01/12/2025
Homens com excesso de gordura corporal, especialmente abdominal, têm maior risco de hipogonadismo funcional, condição em que a testosterona está reduzida. Isso ocorre porque o tecido adiposo expressa a enzima aromatase, que converte testosterona em estradiol, além de liberar citocinas inflamatórias (IL-6 e TNF-α) que inibem sua produção.
A obesidade também causa resistência à leptina, diminuindo o estímulo dos hormônios LH e FSH, essenciais para a síntese de testosterona.
Análogos de GLP-1, como a tirzepatida, mostraram resultados promissores: melhoram a sensibilidade à insulina e à leptina, reduzem gordura corporal e a atividade da aromatase, o que leva a menores níveis de estradiol e aumento de testosterona.
Estudos demonstram que homens obesos tratados com GLP-1 apresentaram aumento de LH, FSH e testosterona, além de redução do peso, da gordura abdominal e da resistência à insulina, reforçando o papel desses medicamentos no equilíbrio hormonal e metabólico masculino.
DR CLAUDIO ZERI | CRM-MT 9758