29/08/2017
Precisamos falar de Suicídio
Quanto mais falarmos sobre o suicídio, mais pessoas conseguiremos ajudar.
De acordo com a Organização Mundial de saúde (OMS), o suicídio é a segunda maior causa de morte de pessoas com idades entre 15 e 19 anos no mundo. O suicídio não acontece de uma hora para outra, por vezes, as pessoas menosprezam o sentimento do indivíduo, o famoso ditado: "Quem fala não faz". Acontece que, quem fala, faz sim!. O falar é um grito de socorro, quando o indivíduo para de falar, aí sim ele pode concretizar.
O suicídio é o último estágio da dor. Suas causas podem ser variadas, histórias de vida individuais, a particularidade que cada um lida com o sofrimento e a influência do ambiente social em que a pessoa está inserida, podem levar a maiores ou menores chances de suicídio. A depressão é a patologia que mais há correlação com o suicídio, o transtorno bipolar e o transtorno de personalidade borderline, também são associados, ( em outro post falarei sobre esses transtornos).
Devido a todo seu tabu social e preconceito, por muitos anos o suicídio foi pouco discutido no Brasil e no mundo. Entre as pessoas que se matam, há uma forte presença de sofrimento profundo. A vida para elas não tem sentido, se sentem sem esperança e incapazes de mudar a sua condição atual, por isso não encontram outro caminho, não conseguem enxergar luz no caminho, solução para os problemas, não conseguem lidar com as dificuldades, enxergam no suicídio o remédio para acabar com o sofrimento.
Como identif**ar um possível Suicida:
-Observe os padrões comportamentais da pessoa.
se você notar uma pessoa com falta de energia, que f**a o dia inteiro na cama, com dificuldades de tomar decisões que antes resolvia normalmente, perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas, essa pessoa precisa de ajuda.
-Observe as drásticas mudança de humor.
fique atento as mudanças repentinas e exageradas.
-Dê importância aos alarmes e avisos verbais.
frases como: "não aguento mais", "quero sumir", "quero morrer", "minha vida não vale a pena", "não aguento essa dor", "você vai sentir minha falta quando eu morrer", etc....O falar é um grito de socorro.
-Observe mudanças inesperadas.
fique atento a eventos estressantes, se o indivíduo encontra-se fragilizado em uma dessas situações, dificilmente conseguirá lidar com essa mudança inesperada, podendo desencadear sentimentos destrutivos, podendo levar ao suicídio.
-Observe o abuso de álcool e dr**as.
a associação de remédios e bebidas alcoólicas também é muito frequente e perigoso.
-Observe: É adolescência ou aborrescência?
saiba identif**ar os padrões comportamentais do seu filho, a taxa de suicídio entre adolescentes aumentou muito nos últimos anos, muitos pais não dão devida importância aos sintomas, por acreditar ser apenas uma fase da idade. tente se aproximar e principalmente tente ouvi-lo sem julgar o seu sofrimento. Se estiver difícil a comunicação, procure ajuda de um profissional.
-Conheça fatores de risco.
um grande fator de risco é a presença de doenças psicológicas, como depressão grave dentre outras, fique de olho, investigue.
-Observe melhoras repentinas.
se uma pessoa que estava bem triste e deprimida, aparecer alegre de repente, ela pode estar planejando cometer o suicídio. Essa "melhora", pode indicar que ela aceitou encerrar a própria vida e possivelmente já tem um plano para isso. Observe atitudes como: fazendo ajustes financeiro, doando posses, despedindo de familiares.
EM TODOS OS CASOS OBSERVE, ESTEJA AO LADO, PRINCIPALMENTE OUÇA, ACOLHA SUA DOR SEM JULGAMENTOS E PRINCIPALMENTE: BUSQUE AJUDA DE UM PROFISSIONAL.
Fabiana Queroz
Psicóloga CRP 18/03414
65 999076329