dizem sobre nós. Ou se não tem a ver com algo que fizemos diretamente Não se trata de eleger culpados, mas de assumir nossa responsabilidade e confrontarmos que também somos parte daquilo de que nos queixamos. Isso pode ser duro, difícil, mas ao mesmo tempo libertador porque nos possibilita sair do lugar determinado pelo signo, pela religião, pela família, e gerar mudanças necessárias. Vamos juntxs?

Karoline Lírio
Psicóloga Clínica
www.karolinelirio.com.br

Culturalmente, existe a ideia de que "brasileiro não desiste nunca", o slogan surgiu num momento importante e tem o seu ...
24/07/2020

Culturalmente, existe a ideia de que "brasileiro não desiste nunca", o slogan surgiu num momento importante e tem o seu lugar. Mas, a ideia é pensarmos que desistir, tem em quase todos os casos, uma conotação muito negativa. Desistir de algo está relacionado a fraqueza, fracasso, fragilidade, motivo de vergonha. Esses absolutos contemporâneos, assim como o da felicidade, "nunca desistir", tem levado pessoas a sustentarem trabalhos, relações, hábitos que lhes causam danos, que não lhes cabem mais, devido a esse mantra. Doses de persistência são sempre bem-vindas e necessárias para enfrentarmos obstáculos e alcançarmos objetivos em nossas vidas, mas quando essa mesma "persistência" vem disfarçada como uma espécie de ditadura é importante questionar, repensar.
Desistir precisa ser uma alternativa, uma possibilidade, um direito. Ao invés de ser visto como algo negativo, muitas vezes desistir é o que permite nossa sobrevivência física, psíquica, que nos permite demarcar nossos limites (que são tão importantes de serem reconhecidos quanto as nossas potencialidades). Desista quando necessário, seja de um livro que começou e não gostou, seja das roupas que não lhe vestem mais, seja de relacionamentos, de projetos que não te representam. Pense bem, mas considere desistir, porque sim, é uma opção (e dependendo da situação, uma das boas)!
Bom final de semana!

Karoline Lírio
Psicóloga Clínica
www.karolinelirio.com.br

Cada vez mais acredito que o consultório transpõe as barreiras físicas. Isso se acentuou com a Pandemia. Já vemos indíci...
23/07/2020

Cada vez mais acredito que o consultório transpõe as barreiras físicas. Isso se acentuou com a Pandemia. Já vemos indícios de que a vida está sofrendo alterações com o que estamos vivendo. Antes, eu fazia apenas alguns atendimentos online, hoje, todos os pacientes estão sendo atendidos por essa modalidade. Ainda bem! Ainda bem que o Conselho regularizou essa prática, ainda bem que temos a internet que torna possível aqueles que não têm profissionais em suas cidades, poderem ser escutados pela telinha do celular. Ainda bem que nós, psicólogxs também podemos ser escutados por esses recursos. Tenho refletido bastante a respeito do consultório online, se será cada vez mais procurado no futuro, ou se as pessoas ainda preferirão estar presentes, face a face.
Para mim, é um privilégio transpor as fronteiras e proporcionar escuta, acolhimento e ajuda para essa jornada. E você tem pensado mais a respeito do consultório?

Karoline Lírio
Psicóloga Clínica
www.karolinelirio.com.br @ De São Paulo Para O Mundo

Se já é desafiador falar sobre Depressão e outras doenças para família e amigos, imagina ter que tocar no assunto com co...
22/07/2020

Se já é desafiador falar sobre Depressão e outras doenças para família e amigos, imagina ter que tocar no assunto com colegas de trabalha ou mesmo com a/o chefe? A grande questão é que quando uma pessoa adoece, ela não adoece apenas dentro de casa, a condição em que se encontra vai com ela e atravessa todos os aspectos de sua vida. Nesse post vamos falar especialmente da Depressão. Falar sobre o adoecimento pode ser muito desconfortável para quem o está enfrentando porque envolve expor algo carregado de estigmas e preconceitos. No ambiente de trabalho isso pode ser pior. As pessoas muitas vezes relutam ou escondem que têm Depressão por temerem perder seus empregos, temem em como os colegas a verão e o que falarão quando souberem. De fato, ainda existem mitos em torno da Depressão como: "é frescura, é tudo coisa da cabeça da pessoa, falta de fé, coisa de gente fraca, ou que a pessoa deixará de ser útil/eficaz no trabalho". Embora, a Depressão seja uma doença psíquica, o corpo também sofre as "sequelas" desse adoecimento, pode acontecer disso afetar a vida profissional. Algumas culturas empresarias, encaram as pessoas como números, estimulam a competitividade e não abrem espaço para exporem o que estão enfrentando. No entanto, em certos momentos, essa conversa é inevitável e quem está enfrentando uma Depressão precisa comunicar seus líderes. Até mesmo porque em alguns casos há a necessidade de afastamento, ou de solicitar ao RH o reembolso de consultas psiquiátricas, das sessões de acompanhamento psicológico, por exemplo. Conversas como essa, quando necessárias, tendem a ajudar a pessoa que está enfrentando a Depressão, bem como a empresa. Discutir sobre saúde mental é essencial, não somente quando algo assim acontece, mas como um assunto que faz parte do dia-a-dia. Sabemos que na prática é muito mais desafiador, mas as barreiras e tabus são possíveis de serem desconstruidos. Adoecer não é motivo de vergonha, é "coisa de gente", coisa de ser humano!

💬 Quem nunca viu o seriado "Friends" e desejou viver uma amizade como a retratada na série? Há quem diga que é especialm...
21/07/2020

💬 Quem nunca viu o seriado "Friends" e desejou viver uma amizade como a retratada na série? Há quem diga que é especialmente difícil fazer ou manter amizades na vida adulta. Encontrar pessoas com quem você se identifica, tê-las nos momentos mais significativos, sejam aqueles felizes ou tristes, e poder ser você mesmo, pode-se dizer que é um privilégio. Boa parte de nossa saúde mental se constitui pelos vínculos que estabelecemos. Mas, será que ter bons amigos é um fator de sorte?

🤔 É comum ouvir as pessoas se lamentando por não terem amigos, porém quando a conversa sobre o assunto começa a se aprofundar é comum perceber que alguns esperam atitudes amigas, mas não param para pensar sobre o que elas ofertam para seus amigos. É isso mesmo, o que você oferta para as suas relações? Você cuida, demonstra que se importa? Seus amigos reconhecem em você um amigo também?

🌿 Quando comparamos os relacionamentos com plantinhas é porque eles são organismos vivos, dinâmicos. As relações não vêm prontas, depende muito menos de sorte e muito mais de investimento, dedicação, atenção e cuidado; relacionamentos são construídos, isso também cabe às amizades. Se o número de amigos diminuiu, talvez, esse seja um sinal de que os que você tem hoje sejam as pessoas que te importam de verdade. A quantidade não é indicativo de qualidade. As amizades mais profundas e significativas tendem a acontecer com um pequeno número de pessoas.

👯🏾‍♀️ Não é porque não estamos juntxs que não estamos perto dos nossos amigos, a pandemia nos obrigou (por um bem maior) a nos mantermos longe daqueles que amamos e a saudade aperta no peito. Com certeza um abraço apertado cairia muito bem hoje, não é? Quem são os amigos que você gostaria de abraçar hoje? Marquem eles nos comentários e mandem esse abraço quentinho virtualmente!

💙 P.S: Obrigada aos meus amigos. A jornada com vocês tem sido incrível!
Espero ser uma amiga cada vez melhor! @ Itaim Bibi

Hoje, pela manhã, ouvi o podcast "Bom dia Obvious", episódio que fala a respeito dos famosos " 30 anos" e como essa idad...
14/07/2020

Hoje, pela manhã, ouvi o podcast "Bom dia Obvious", episódio que fala a respeito dos famosos " 30 anos" e como essa idade é tido por muitos e pela sociedade como um marco que vai revelar no que você foi bem-sucedido ou no que fracassou. Não sei você, mas a idade sempre foi pensada por mim como uma medida de conquistas. Quando eu era mais nova, queria ser mais velha, pois achava que seria mais respeitada (terapeutas talvez entenderão) . Pensava que até os 30 eu precisaria ter realizado 99% da minha lista de metas e sonhos. Depois, comecei a achar que deveria ser com 25 anos, afinal, quantas pessoas ao meu redor pareciam estar "na minha frente"? Eu tinha uma sensação permanente de estar atrasada. Fui me dar conta na análise que isso estava minando a chance de eu aproveitar o processo e ser feliz DURANTE o caminho, já que essa medida sempre projetada para o futuro, me impedia de saborear a beleza e as conquistas que eu estava tendo. Não é a toa!
Saímos do ensino médio tendo que escolher a profissão, conseguir um estágio numa multinacional durante a faculdade, casar aos 25 anos, aos 30 manter o corpo de 20 e já pensar quando chegarão os filhos. Isso é muito cansativo e pode ser adoecedor! Uma coisa que entendi nesses 29 anos é que os caminhos não são universais, a vida é maior que isso os anos que levo comigo. Do contrário, só seremos felizes quando tiver "aquele" corpo, "aquela casa", "aquele" amor, "aquele" feed perfeito. Quando menos percebermos a vida passou e a gente ficou sempre esperando a felicidade e o sucesso presos em idealizações ou expectativas alheias. Faça suas metas, tenha sonhos, objetivos, mas não limite a vida pela idade ou por métricas que disseram que deveriam ser cumpridas, a menos que faça sentido pra você. Cuidado para não ser muito exigente consigo mesmx, doses de paciência e compaixão tornam o processo mais leve. Termino esse texto com a frase da Marcela Ceribelli: "o que realmente importa nessa vida são as experiências que somamos ao longo do caminho, porque a idade é simplesmente um número que não diz nada sobre o que somos capazes de oferecer ao mundo".
Como a idade atinge você e o que você pensa sobre sua vida?

Você sabe identificar quando um relacionamento se torna abusivo? Quais são alguns dos sinais? O que faz com que muitas m...
06/07/2020

Você sabe identificar quando um relacionamento se torna abusivo? Quais são alguns dos sinais? O que faz com que muitas mulheres permaneçam nessas relações?
Essas são algumas das perguntas que serão objeto a nossa reflexão, na LIVE que vai acontecer na quarta (08/07) às 19h30.
ATENÇÃO: a live NÃO SERÁ PELO INSTAGRAM. Vamos nos encontrar no Google Meet. Você pode acessar pelo link que está na bio!
Além de discutirmos sobre um tema tão relevante, quem for estudante, podr adquirir certificado para horas complementares! Olhem que maravilha 😄
Eu espero vocês lá! Qualquer dúvida, podem me escrever!!

Karoline Lírio
Psicóloga Clínica
www.karolinelirio.com.br

Talvez você já tenha ouvido que a sua dor não é genuína. Isso acontece em frases como: "você está aí chorando, mas há mu...
30/06/2020

Talvez você já tenha ouvido que a sua dor não é genuína. Isso acontece em frases como: "você está aí chorando, mas há muitas pessoas que estão passando fome no mundo; você tem tudo o que uma pessoa pode querer na vida, não tem o direito de reclamar; na minha época as coisas eram muito piores e você está se queixando de uma 'dor de barriga'". Existe uma tentativa recorrente das pessoas, da sociedade, de dizerem o que é sofrimento e como se deve vivê-lo. Caso o que se sente fuja dos moldes, não é sofrimento (pelo menos para eles). Isso por si só, já é uma espécie de violência que provoca sofrimento, ao meu ver. Ter sua dor desvalidada, não reconhecida. Já dizia Lacan, "todos os sofrimentos se equivalem", ou seja, não existe uma medida que mensure sofrimentos de menor ou maior valor. Existe o que a pessoa traz, como ela vive, o que esse sofrimento significa para ela. Portanto, é necessário ampliar e pensar que existem inúmeros sofrimentos e modos de sofrer e eles são LEGÍTIMOS. É preciso legitimá-los, acolhê-los e tão importante quanto isso, refletirmos qual será nossa implicação diante desse sofrer. Na maioria dos casos, é isso o que leva as pessoas a buscarem um psicólogo. É uma das formas de se indagar sobre seu sofrimento, e o que fazer com isso.
Quero te dizer que seu sofrimento nao é leviano, toda dor importa, independente do que digam a você. Se precisar compartilhá-la com alguém, não existe em buscar ajuda.

Karoline Lírio
Psicóloga Clínica
www.karolinelirio.com.br

Muitas pessoas sonhavam em trabalhar home office ou remotamente. A ideia um tanto glamorosa da casa ser o local de traba...
24/06/2020

Muitas pessoas sonhavam em trabalhar home office ou remotamente. A ideia um tanto glamorosa da casa ser o local de trabalho, de poder gerir os próprios horários remetia a liberdade, autonomia. Até que chegou a pandemia e colocou milhares de trabalhadores nessa condição compulsória, todos ao mesmo tempo dentro de casa. Não dá para não afirmar que algumas pessoas têm usufruído e se adaptado a essa condição, já que para cada um essa experiência está sendo de uma maneira. Mas, um tanto da idealização caiu por terra e os desafios também têm se apresentado. Qual desafio ou dificuldade você acrescentaria nessa lista? Como tem sido para você trabalhar em home office?

Karoline Lírio
Psicologia Clínica
www.karolinelirio.com.br

Um dos questionamentos do espaço analítico têm sido sobre o que falar na terapia quando não se tem "novidades"? Na terap...
21/06/2020

Um dos questionamentos do espaço analítico têm sido sobre o que falar na terapia quando não se tem "novidades"? Na terapia se fala sobre tudo, inclusive dos nossos vazios e empobrecimentos. Não se trata de relatar (exclusivamente) o que aconteceu durante a semana, se fez chuva ou sol, dos fatores externos, alheios, se trata de tocar naquilo que também NÃO acontece e perguntar como você se sente sobre isso? Quando não acontece algo, como você lida?
Nossos vazios, nossos silêncios, nosso marasmo, merecem atenção, merecem ser falados na terapia porque a vida acontece neles também, eles nos habitam e fazem parte da jornada existencial.
Como você tem lidado com os seus vazios? Vamos falar sobre isso?

Karoline Lírio
Psicóloga Clínica
www.karolinelirio.com.br

"Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais". Essa música é muito conhecida, mas voc...
18/06/2020

"Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais". Essa música é muito conhecida, mas você já a escutou inteira, atento ao que ela diz? Eu fui descobrir a riqueza da sua letra faz pouco tempo e acho que ela cabe perfeitamente para o momento que estamos vivendo. A vida na cidade tem sua própria lógica, vivemos acelerados, impacientes, desafiamos o tempo cronológico como se ele não existisse, estamos sempre em modo full time. Assim vamos vivendo, assim nos acostumamos. Mas, ao olharmos para a natureza, para a vida no campo, entramos em contato com outra lógica, que nos mostra que ir devagar pode ser mais interessante que ir depressa, que para termos as flores precisamos encarar a chuva, para tocar o boi, é preciso respeitar seu ritmo, quanto sabedoria há nisso. A vida também impõe sua marcha, e talvez, agora a marcha está lenta. Precisamos sentir o ritmo, é um convite a respeitá-lo e inventar a vida a partir dessa lógica. Estamos em processo, ainda vamos aprender porque o caminho se faz caminhando. A música termina dizendo que cada um de nós tem o dom de ser capaz, e ser feliz. Eu acredito nisso e você?

Karoline Lírio
Psicóloga Clínica
www.karolinelirio.com.br

Endereço

Cotia, SP
04531-012

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Karoline Lírio - Psicóloga posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Karoline Lírio - Psicóloga:

Compartilhar

Categoria