19/10/2025
“Quer abrir o chocolatinho da Alemanha?” Eu falei hoje para minha filha de 3 anos e meio. A resposta você já sabe qual foi.
Então lá fomos nós, primeiro olhando o desenho dos gatos, abrindo a caixinha devagar.
Cada uma pegou um. Estamos treinando saborear devagar — para educar é preciso ajustar as lacunas em nós mesmos. Mais do que só escutar o comando, a criança simplesmente imita os pais.
Findado a primeira língua de gato, perguntei se ela queria mais um. A resposta você, de novo, já sabe qual foi.
Eu estava já concentrada no café quando ela mostra metade do chocolate para mim e diz que quer levar para a vovó: “Dividir é muito bom né!?”
Ela não tirou isso da cabeça: aqui em casa nós falamos que dividir é muito bom, que a outra pessoa f**a feliz quando ganha um pedaço, e então nós f**amos felizes também. No dia a dia parece que se fala aos ventos, mas não. São pequenas ações, pequenos tijolos que constroem a educação no cotidiano.
Enrolamos aquele chocolate meio babado, meio derretido num papel toalha. A Lena come pouco doce, porque controlamos, mas posso imaginar como ela queria comer aquela metade. Preferiu dividir com a vovozinha.
Então, ela levou o chocolate, minha mãe comeu e ficou muito feliz. Um pequeno gesto que signif**a tanto.
Para mim a lição que f**a é que na educação dos filhos é necessário repetir. É cansativo, eu sei. Mas nalgum momento a coisa toma forma e vamos vendo as virtudes aos poucos serem construídas nos filhos e em nós mesmos.