30/01/2026
Pesquisa conduzida pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em parceria com a UFRJ, investigou duas variantes genéticas específicas — os polimorfismos nos genes FCGR2A e FCGR3A, responsáveis por codificar receptores Fc-gama envolvidos na resposta imunológica.
A análise de 116 pacientes brasileiros com esclerose múltipla em tratamento com natalizumabe mostrou que determinadas combinações genéticas, como os genótipos AG no FCGR2A e AC no FCGR3A, estão associadas a um menor risco de falha terapêutica. Já outros perfis genéticos foram mais frequentes entre pacientes que apresentaram resposta inadequada ao medicamento.
O estudo também identificou relação entre essas variações genéticas e diferentes níveis de marcadores inflamatórios no sangue, apontando possíveis mecanismos biológicos que ajudam a explicar as diferenças individuais na resposta ao tratamento.
O estudo, publicado na revista científica internacional Multiple Sclerosis and Related Disorders, é o primeiro trabalho de farmacogenética em esclerose múltipla realizado no Brasil.
Fonte: G1