17/01/2026
Durante muito tempo, o emagrecimento foi reduzido a uma conta simples: comer menos e se movimentar mais.
Mas, na prática clínica, sabemos que nem sempre o problema está na quantidade de comida — e sim em como o corpo está respondendo a ela. Após períodos repetidos de dietas restritivas, jejum excessivo ou perda rápida de peso, o organismo pode entrar em um estado de adaptação metabólica. Isso significa que o corpo passa a gastar menos energia para sobreviver, mesmo comendo pouco.
⚠️ Por que a balança não responde?
Nesse cenário, reduzir ainda mais as calorias não acelera o emagrecimento — pelo contrário. O corpo interpreta a restrição como ameaça, preserva gordura, reduz gasto energético, aumenta a fome e altera hormônios ligados à saciedade e ao estresse.
Quando alguém “come pouco e não emagrece”, isso não é preguiça, falta de foco ou descontrole emocional. É um sinal de que o metabolismo precisa ser avaliado, reorganizado e tratado, não punido.
Recuperar o metabolismo envolve estratégia: alimentação adequada, preservação de massa muscular, sono, manejo do estresse, atividade física bem indicada e, em alguns casos, suporte medicamentoso.
Emagrecer de forma sustentável começa quando a culpa sai de cena e entra a ciência.
Cada corpo tem uma história — e ela precisa ser respeitada.