09/03/2026
Ontem foi o Dia da Mulher..
mas ser mulher não cabe em um único dia do calendário.
Ser mulher é existir em uma sociedade que ainda tenta moldar nossos corpos, silenciar nossas vozes e domesticar nossa liberdade. É aprender, muitas vezes desde cedo, a caminhar com cuidado em um mundo que frequentemente tolera e muitas vezes normaliza o comportamento masculinista que ameaça, diminui e intimida.
Por isso, mais do que celebrar, é preciso refletir. (como de costume, por aqui ✨)
Precisamos criar meninas/mulheres que possam ser femininas se quiserem,
fortes se quiserem,
sensíveis, intelectuais, livres
(ou tudo isso ao mesmo tempo).
Mulheres que não tenham medo de ocupar espaço, de falar, de desejar, de escolher seus próprios caminhos. Que não sejam criadas no modo sobrevivência, mas sim no modo amor.
Que os escândalos que insistem em ser abafados pelas distrações do mundo, guerras, ruídos políticos, crises fabricadas não sejam esquecidos.
Que injustiças como as reveladas em tantos casos de abuso de poder e exploração não desapareçam no silêncio conveniente da história.
🚩 Que haja memória.
E que haja consequência.
Para ser mulher hoje, é necessário relembrar que herdamos uma força antiga. Uma força que vem das que vieram antes de nós; das que resistiram, das que cuidaram, das que lutaram quando sequer podiam falar…
Hoje, mais do que nunca, sinto essa força de forma diferente. Porque agora também sou mãe, mãe de menina, mãe de uma força pulsante.
E se há algo que desejo para o futuro é um mundo onde mulheres possam crescer sem medo, com dignidade, autonomia e respeito. Onde sua liberdade não seja uma concessão, mas um direito inquestionável. ✨✨✨✨
Que a ancestralidade nos sustente.
Que a natureza nos lembre da nossa potência.
E que a coragem das mulheres continue sendo uma das forças mais transformadoras deste mundo. 💜