08/09/2024
- Você pode escolher não atender diretamente casos de risco, mas, em algum momento no curso da terapia, seu cliente pode entrar em situação de risco.
- Portanto, é importante que você esteja preparado para, ao menos, realizar uma avaliação de risco e conduzir o encaminhamento adequado, caso não deseje aprender a manejar diretamente a situação.
- Frases como "Eu só queria dormir e não acordar mais", mesmo que não representem um risco elevado de suicídio, não devem ser negligenciadas. Frequentemente, é assim que tudo começa.
- Conhecer o histórico de contingências que influenciaram momentos de ideação suicida, comportamentos de risco ou tentativas de suicídio coloca você e seu cliente em melhores condições de prever novos momentos de risco se aproximando, possibilitando a intervenção antes que a situação se agrave.
- Ainda assim, tudo pode piorar, pois muitos fatores que influenciam o risco de suicídio estão fora do nosso controle.
- A internação é a última das últimas alternativas; trabalhamos sempre em prol da autonomia do cliente. Contudo, tenha em mente que o foco é preservar a vida do cliente, e pode ser necessário realizar intervenções ambientais mais diretas em alguns momentos.
- Por fim, não é apenas a depressão que leva alguém a querer morrer por suicídio. Há muitos outros transtornos psiquiátricos associados ao aumento do risco, além de fatores sociais.
*Nota: este post é uma contribuição à prática profissional de psicólogos. Se você percebe que tem pensamentos relacionados à morte ou comportamentos de risco, há profissionais capacitados para lhe ajudar. Procure ajuda profissional.*
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