22/12/2025
Existem muitos mitos em torno do TDAH que acabam prejudicando mais do que ajudando a criança.
Um deles é a ideia de que o tratamento medicamentoso “vicia”. Quando bem indicado e acompanhado, isso não acontece. Na verdade, deixar o TDAH sem tratamento aumenta riscos futuros, inclusive na adolescência e na vida adulta. Cuidar é proteção.
Outro erro comum é pensar que o remédio “muda a criança”. O que realmente causa prejuízo é ver a criança lutar diariamente com desatenção, impulsividade, dificuldades escolares e queda da autoestima. O tratamento não apaga quem a criança é, ele ajuda o cérebro a funcionar melhor onde há uma dificuldade real.
Também é importante reforçar: TDAH não tem relação com falta de limites ou má educação. Trata-se de um transtorno do neurodesenvolvimento, com base genética e alterações em áreas cerebrais ligadas à atenção, ao controle dos impulsos e à regulação emocional. Confundir isso gera culpa nos pais e sofrimento desnecessário.
E castigo não resolve. Punição não ensina autorregulação, não melhora atenção e frequentemente só aumenta estresse, ansiedade e frustração. Crianças com TDAH precisam de estrutura, previsibilidade, orientação e tratamento adequado.
TDAH não melhora com grito, bronca ou punição.
Se isso funcionasse, não haveria crianças sofrendo com o transtorno.
O caminho é compreender o funcionamento do cérebro, tratar os sintomas centrais e oferecer suporte consistente na família, na escola e na saúde.
Quando o conhecimento substitui o julgamento, a criança finalmente tem espaço para desenvolver seu verdadeiro potencial.