Drª Paola Fadul

Drª Paola Fadul Drª Paola Fadul - CRM/MT 8110.

- Formada na UNOESTE - Universidade do Oeste Paulista - na cidade de Presidente Prudente/SP;

- Especialização em Pediatria também na UNOESTE/HRPP;

- Especialização em Neurologia Infantil na UNESP em Botucatu/SP.
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�Cuiabá-MT
�Rondonópolis-MT
�Primavera do Leste-MT

Essa é uma das perguntas que mais escuto no consultório. E antes de qualquer resposta, é importante alinhar alguns ponto...
03/03/2026

Essa é uma das perguntas que mais escuto no consultório. E antes de qualquer resposta, é importante alinhar alguns pontos. O Transtorno do Espectro Autista é uma condição do neurodesenvolvimento, com base genética e influência de fatores ambientais. Os sinais surgem precocemente e envolvem desafios na comunicação, na interação social e em padrões comportamentais restritos ou repetitivos.

Não existe um único conjunto de sintomas que defina todas as pessoas com autismo. Por isso usamos o termo espectro, que contempla diferentes manifestações, níveis de suporte e comorbidades. Cada criança é única. O autismo não é uma doença e, portanto, não existe “cura”. Uma pessoa autista sempre será autista.

Isso, no entanto, não significa que o desenvolvimento esteja limitado a um único caminho. Com acompanhamento adequado, intervenções precoces e suporte consistente, muitos sintomas que levaram ao diagnóstico podem reduzir significativamente de intensidade e, em alguns casos, deixar de ser um fator limitante para a comunicação, a aprendizagem, a autonomia e a vida social.

Desejar que um filho fale, interaja, durma melhor, aprenda e tenha mais qualidade de vida não é negar o autismo. É desejar que ele enfrente menos barreiras. Esperança não é sinônimo de cura. Esperança é acreditar no potencial de desenvolvimento, respeitando a individualidade de cada criança. O autismo faz parte da identidade. As dificuldades não precisam definir o futuro.

Quando uma criança não para quieta, quase sempre a primeira interpretação é falta de limite. Parece desafio. Parece prov...
27/02/2026

Quando uma criança não para quieta, quase sempre a primeira interpretação é falta de limite. Parece desafio. Parece provocação.

Mas, em muitos casos, especialmente no TDAH e no autismo, o movimento é uma tentativa de organizar o próprio corpo. Algumas crianças precisam se mexer para conseguir prestar atenção. Balançam as pernas, mexem as mãos, mudam de posição o tempo todo porque é assim que conseguem se manter na atividade.

O corpo entra em ação para ajudar o cérebro a regular o que ainda está imaturo: atenção, controle dos impulsos, organização interna.

Repetir apenas “fica quieto” raramente ensina autorregulação. Ajustes simples costumam funcionar melhor do que confronto constante. Quando a gente entende a função do comportamento, muda a forma de intervir e o movimento deixa de ser visto como desobediência para virar ferramenta.

O autismo é um espectro, isso significa que existem diferentes perfis cognitivos e adaptativos.Algumas crianças apresent...
26/02/2026

O autismo é um espectro, isso significa que existem diferentes perfis cognitivos e adaptativos.

Algumas crianças apresentam deficiência intelectual associada.
Outras têm inteligência dentro ou acima da média.

E aqui está o ponto central: Inteligência não elimina dificuldades no autismo.

Uma criança pode ter excelente desempenho acadêmico e, ainda assim, enfrentar desafios importantes na comunicação social, na flexibilidade comportamental ou na adaptação a mudanças.

Por isso, a avaliação não deve se limitar ao QI.
É fundamental observar funcionamento adaptativo, linguagem, regulação emocional e contexto de vida.

Quando entendemos o perfil completo, a intervenção deixa de ser genérica e passa a ser direcionada.

Se você tem dúvidas sobre o perfil do seu filho, busque uma avaliação completa.

Quando falamos em comportamento infantil, precisamos separar intenção de capacidade.A criança pequena ainda está desenvo...
26/02/2026

Quando falamos em comportamento infantil, precisamos separar intenção de capacidade.

A criança pequena ainda está desenvolvendo funções importantes como controle inibitório, tolerância à frustração, flexibilidade cognitiva e autorregulação emocional. Isso significa que, em muitos momentos, ela simplesmente não consegue fazer diferente, mesmo querendo agradar.

Isso não elimina limites, mas muda a forma como eles são ensinados.

Limite sem explicação vira confronto, com mediação vira aprendizado.

O adulto organiza, nomeia, sustenta e ensina, e a criança aprende, no tempo do desenvolvimento dela.

Educar é construir maturidade na relação.

O Mutismo Seletivo é um transtorno de ansiedade caracterizado pela incapacidade persistente de falar em determinadas sit...
23/02/2026

O Mutismo Seletivo é um transtorno de ansiedade caracterizado pela incapacidade persistente de falar em determinadas situações sociais, como na escola, mesmo quando a criança fala normalmente em casa.

A criança consegue falar, mas em contextos específicos ela simplesmente não consegue se comunicar verbalmente.
O que muitos pais não sabem é que, em alguns casos, o Mutismo Seletivo pode estar associado a condições do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Um estudo clínico mostrou que uma parte significativa das crianças com Mutismo Seletivo também preenchia critérios para TEA
Autismo.

Então, quando investigar além do diagnóstico inicial?
🔎 Quando há dificuldades importantes na interação social
🔎 Quando existem sinais de rigidez comportamental ou interesses muito restritos
🔎 Quando há histórico de atraso de fala
🔎 Quando o desenvolvimento global levanta outras dúvidas

Cada criança é única.
O diagnóstico não deve encerrar a investigação, ele deve abrir caminho para compreender melhor o funcionamento daquela criança.

Avaliar de forma ampla permite intervenções mais adequadas e mais eficazes.

Quando falamos sobre o futuro de uma criança, muita gente imagina um caminho previsível: uma infância com marcos acontec...
21/02/2026

Quando falamos sobre o futuro de uma criança, muita gente imagina um caminho previsível: uma infância com marcos acontecendo no tempo esperado, estudo, formatura, trabalho e independência. Esse é o roteiro que aprendemos a esperar e que, muitas vezes, guia nossas expectativas.

Quando falamos de uma criança com TEA, esse caminho pode ser diferente, não porque seja impossível chegar lá, mas porque o desenvolvimento carrega particularidades que precisam ser compreendidas, respeitadas e cuidadas. O autismo traz desafios reais de comunicação, comportamento, regulação e interação, e isso pode reorganizar o tempo, o ritmo e a forma como o desenvolvimento acontece. Diferente não significa pior. Significa que o percurso pode não ser linear.

Com acompanhamento adequado, intervenções bem conduzidas e um ambiente que sustente a criança, muitos avanços são possíveis, às vezes mais cedo, às vezes mais tarde, às vezes de um jeito que ninguém tinha imaginado. O erro está em medir o futuro de todas as crianças com a mesma régua.

Por isso, mais do que tentar prever o destino, vale se dedicar ao processo, investir no cuidado e estar presente no caminho que está sendo construído hoje.

Durante uma crise, não é o comportamento que está em evidência, e sim, o sistema nervoso.A criança não perdeu o controle...
19/02/2026

Durante uma crise, não é o comportamento que está em evidência, e sim, o sistema nervoso.

A criança não perdeu o controle porque quis, mas porque não conseguiu regular um excesso sensorial, emocional ou relacional naquele momento.

Quando o adulto tenta conter, corrigir ou explicar durante a crise, o cérebro ainda está em estado de defesa e não há acesso à escuta, à reflexão ou ao aprendizado.

O que ajuda é reduzir estímulos, garantir segurança e sustentar uma presença previsível e calma.
Isso não significa permissividade, mas compreender o tempo do neurodesenvolvimento e respeitar os limites fisiológicos da autorregulação.

A orientação vem depois. O ajuste vem depois.
O cuidado começa no agora.

Entre compromissos, prazos e cansaço, a infância continua acontecendo.O desenvolvimento não espera o momento ideal, ele ...
17/02/2026

Entre compromissos, prazos e cansaço, a infância continua acontecendo.

O desenvolvimento não espera o momento ideal, ele se constrói no cotidiano, nas interações possíveis, na presença que cabe hoje.

Não é sobre fazer tudo, é sobre sustentar o que é essencial: vínculo, cuidado e constância.

Quando a rotina pesa, vale retomar o sentido do caminho. Porque crescer bem não depende de perfeição, depende de adultos disponíveis, atentos e comprometidos com o agora.

12/02/2026

A vida, às vezes nos pega de surpresa.

E mesmo quando não entendemos o porquê, escolhemos confiar.

Confiar que tudo está sendo conduzido por Deus. Confiar que existe propósito mesmo nos dias difíceis. Confiar que essa etapa não define o fim da história, mas um recomeço. O começo de um novo capítulo de força, fé e superação.

Será um dia de cada vez, um passo de cada vez, com coragem no coração e esperança renovada.

Com oração, carinho e apoio, vamos atravessar essa fase mais fortes do que entramos.

Agradeço pela oportunidade de tratamento e por me fortalecer com todas as mensagens recebidas.

Deus já está à frente de todas as coisas. Eu creio, Ele me curou antes mesmo que eu adoecesse. 🙏🏼

A infância é um período de alta plasticidade cerebral.Quando surgem sinais de alerta no desenvolvimento, o tempo deixa d...
11/02/2026

A infância é um período de alta plasticidade cerebral.
Quando surgem sinais de alerta no desenvolvimento, o tempo deixa de ser apenas uma variável e passa a ser um fator terapêutico essencial.

Atrasos na linguagem, dificuldades na interação social, alterações sensoriais ou comportamentais não devem ser ignorados na expectativa de que “o tempo resolva”. A evidência científica mostra que a identificação precoce e a intervenção adequada ampliam significativamente o potencial de desenvolvimento da criança.

Observar, avaliar e orientar não significa rotular, mas oferecer suporte no momento em que o cérebro mais se beneficia das intervenções.

Cuidado em desenvolvimento infantil é atenção, método e decisão baseada em evidências.

Catarina 3 meses ❤️Filha, você sempre vai ser o nosso “por quem”.Você é nossa força, nosso motivo de todas as manhãs. Ma...
11/02/2026

Catarina 3 meses ❤️

Filha, você sempre vai ser o nosso “por quem”.
Você é nossa força, nosso motivo de todas as manhãs.
Mamãe e o papai te amam infinitamente!!!

Do ponto de vista do desenvolvimento, crianças com TDAH precisam de mais mediação externa para organizar respostas, mant...
11/02/2026

Do ponto de vista do desenvolvimento, crianças com TDAH precisam de mais mediação externa para organizar respostas, manter foco e regular emoções. Isso faz com que o adulto assuma, por longos períodos, a função de organizar, antecipar e conter.

Esse processo consome energia emocional de forma silenciosa e cumulativa. O cansaço não vem de um episódio isolado, mas da necessidade de estar disponível o tempo todo, mesmo quando não há pausa real para recuperação.

Reconhecer essa exigência não diminui o cuidado, ao contrário, dá nome ao que muitos vivem e raramente conseguem explicar. Cuidar bem também envolve compreender o custo emocional desse cuidado.

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Sobre a Drª Paola Fadul

- Formada na UNOESTE - Universidade do Oeste Paulista - na cidade de Presidente Prudente/SP; - Especialização em Pediatria também na UNOESTE/HRPP; - Especialização em Neurologia Infantil na UNESP em Botucatu/SP. ___________ Locais de Atendimento: Cuiabá - MT CliniKids R. das Camélias, 350 Bairro: Jardim Cuiabá Telefones: (65) 3054-4488 ou (65) 9 9209-2993 . Sinop - MT Av. dos Ingás, 2.247 Bairro: Jardim Maringá Telefones: (66) 3531-1212 ou (66) 9 9938-4609.

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