09/05/2026
Amanhã é dia das mães, mas hoje eu quero falar com você mulher que tem 35, 38, 40 anos e ainda não sabe bem como chegou aqui sem esse título.
Talvez você chegue nessa data com um nó na garganta, não porque não ama a sua mãe, mas porque ainda não é uma.
Talvez você ainda não tenha encontrado a pessoa certa pra construir isso junto.
Talvez você esteja tentando, mês após mês, com toda a esperança e todo o cansaço que isso carrega. Talvez você ainda nem saiba se quer, de fato, ser mãe, e essa dúvida, por si só, já pesa.
E aí vem o mundo perguntar: “E filhos, quando?” Como se você tivesse esquecido. Como se fosse só uma questão de agenda.
Mas além da cobrança de fora, tem a de dentro, que é mais silenciosa e mais cruel. É o relógio biológico que a gente não pediu pra ouvir, mas ouve. É olhar para o calendário e sentir que o tempo tem pressa, mesmo quando a vida ainda não se encaixou do jeito que precisava.
Eu entendo isso. De verdade.
E o que eu quero te dizer hoje é: você não está atrasada. Você está no seu tempo, que é diferente do tempo que te ensinaram a seguir.
Talvez a maternidade chegue pra você de um jeito que ninguém te contou que era possível. Talvez ela já esteja chegando, na forma como você cuida dos filhos das suas amigas como se fossem seus. No amor que você tem pelos seus sobrinhos, pelos seus afilhados. No jeito como você olha pro seu pet às duas da manhã com um carinho que só mãe tem. No colo que você oferece pro seu irmão mais novo quando o mundo aperta.
Isso também é maternidade. Não é co***lo. É real. E talvez, para algumas de nós, o caminho seja diferente mesmo, e tudo bem.
Uma vida vivida com presença, com amor e com cuidado não é uma vida incompleta.
Então hoje, na véspera desse dia que o mundo reservou para as mães, eu quero reservar um espaço pra nós.
Para as que estão esperando.
Para as que estão tentando.
Para as que estão em dúvida.
Para as que estão de luto por uma gravidez que não veio.
Para as que amam de um jeito que o mundo ainda não tem nome certo 🩵