Dra Tatiane Maiochi Cunha - Psiquiatra

Dra Tatiane Maiochi Cunha - Psiquiatra Médica psiquiatra especialista em TCC e Esquema interessada na interface com a espiritualidade.

Esta página foi desenvolvida com o objetivo de compartilhar materiais, informações, artigos e meus interesses relativos à Saúde Mental.

03/05/2026
Você sabe qual é a diferença entre essas duas mulheres da foto?As duas sou eu.Na primeira…eu tinha duas crianças pequena...
02/05/2026

Você sabe qual é a diferença entre essas duas mulheres da foto?

As duas sou eu.

Na primeira…
eu tinha duas crianças pequenas, com diferença de 2 anos e meio.
Sem rede de apoio.
Casada com piloto, muitas vezes sozinha, dando conta de tudo.

E eu achava que o problema era comigo.

Que eu não estava conseguindo dar conta.
Que todas as outras mulheres conseguiam… menos eu.

Mas a verdade é outra:
ninguém está dando conta.

Está pesado.
Está puxado.
É uma sobrecarga silenciosa que a gente normalizou.

Na segunda foto…
minhas filhas cresceram.
Eu comecei terapia.
Aprendi a pedir ajuda.
Aprendi a delegar.
E principalmente… entendi que eu não precisava fazer tudo sozinha.

Hoje eu tenho rede de apoio.
Inclusive contratada.
Porque essa é a realidade que a gente vive.

E sabe o mais importante?

isso muda tudo.

Maio é o mês do Maio Furta-Cor.
Um movimento que existe pra lembrar algo essencial:

👉 saúde mental materna importa
👉 e você não está sozinha

Se essa mensagem fez sentido pra você…
envia pra uma mãe que precisa ouvir isso hoje 💜

Chegamos em maio.E junto com ele, um convite importante.O mês das mães…mas também o mês de olhar pra quem quase sempre f...
01/05/2026

Chegamos em maio.
E junto com ele, um convite importante.

O mês das mães…
mas também o mês de olhar pra quem quase sempre f**a em segundo plano.

Maio Furta-Cor nos lembra de algo essencial:
a saúde mental materna importa.

Porque existe uma imagem romantizada da maternidade…
de força, de entrega, de dar conta de tudo.

Mas por trás disso, muitas mulheres estão exaustas, sobrecarregadas, silenciosas.

E aqui vai uma verdade que precisa ser dita:
não existe bebê bem cuidado sem uma mãe minimamente cuidada.

Cuidar da mãe não é luxo.
Não é egoísmo.
É necessidade.

Saúde mental materna é base.
É proteção.
É prevenção.

É sobre garantir que essa mulher tenha espaço pra existir além do papel de mãe.

Se você é mãe, esse mês também é seu.
Não só pra ser celebrada…
mas pra ser acolhida.

E talvez o primeiro passo seja esse:
parar de se colocar sempre por último.

Você também importa 💜

Se tem algo que muda de verdade a qualidade de vida nos transtornos do neurodesenvolvimento… é o básico bem feito.E aqui...
30/04/2026

Se tem algo que muda de verdade a qualidade de vida nos transtornos do neurodesenvolvimento… é o básico bem feito.

E aqui vai um ponto que muita gente erra:
na atividade física, a frequência é mais importante do que a intensidade.

Não precisa ser perfeito.
Precisa ser constante.

Movimentar o corpo com regularidade ajuda a melhorar habilidades motoras, organiza padrões comportamentais, reduz ansiedade e ainda favorece a interação social.

Mas não é só sobre exercício.

Outro pilar essencial é a rede de apoio.

Conexões seguras regulam o emocional.
Grupos de apoio entre mulheres autistas, espaços comunitários e até redes digitais podem trazer algo muito poderoso: pertencimento.

E isso transforma.

A família também precisa entrar nesse processo.
Quando é orientada e capacitada, deixa de ser fonte de conflito e passa a ser base de sustentação.

E tem mais uma estratégia que faz muita diferença:
o treino de comunicação assertiva.

Aprender a se expressar com mais clareza, colocar limites e dizer o que precisa muda completamente a forma como você se relaciona com o mundo.

No fim, não é uma única coisa que faz diferença.

É o conjunto.

Pequenas estratégias, sustentadas no dia a dia, criando uma vida mais possível, mais leve e mais conectada 💜

Você já ouviu falar em medicina do estilo de vida?Para muitas mulheres com TEA, esse pode ser um dos pilares mais import...
29/04/2026

Você já ouviu falar em medicina do estilo de vida?

Para muitas mulheres com TEA, esse pode ser um dos pilares mais importantes do cuidado.

Porque não é só sobre medicação.
É sobre como você vive o seu dia.

A medicina do estilo de vida é baseada em seis pilares:
alimentação saudável, atividade física regular, redução de substâncias nocivas, controle do estresse, sono de qualidade e conexões sociais.

E isso faz muita diferença no autismo.

A atividade física, por exemplo, ajuda a melhorar padrões comportamentais, reduz a ansiedade, aumenta a sensação de pertencimento e pode facilitar as interações sociais.

O sono regula o cérebro.
A alimentação impacta diretamente o humor.
O controle do estresse diminui a sobrecarga.
E relações seguras trazem estabilidade emocional.

Nos transtornos do neurodesenvolvimento, pequenas mudanças no estilo de vida têm um impacto real na redução de sintomas de ansiedade e depressão.

E tem um ponto essencial:
pessoas autistas precisam de previsibilidade.

Rotina não é rigidez.
É regulação.

Quando o dia tem estrutura, o cérebro descansa.

Não é sobre fazer tudo perfeito.
É sobre construir um ambiente que te ajude a funcionar melhor.

Cuidar do seu estilo de vida é, também, cuidar da sua saúde mental 💜

Existe um cuidado que a gente ainda fala pouco…e que precisa ser dito com clareza.Muitas mulheres autistas têm dificulda...
28/04/2026

Existe um cuidado que a gente ainda fala pouco…
e que precisa ser dito com clareza.

Muitas mulheres autistas têm dificuldade de interpretar ironia, sarcasmo e nuances sociais.
Podem ter mais dificuldade de perceber a má intenção do outro, jogos emocionais ou manipulações sutis.

E isso não é ingenuidade.
É uma forma diferente de processar o mundo.

Mas, na prática, isso pode aumentar a vulnerabilidade.

Algumas acabam se colocando, sem perceber, em situações de risco.
Podem confiar mais rápido, ter dificuldade de identif**ar limites abusivos ou perceber sinais de perigo.

E isso aumenta o risco de manipulação, maus-tratos e, infelizmente, violência — inclusive sexual.

Por isso, falar sobre proteção não é exagero.
É cuidado.

Mulheres autistas precisam de suporte, orientação e educação emocional e social que ajudem a reconhecer sinais de risco, estabelecer limites e fortalecer a autonomia com segurança.

Ambientes seguros, rede de apoio e informação fazem diferença real.

Isso não é sobre limitar.
É sobre proteger sem tirar a liberdade.

E principalmente:
é sobre garantir que essas mulheres possam existir no mundo com mais segurança, respeito e dignidade.

💜

Referências: Loomes et al., 2017; Tint & Weiss, 2018.

Algumas mulheres recebem o diagnóstico de autismo e, junto com ele, vem uma sensação silenciosa:“por que é tão difícil m...
27/04/2026

Algumas mulheres recebem o diagnóstico de autismo e, junto com ele, vem uma sensação silenciosa:
“por que é tão difícil me conectar com outras mulheres?”

Isso não tem a ver com desinteresse.
Nem com frieza.

Muitas vezes, tem a ver com dificuldade de reconhecer, expressar e compartilhar emoções.

As relações entre mulheres costumam envolver troca emocional, intimidade, leitura de nuances, validação…
e tudo isso pode ser desafiador quando o mundo interno ainda não está claro o suficiente para ser colocado em palavras.

Falar sobre experiências femininas, se expor, dividir sentimentos…
pode gerar insegurança, desconforto ou até exaustão.

E aí, muitas acabam se sentindo “de fora”.
Como se não pertencessem.

Por outro lado, amizades com homens, em alguns casos, podem parecer mais simples, mais diretas, com menos exigência emocional.

Mas isso não signif**a que você não consegue se conectar.
Signif**a que você pode precisar de outras formas, outros tempos, outros caminhos.

Vínculo também se aprende.
Afeto também se constrói.

E você não está sozinha nisso 💜

Muitas mulheres recebem o diagnóstico de autismo na vida adulta…e, junto com ele, vem uma sensação difícil de explicar:“...
26/04/2026

Muitas mulheres recebem o diagnóstico de autismo na vida adulta…
e, junto com ele, vem uma sensação difícil de explicar:
“por que eu sinto tudo tão diferente, mas não sei colocar em palavras?”

Por isso, o primeiro passo no cuidado é a psicoeducação emocional.

Porque emoções não são óbvias.
Elas são abstratas, mudam rápido, misturam sensações no corpo, pensamentos e experiências.
E, para muitas mulheres, nomear o que estão sentindo é um grande desafio.

Mas aqui tem algo essencial:
os sentimentos funcionam como um GPS.

Eles não aparecem à toa.
Eles indicam necessidades.

Cansaço pode ser necessidade de pausa.
Irritação pode ser excesso de estímulo.
Tristeza pode ser falta de acolhimento.

Quando você não reconhece o que sente, também não consegue cuidar do que precisa.

E é por isso que validar a própria emoção é tão importante.

Você não precisa entender tudo de imediato.
Mas precisa começar a se escutar sem se julgar.

Porque o caminho não é se corrigir o tempo todo.
É se compreender.

E, a partir disso, construir formas mais gentis de viver consigo mesma 💜

Você já ouviu falar em integração sensorial?Talvez você sinta que tudo é “demais” às vezes.Luz forte, barulho, toque, am...
25/04/2026

Você já ouviu falar em integração sensorial?

Talvez você sinta que tudo é “demais” às vezes.
Luz forte, barulho, toque, ambientes cheios… e o seu corpo reage antes mesmo de você entender o porquê.

A integração sensorial é uma abordagem feita por terapeuta ocupacional que ajuda o cérebro a organizar melhor essas informações que vêm dos sentidos.

Na prática, o tratamento trabalha com estímulos planejados e progressivos, respeitando o seu limite, para que o seu corpo aprenda a processar melhor o que antes gerava desconforto ou sobrecarga.

Mas não para por aí.

A terapia também desenvolve habilidades essenciais para o dia a dia:
organização, planejamento, rotina e autocuidado.

Ou seja, não é só sobre “aguentar estímulos”.
É sobre viver com mais autonomia.

Os benefícios aparecem no cotidiano:
menos irritação, menos exaustão, mais previsibilidade, mais segurança e mais qualidade de vida.

Principalmente para muitas mulheres, que passaram anos se adaptando em silêncio, isso pode ser transformador.

Você não precisa se forçar a caber no mundo.
O cuidado certo ajuda o mundo a f**ar mais possível pra você 💜

Uma das estratégias mais ef**azes para mulheres com autismo nível 1 de suporte é a Terapia Cognitivo-Comportamental.Você...
24/04/2026

Uma das estratégias mais ef**azes para mulheres com autismo nível 1 de suporte é a Terapia Cognitivo-Comportamental.

Você já ouviu falar?

A TCC funciona ajudando você a perceber algo que muitas vezes passa despercebido: os seus padrões de pensamento.

A forma como você interpreta o que acontece ao seu redor influencia diretamente o que você sente… e como você reage.

Na prática, a terapia ajuda a identif**ar pensamentos negativos ou distorcidos, reduzir a autocrítica excessiva e construir respostas mais equilibradas.

Também trabalha o controle emocional, diminuindo a intensidade da ansiedade e do estresse, além de desenvolver estratégias mais seguras para lidar com situações sociais que podem ser desafiadoras.

E aqui está o ponto mais importante:
não é sobre mudar quem você é.

É sobre te dar ferramentas para viver com mais leveza, mais previsibilidade e menos sobrecarga.

O objetivo não é “normalizar”.
É aumentar autonomia, bem-estar e qualidade de vida.

Porque quando você entende como sua mente funciona, tudo começa a fazer mais sentido.

E isso muda tudo. 💜

Gestação e maternidade já são fases intensas por si só.Quando falamos de TEA, esse período pede ainda mais atenção.O per...
23/04/2026

Gestação e maternidade já são fases intensas por si só.
Quando falamos de TEA, esse período pede ainda mais atenção.

O período perinatal é uma fase de maior vulnerabilidade emocional.
Mudanças hormonais, alterações na rotina, novas demandas e sobrecarga sensorial podem tornar tudo mais intenso.
E, sim, existe um risco maior de depressão pós-parto.

Mas isso não é sobre medo.
É sobre preparo.

Cuidar da saúde mental nesse momento faz toda a diferença.

Uma psicoterapia adaptada ajuda a organizar emoções, reduzir sobrecargas e construir estratégias mais funcionais.
Olhar com cuidado para as questões sensoriais e sociais também é essencial, porque o ambiente pode ser um grande aliado… ou um grande gatilho.

E aqui entra algo que muitas vezes é negligenciado:
medicina do estilo de vida.

Sono, alimentação, rotina, rede de apoio, pausas, previsibilidade.
Tudo isso regula o cérebro.

O objetivo não é perfeição.
É bem-estar possível.

Ajustar os ambientes de vida, trabalho e relações sociais pode transformar completamente essa experiência.

Você não precisa dar conta de tudo sozinha.
Cuidado também se constrói em rede.

Salva esse texto pra lembrar disso nos momentos em que você esquecer de você 💜

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