25/04/2018
AUTO-ESTIMA
Definição: “Auto-estima é a experiência de ser competente para lidar com os desafios básicos da vida e de ser digno da felicidade”. É a confiança na eficácia de nossa mente, em nossa capacidade de pensar. Por extensão, é a confiança em nossa capacidade de aprender, tomar decisões, fazer escolhas apropriadas e gerenciar mudanças.
É também a consciência de que o sucesso, a realização e a satisfação – e, portanto, a felicidade – são talhados para nós.
Podemos citar seis práticas como sendo as mais essenciais para construir a auto-estima. Todas relevantes para a organização do futuro.
1. A prática de viver conscientemente. Aqui se inclui
O respeito pelos fatos; participar intensamente daquilo que fazemos enquanto o fazemos (por exemplo, se nosso cliente, supervisor, funcionário, fornecedor ou colega está falando conosco, ouvir atentamente durante o encontro);
Buscar e estar totalmente aberto a qualquer informação, conhecimento ou feedback que afirme nossos interesses, valores, metas e planos;
E buscar compreender não apenas o mundo à nossa volta, mas também nosso mundo interior, para não agir inconscientemente em virtude de nossa cegueira.
Autoconfiança, franqueza, e determinação para enfrentar a
realidade, ainda que seja desagradável, constitui a essência do viver conscientemente.
2. A prática da auto-aceitação.
É a disposição de adquirir, experimentar e assumir responsabilidade por nossos pensamentos, sentimentos e ações, sem fugir, negar ou refutar, e nem se repudiar, permitindo-nos avaliar nossos conceitos, vivenciar nossas emoções e analisar nossas ações sem necessariamente apreciá-las, aprová-las ou justificá-las.
A aceitação do eu como ele é evitará que nos comportemos como se estivéssemos sendo julgados; desse modo, não estaremos sempre na defensiva e conseguiremos ouvir críticas ou idéias diferentes sem nos tornarmos hostis ou competitivos.
3. A prática do senso de responsabilidade.
Consiste em perceber que somos os autores de nossas escolhas e ações;
Que cada um de nós é responsável pela própria vida, pelo próprio bem-estar e pela realização de nossas metas;
Que, se precisarmos da cooperação de outras pessoas para atingir nossosobjetivos, devemos oferecer um valor em troca;
E que a pergunta não é “De quem é a culpa?”, mas sempre “O que precisa ser feito?”.
4. A prática da afirmação.
Afirmar a si mesmo significa ser autêntico nas relações interpessoais;
Respeitar os próprios valores e as outras pessoas em contextos sociais;
Recusar-se a camuflar a realidade de quem somos ou do que gostamos para evitar a desaprovação do outro;
É estar disposto a defender a si mesmo e suas idéias da maneira apropriada em circunstâncias apropriadas.
5. A prática de viver objetivamente.
Consiste em estabelecer nossos objetivos ou planos de curto e longo prazo e as providências necessárias para concretizá-los,
Organizar o comportamento em função desses objetivos,
Monitorar as ações para garantir que está no caminho certo
Prestar atenção ao resultado para saber se precisamos voltar à estaca zero e quando teremos de fazê-lo.
6. A prática da integridade pessoal.
É como viver coerentemente com nossos conhecimentos, palavras e atos;
É dizer a verdade, honrar nossos compromissos e servir de exemplo dos valores que declaramos admirar;
É tratar os outros de maneira justa e benevolente.
Quando traímos nossos valores, traímos nossas próprias mentes e a auto-estima é inevitavelmente prejudicada.
Insumo Teórico de Paulo R. Helrighel, Setembro 2002.
Por Nathaniel Branden 1