Mônica Camoleze - Psicóloga

Mônica Camoleze - Psicóloga Psicoterapia individual para adultos e para casais
Supervisão clínica para psicólogos
Cursos e grupos de estudos

- Você pode escolher não atender diretamente casos de risco, mas, em algum momento no curso da terapia, seu cliente pode...
08/09/2024

- Você pode escolher não atender diretamente casos de risco, mas, em algum momento no curso da terapia, seu cliente pode entrar em situação de risco.
- Portanto, é importante que você esteja preparado para, ao menos, realizar uma avaliação de risco e conduzir o encaminhamento adequado, caso não deseje aprender a manejar diretamente a situação.
- Frases como "Eu só queria dormir e não acordar mais", mesmo que não representem um risco elevado de suicídio, não devem ser negligenciadas. Frequentemente, é assim que tudo começa.
- Conhecer o histórico de contingências que influenciaram momentos de ideação suicida, comportamentos de risco ou tentativas de suicídio coloca você e seu cliente em melhores condições de prever novos momentos de risco se aproximando, possibilitando a intervenção antes que a situação se agrave.
- Ainda assim, tudo pode piorar, pois muitos fatores que influenciam o risco de suicídio estão fora do nosso controle.
- A internação é a última das últimas alternativas; trabalhamos sempre em prol da autonomia do cliente. Contudo, tenha em mente que o foco é preservar a vida do cliente, e pode ser necessário realizar intervenções ambientais mais diretas em alguns momentos.
- Por fim, não é apenas a depressão que leva alguém a querer morrer por suicídio. Há muitos outros transtornos psiquiátricos associados ao aumento do risco, além de fatores sociais.

*Nota: este post é uma contribuição à prática profissional de psicólogos. Se você percebe que tem pensamentos relacionados à morte ou comportamentos de risco, há profissionais capacitados para lhe ajudar. Procure ajuda profissional.*

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Se ensinarmos uma técnica de relaxamento ou tolerância ao mal estar, não seria uma forma de ensinar esquiva? Funcionalme...
24/08/2024

Se ensinarmos uma técnica de relaxamento ou tolerância ao mal estar, não seria uma forma de ensinar esquiva? Funcionalmente falando, sim. E às vezes o cliente precisa aprender esses recursos de regulação emocional para ter condições mínimas de se engajar em enfrentamentos da própria vida.

Mas se o cliente termina uma relação amorosa, não seria uma esquiva também? Funcionalmente falando, sim, pois é uma ação que está eliminando uma estimulação aversiva, então está sob controle de reforço negativo. Muitas vezes as respostas de enfrentamento que nossos clientes precisam ter são, primeiramente, uma forma de esquiva. Na ativação comportamental chamamos isso de "esquiva ativa", pois estão mais relacionadas aos objetivos terapêuticos ou ao que o cliente precisa desenvolver.

Minha primeira lembrança de sofrer com isso foi em torno de 10 a 12 aos, não sei ao certo a idade. Foi quando comecei a ...
23/08/2024

Minha primeira lembrança de sofrer com isso foi em torno de 10 a 12 aos, não sei ao certo a idade. Foi quando comecei a pensar na finitude e de lá para cá, isso me acompanha.

Antes de eu conhecer a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), eu me grudava com esses pensamentos, histórias de cenas muito difíceis envolvendo morte ficavam na minha cabeça e eu sofria como se elas estivessem acontecendo. Às vezes eu demorava para dormir de tanto chorar.

Eu também evitava muita coisa na vida guiada por pensamentos como:
- Vai que eu viajo sozinha e morro sem minha família junto... melhor não ir.
- Por que fazer todo esses esforço com isso se eu vou morrer mesmo? Melhor desistir.

Com isso, as evitações iam limitando minha vida e eu ficava mais amarrada a esses pensamentos. Basicamente, lutar com eles só os tornava mais presentes e fortes em minha vida. É como se esse pensamento fosse um monstro falsamente amoroso que dizia: não faça isso, não vale a pena, é perigoso. E eu caia na lábia dele, e ele seguia controlando minha vida.

Quando comecei a entender a ACT, comecei a "PRATICAR" olhar para esses pensamentos apenas como pensamentos. Ver eles como esse monstro me ajuda a tomar essa perspectiva ou essa distância deles.

Eles não deixam de me assustar. O monstro ainda tem um poderzinho. Mas eu tento não seguir o que ele me manda fazer, ou melhor, o que deixar de fazer para evitar o risco de morte.

Assim, quando esses pensamento surgem, eu simplesmente volto a minha atenção para o que estou fazendo no momento, não fico mais criando histórias difíceis em cima deles.

Com isso, eles estão mais parecidos com qualquer outro pensamento (pelo menos na maior parte do tempo), como com um pensamento do tipo "que droga, hoje está nublado".

Quando falamos de aceitação, é sobre isso. É sobre diminuirmos essa luta com o que nos gera sofrimento, porque geralmente essa luta - paradoxalmente - o torna maior e limita a nossa vida. Tem a ver com aprender a se relacionar diferente com essa experiência difícil, de um jeito que focamos mais na vida que queremos construir a despeito dos nossos monstros internos que insistem em estar presentes.

Saímos da faculdade com uma regra de que psicoterapia precisa acontecer uma vez por semana e temos uma tendência a segui...
16/08/2024

Saímos da faculdade com uma regra de que psicoterapia precisa acontecer uma vez por semana e temos uma tendência a seguir isso religiosamente.

Eu acho uma regra muito coerente, eu prefiro atender assim. A cada sessão o cliente traz suas questões da última semana e precisamos, em 50 minutos a uma hora, ouvir o que ele tem a dizer, fazer análises e intervenções. É bastante coisa para pouco tempo.

Entretanto, porém, todavia... como analista do comportamento eu sei que precisamos de uma atenção às contingências tanto quanto às regras, pois estas podem nos tornar insensíveis à variáveis relevantes da relação terapêutica e do aqui-agora.

Uma dessas variáveis é a questão financeira. Fazer terapia não é algo acessível à muitas pessoas e eu sou muito grata por quando alguém me deu abertura para fazer terapia quinzenalmente. Era o que eu podia, pelo tempo que deu e trago aprendizados dessa época até hoje em minha vida.

Eu busco ter essa sensibilidade para a realidade do cliente dentro dos meus limites:
- Tenho alguns horários (já preenchidos) que atendo por um valor bem menor algumas pessoas.
- Ofereço horário quinzenal quando não há uma demanda grave, emergente ou de risco e sigo, durante o processo, avaliando como o cliente responde à esse formato.

Eu sei que muitos de vocês pensam diferente e também sei que muitos talvez estejam precisando desse post como validação.

No final das contas, só não esqueçam de pensar no cliente, no quanto esse formato realmente está o beneficiando.

Ainda que possam existir déficits ou excessos comportamentos em pessoas com dificuldades para se relacionar, frequenteme...
02/08/2024

Ainda que possam existir déficits ou excessos comportamentos em pessoas com dificuldades para se relacionar, frequentemente muitas delas anseiam por se sentirem ajustadas socialmente.

Com isso, performam (não no sentido pejorativo, mas no sentido de dar o que acham que pode ser o melhor), se doam, passam dos seus limites para serem aceitas.

Este é um cenário que favorece o esgotamento social e, consequentemente, uma necessidade de se afastar e se isolar.

Então, surge um outro problema: a solidão.

O autoconhecimento se torna uma primeiro e importante passo para reconhecer suas qualidades e dificuldades, seus limites e necessidades, o que valoriza e não valoriza em uma relação. E tudo isso tem mais a ver com aceitação do que com ajustamento social.

Algumas pessoas têm dificuldade em aceitar mais do que elas acreditam que merecem. Isso pode aparecer de formas variadas...
19/07/2024

Algumas pessoas têm dificuldade em aceitar mais do que elas acreditam que merecem. Isso pode aparecer de formas variadas e, frequentemente, aparece em forma de "justificativas".

- Nossa, você ficou linda nessa roupa —> imagina, super básica...
- Nossa, seu trabalho está excelente —> capaz, acho que você não leu direito...

Trouxe dois exemplos bem aleatórios que não representam o quão variável podem ser essas justificativas.
O pano de fundo, geralmente, é alguma crença ou autorregra sobre si relacionada a não merecimento e incapacidade.

- Eu não sou boa o bastante.
- O que eu faço nunca é o suficiente.
- Sou mediana, logo, incapaz de conseguir mais ou melhor.

Regras ou crenças como essas são formadas pelas experiências ao longo da nossa vida.
A questão é que essa percepção sobre si é tão enraizada que essas pessoas realmente se sentem desconfortáveis quando recebem um elogio, uma conquista, um reconhecimento, ou qualquer coisa nesse sentido.

Elas costumam se sentir uma fraude!
Com isso, se esquivam do mal-estar diminuindo a si mesmas com tais justificativas, colocando-se no lugar de inferioridade que - erroneamente - acreditam que deveriam estar.

Compreender de onde isso vem, o quanto isso pode dizer mais sobre as pessoas que fizeram parte da nossa vida, no sentido de como elas lidaram conosco, pode ser um primeiro passo importante para descolar esse rótulo de nós.

Mas consciência não muda comportamento. Então, um segundo passo importante pode ser abrir mão de tais justificativas, apenas recebendo o que o outro está dizendo de positivo sobre você, dando espaço para o desconforto que você sente, sem tem que fazer nada para eliminá-lo. Isso se chama aceitação experiencial.

E, lembre-se, isso é só o começo... uma processo de psicoterapia pode te ajudar com mais passos e recursos para lidar com questões assim, de acordo com a sua história e individualidade.

Menos, porém, melhor!
13/07/2024

Menos, porém, melhor!

O óbvio precisa ser lembrado 💚
03/07/2024

O óbvio precisa ser lembrado 💚

O óbvio precisa ser lembrado... 💚
03/07/2024

O óbvio precisa ser lembrado... 💚

Dizem que com o passar do tempo as relações esfriam, que é normal os parceiros ficarem desconectados, distantes...Hoje é...
12/06/2024

Dizem que com o passar do tempo as relações esfriam, que é normal os parceiros ficarem desconectados, distantes...

Hoje é o nosso 22° dia dos namorados e vejo que nosso movimento foi na contramão disso. Nos conhecemos bem jovenzinhos, passamos por desafios importantes, mas melhoramos como pessoas [tanto para si mesmo como para o outro].

"Amadurecimento" é um termo que cai bem para nós e fez bem para a nossa relação.

Obrigada pela aceitação, valorização, parceira, incentivo, amorosidade, cuidado, presença, dedicação e tantas outras coisas que você proporciona a mim e à nossa relação.

Te amo!

Obs: a música para a foto é porque você gosta!

Imagine-se sendo um jardim, onde há plantas e flores mais ou menos cuidadas ou desenvolvidas.Imagine que pessoas frequen...
26/05/2024

Imagine-se sendo um jardim, onde há plantas e flores mais ou menos cuidadas ou desenvolvidas.

Imagine que pessoas frequentemente visitam esse jardim e se relacionam com ele de algum modo. Algumas cuidam das flores e plantas, outras elogiam o que há de belo nele, outras arrancam flores ou apenas focam naquilo que não está tão bem cuidado ou desenvolvido.

Você deve concordar comigo que para plantas e flores se desenvolverem, elas precisam de cuidados específicos. Cuidados em relação ao que não vai muito bem e cuidados em relação ao que pode ficar ainda melhor, ou seja, algumas plantas precisam de cuidados quando estão doentes e outras precisam de cuidados para crescer mais.

As perguntas que ficam, são:
- Quais visitas você tem recebido em seu jardim?
- Como elas tratam esse jardim?
- Quais estão cuidando dele ou contribuindo, de algum modo, para ele se desenvolver?
- Quais estão contribuindo para ele morrer aos poucos? E o que elas fazem para isso?
- O que você pode fazer para limitar ou selecionar melhor quem visita esse jardim?

Esteja consciente disso, as pessoas influenciam - em alguma medida - como você sente e como você age. Esteja consciente do que te faz mal, do que você precisa e de quem está, verdadeiramente, contigo.

Um pouco de nós e do que a gente gosta 💚
25/05/2024

Um pouco de nós e do que a gente gosta 💚

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80730-000

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