Psicólogo Rogério Maia

Psicólogo Rogério Maia Psicólogo I Sexólogo

💭 Ao longo do dia, nossa mente produz uma quantidade enorme de pensamentos. Muitos deles surgem de forma espontânea, sem...
11/03/2026

💭 Ao longo do dia, nossa mente produz uma quantidade enorme de pensamentos. Muitos deles surgem de forma espontânea, sem aviso e sem que tenhamos escolhido pensar neles. Esses são os chamados pensamentos intrusivos. Eles podem aparecer como preocupações, lembranças, ideias aleatórias ou pequenos cenários imaginados. E, embora às vezes causem estranhamento ou desconforto, fazem parte do funcionamento natural da mente.

No dia a dia, podem surgir de forma muito sutil: “Ela demorou para responder, então não está interessada.” “Se eu falar o que realmente penso, posso estragar tudo.” “Se eu pedir isso na cama, ele vai achar que tem algo errado comigo.” São interpretações que aparecem diante de situações comuns, especialmente quando nos sentimos inseguros ou vulneráveis.

O problema é que, quando não reconhecemos esses pensamentos apenas como pensamentos, passamos a reagir a eles como se fossem fatos.

Por isso, é muito importante aprendermos a reconhecer esses padrões. Não se trata de controlar o que surge na mente, porque isso seria impossível, mas de questionar as interpretações automáticas que fazemos das situações.

Algumas perguntas podem ajudar nesse processo:

• Que evidências eu tenho de que esse pensamento é verdadeiro?
• Eu pensaria dessa mesma forma se estivesse menos ansioso?
• Existe outra maneira possível, talvez mais equilibrada, de interpretar essa mesma situação?

Pensamentos são eventos mentais, não são fatos. A mente produz interpretações, hipóteses e previsões o tempo todo, muitas vezes de forma automática. No entanto, entre o surgimento de um pensamento e a ação que escolhemos tomar existe um intervalo importante. É nesse espaço que podemos observar, questionar e decidir com mais consciência.

Fortalecer essa habilidade amplia nossa liberdade de responder à vida com mais intenção, em vez de apenas reagir ao que a mente sugere.

Rogerio Maia
Psicólogo | Sexólogo
CRP-08/31126

O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, é uma data dedicada à reflexão sobre a luta, a resistência e as...
20/11/2025

O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, é uma data dedicada à reflexão sobre a luta, a resistência e as contribuições da população negra na construção do Brasil. A escolha do dia marca a morte de Zumbi dos Palmares, símbolo de enfrentamento à escravização e de busca pela liberdade. Não é um dia de celebração, mas de memória, consciência e responsabilidade coletiva.

É também um convite a encarar que o racismo segue sendo uma ferida aberta que atravessa corpos, afetos, sexualidades e relações. O racismo não é apenas um fenômeno social: é psíquico. Impacta a forma como alguém se percebe, como vive o próprio corpo, como experimenta desejo e intimidade. Na clínica, isso aparece com força quando surgem relatos de fetichização, exotificação, deslegitimação de sofrimento ou silenciamento de experiências raciais. Essas marcas produzem dor, vergonha, hipervigilância e solidão, e precisam ser reconhecidas para que a terapia não repita a violência que existe fora dela.

Diante disso, cabe aos profissionais da saúde mental revisar práticas, encarar vieses, estudar branquitude e ampliar a escuta. Não para ocupar espaços que não lhes pertencem, mas para não reproduzir opressões e para construir um ambiente de acolhimento real. A clínica pode (e deve) ser um espaço onde o racismo é nomeado, enfrentado e reparado.

💡Consciência não é um ponto de chegada, é um compromisso vivo, que deve ser renovado todos os dias.

Rogerio Maia
Psicólogo/Sexólogo
CRP-08/31126

Muitas vezes, quando pensamos em comunicação, imaginamos a fala: aquilo que dizemos, como argumentamos, como defendemos ...
11/11/2025

Muitas vezes, quando pensamos em comunicação, imaginamos a fala: aquilo que dizemos, como argumentamos, como defendemos nosso ponto. Mas uma parte essencial da comunicação é aquilo que fazemos enquanto a outra pessoa fala.

Você está realmente ouvindo ou só aguardando o momento de responder?

Escutar não é apenas ficar em silêncio. É se permitir ser afetado pelo que o outro diz, sem preparar mentalmente contra-argumentos o tempo todo. É estar disponível. É reconhecer que o diálogo não é disputa, mas encontro.

No consultório, observo com frequência casais que se amam, mas não se escutam. Pessoas que falam muito, mas não conseguem se ouvir mutuamente. A comunicação se torna um campo de batalha. Cada um tenta provar algo, defender algo, corrigir algo. E, nesse embate, a relação vai se esvaziando.

Ouvir, de verdade, pode ser desconfortável. Pode nos confrontar. Pode revelar lugares que preferíamos não visitar. Mas é exatamente aí que o vínculo se fortalece. Quando eu escuto o outro, eu reconheço sua humanidade. Reconheço sua história, sua dor, seus limites, seus desejos. Reconheço que o que ele sente é legítimo, mesmo quando eu discorde.

Talvez valha se perguntar:

• Como você tem escutado quem diz amar?
• Há interesse verdadeiro pelo que o outro sente, ou apenas o desejo de ser compreendido?

A qualidade de uma relação não está na ausência de conflito, mas na capacidade de sustentar o diálogo sem que ninguém precise se apagar.

🔹 Comunicar é construir ponte.
E uma ponte só se sustenta quando há duas margens se oferecendo ao encontro.

Rogerio Maia
Psicólogo/Sexólogo
CRP-08/31126

O Novembro Azul é um movimento global dedicado à conscientização sobre a saúde masculina, com foco especial na prevenção...
04/11/2025

O Novembro Azul é um movimento global dedicado à conscientização sobre a saúde masculina, com foco especial na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata. Durante esse mês, monumentos se iluminam de azul e campanhas se multiplicam, lembrando que cuidar de si também é um ato de coragem.

Os números reforçam a urgência do tema.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2023 e 2025 devem surgir 71.730 novos casos de câncer de próstata por ano no Brasil, o que representa um risco estimado de 67,86 casos para cada 100 mil homens. Trata-se do segundo câncer mais incidente entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Apesar desses dados, muitos homens ainda evitam procurar o médico, fazer exames de rotina e conversar sobre o próprio corpo. O toque retal, essencial para o diagnóstico precoce, continua cercado de preconceitos, piadas e desconfortos simbólicos. Essas barreiras têm raízes profundas na cultura machista, que ensina desde cedo que “homem de verdade” não sente medo, não chora, não adoece e, por isso, não se cuida.

O Novembro Azul, portanto, não é apenas uma campanha sobre um tipo de câncer. É um convite à redefinição do que significa ser homem. Falar sobre autocuidado é questionar a ideia de que cuidar de si é fraqueza. É afirmar que força também é vulnerabilidade, que prevenção é coragem e que cuidar-se é um gesto de amor próprio e coletivo.

Autocuidar-se vai além dos exames.
É olhar para o corpo e para a mente com atenção, reconhecer limites, buscar ajuda quando necessário, falar sobre saúde mental e sexualidade sem vergonha. É entender que não há contradição entre ser forte e ser sensível: há humanidade.

🔹 Neste Novembro Azul, que cada homem transforme a resistência em curiosidade, o medo em conhecimento e o silêncio em conversa. Porque autocuidar-se é estar inteiro no corpo, na mente e nas relações.
E talvez esse seja o gesto mais corajoso e genuinamente masculino que existe.

Rogerio Maia
Psicólogo/Sexólogo
CRP-08/31126

Desde cedo aprendemos que mostrar demais pode ser perigoso. Que é melhor controlar o que sentimos, suavizar o que pensam...
22/10/2025

Desde cedo aprendemos que mostrar demais pode ser perigoso. Que é melhor controlar o que sentimos, suavizar o que pensamos, esconder o que nos diferencia. Assim, vamos nos moldando, e as máscaras surgem como tentativas legítimas de proteção e pertencimento.

O conceito de “persona”, desenvolvido por Carl Jung, ajuda a entender esse movimento. Em latim, persona significa “máscara” e representa a forma como nos apresentamos ao mundo. É a interface entre o eu e o social, necessária para conviver, trabalhar e construir vínculos.

Mas quando o uso dessas máscaras se torna excessivo, o preço da adaptação pode ser alto. A constante tentativa de corresponder às expectativas alheias pode diluir nossa identidade e nos afastar do que é genuíno. Passamos a viver sustentando personagens: o forte, o simpático, o competente, o desejável. Isso gera tensão, ansiedade e uma sensação silenciosa de vazio.

Com o tempo, relações mediadas por máscaras tendem a perder profundidade. A intimidade se fragiliza quando a presença é substituída pela performance.

A Psicologia nos convida a olhar para essas máscaras com curiosidade, não com culpa. Elas não precisam ser eliminadas, mas compreendidas. Ao identificar o que estamos tentando proteger (ou esconder), podemos fazer escolhas mais conscientes.

Reconhecer nossas máscaras exige autoconhecimento: refletir sobre quem somos, o que valorizamos e o que tememos mostrar. Exige consciência emocional: perceber quando nos afastamos de nossos sentimentos para manter uma imagem. Muitas vezes, também exige diálogo com pessoas de confiança ou com um profissional que nos ajude a enxergar o que sozinhos não conseguimos.

🔹 Viver de forma autêntica não significa abandonar todas as máscaras, mas aprender a usá-las sem se perder nelas. É transitar entre papéis sociais sem abrir mão da essência. Autenticidade não é a ausência de máscaras, mas a liberdade de escolher quando e por que usá-las.

Rogerio Maia
Psicólogo/Sexólogo
CRP-08/31126

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Falar de saúde mental é falar de como existimos. Do corpo que sentimos, das emoções que tentamos administrar, das relaçõ...
10/10/2025

Falar de saúde mental é falar de como existimos. Do corpo que sentimos, das emoções que tentamos administrar, das relações que nos atravessam e das histórias que carregamos.

Segundo a OMS, cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo convivem com ansiedade, depressão ou outros transtornos mentais. Esse número não é apenas um dado alarmante, ele mostra o quanto o sofrimento emocional é real e coletivo. Mostra que não é sobre “falta de força”, mas sobre condições de vida, vínculos, suporte (ou a falta dele).

Há mais de 30 anos, o Dia Mundial da Saúde Mental foi criado para lembrar que saúde mental é direito humano e responsabilidade social. Não é luxo, não é moda, não é frescura. É fundamento.

Envolve fatores biológicos (cérebro, hormônios, sono), psicológicos (traumas, crenças, formas de sentir) e sociais (relações, cultura, trabalho, desigualdade, acesso a cuidado). Ou seja: ninguém adoece no vácuo. Muitas vezes, o sofrimento é uma resposta legítima a contextos que adoecem.

Cuidar da saúde mental, então, é muito mais do que “aguentar firme” ou “pensar positivo”. É poder ser verdadeiro, ter espaço para sentir, acessar cuidado qualificado, construir relações seguras, estabelecer limites sem culpa e questionar estruturas que exigem produtividade, mas ignoram humanidade.

Saúde mental não significa estar bem o tempo todo. Significa ter condições de viver o que se sente com dignidade, apoio e consciência.

Neste Dia Mundial da Saúde Mental, deixo uma provocação: e se, em vez de reagir ao sofrimento apenas quando ele explode, começarmos a construir modos de viver que nos sustentem antes do colapso?

Mais presença.
Mais pausa.
Mais vínculos reais.
Mais responsabilidade coletiva.

Porque saúde mental não é apenas individual. É relacional. É social. É política.

🌸 Florescer não é um ato solitário.

Rogerio Maia
Psicólogo/Sexólogo
CRP-08/31126

O convite deste mês não é exclusivo às mulheres. É também aos homens e a todas as pessoas que desejam construir relações...
08/10/2025

O convite deste mês não é exclusivo às mulheres. É também aos homens e a todas as pessoas que desejam construir relações mais conscientes com o próprio corpo e com quem amam.

Quando falamos em câncer de mama, é natural associarmos às mulheres, já que elas são as mais atingidas. No entanto, esse olhar restrito também cria silêncios: homens podem desenvolver câncer de mama, ainda que de forma rara (1% dos diagnósticos). Uma porcentagem pequena, mas com impacto relevante, porque na maioria das vezes o diagnóstico chega tarde. Não por falta de sintomas, mas por falta de cultura de prevenção e desconhecimento do risco.

Cuidar-se é um ato de amor, mas também de responsabilidade. Aprender a tocar o próprio corpo, perceber sinais, buscar acompanhamento médico e oferecer apoio emocional a quem enfrenta um diagnóstico, tudo isso faz parte da saúde e da sexualidade.

Também é sobre estar ao lado das mulheres em suas rotinas de prevenção, sustentar conversas que ainda parecem incômodas e dividir responsabilidades quando o diagnóstico atravessa a vida de alguém próximo.

O câncer de mama não toca apenas células e tecidos. Ele atravessa narrativas de feminilidade, autoestima, desejo, sexualidade e vínculos. Nessa travessia, a presença masculina pode ser transformadora: apoiar sem infantilizar, encorajar sem pressionar, acolher mudanças corporais sem reduzir o valor e a dignidade da mulher, que continua sendo inteira, desejável e amada.

💕 Se enxergarmos o Outubro Rosa apenas como um lembrete de exames, perderemos a chance de reconhecê-lo como um movimento de educação cultural sobre o cuidado. Cuidar não é só prevenir doenças, mas também reinventar a forma como nos relacionamos: transformar afeto em presença, transformar vínculo em responsabilidade.

Rogerio Maia
Psicólogo/Sexólogo
CRP-08/31126

O que diferencia o mundo interno da vida compartilhada? No campo erótico, essa reflexão aparece com força quando falamos...
01/10/2025

O que diferencia o mundo interno da vida compartilhada? No campo erótico, essa reflexão aparece com força quando falamos de fantasia: tratá-la como traição ou reconhecê-la como parte do desejo? Fantasiar envolve lidar com imagens internas, desejos que nem sempre cabem na realidade, mas que podem ter um papel fundamental na vida psíquica e erótica.

Para algumas pessoas, a fantasia é vivida como um espaço íntimo e inofensivo, um recurso que pode manter aceso o desejo e alimentar a imaginação sexual, inclusive dentro de relações estáveis. Para outras, pode soar como ameaça ou sinal de infidelidade.

Há dois pontos difíceis de ignorar: primeiro, não temos controle sobre o que o outro pensa ou fantasia, assim como não controlamos o que nos atravessa internamente. Segundo, fantasiar é diferente de realizar. A fantasia pertence ao campo da imaginação, e não necessariamente da ação.

Talvez a questão não seja apenas “fantasiar é trair?”, mas sim: como cada pessoa entende o papel do desejo, da imaginação e da liberdade erótica em sua história.

A fantasia pode ser uma ponte ou uma barreira. Pode abrir espaço para conversas honestas ou para silêncios carregados de tensão. Pode ser vista como risco ou como alimento para o vínculo.

No fundo, não há respostas definitivas. O que existe é a chance de olhar para o erotismo não como algo que precisa caber em moldes rígidos, mas como um território vivo, onde a mente cria, o corpo sente e o vínculo se reinventa a cada encontro.

🔹 Fantasiar pode ser menos sobre trair e mais sobre reconhecer o quanto o desejo ainda pulsa, provoca e nos convida a pensar: até que ponto ele cabe em nossas histórias sem se tornar ameaça, e o quanto pode ser potência em vez de risco.

Rogerio Maia
Psicólogo/Sexólogo
CRP-08/31126

A bi*****alidade ainda é atravessada por inúmeros estigmas. Muitas vezes, a pessoa bi*****al é vista como “indecisa”, “c...
23/09/2025

A bi*****alidade ainda é atravessada por inúmeros estigmas. Muitas vezes, a pessoa bi*****al é vista como “indecisa”, “confusa” ou “incapaz de se comprometer”. Essas narrativas equivocadas revelam mais sobre o preconceito da sociedade do que sobre a experiência real de quem vive essa orientação. Ser bi*****al não significa viver em dúvida, mas reconhecer a amplitude do desejo humano e a possibilidade de se relacionar para além da rigidez binária do “ou isto, ou aquilo”.

Quando pensamos em relacionamentos não monogâmicos, esse mesmo estigma reaparece: “quem não se contenta com um só, não sabe amar de verdade”. Novamente, estamos diante de um mito. A não monogamia não é sinônimo de falta, mas de uma escolha consciente: a busca por vínculos que não precisam estar aprisionados à exclusividade para serem autênticos, profundos e éticos.

Nesse sentido, há uma interseção simbólica entre a bi*****alidade e a não monogamia: ambas convidam a romper com categorias fixas e a expandir o entendimento sobre desejo, amor e pertencimento. A experiência de quem é bi*****al e vive a não monogamia pode ser especialmente desafiadora, pois enfrenta o duplo preconceito: o da orientação sexual e o do modelo relacional. Mas, também pode ser profundamente libertadora, porque abre espaço para que a identidade e o afeto não precisem se encaixar em moldes pré-estabelecidos.

O que está em jogo, afinal, não é “quantos” nem “quem” se ama, mas a qualidade da presença, o respeito aos acordos, a responsabilidade afetiva e a coragem de viver de modo coerente com aquilo que se é. Amar, nesse horizonte, não significa se encaixar em moldes prontos, mas se abrir à liberdade de ser inteiro e permitir que vínculos autênticos floresçam com leveza e cuidado.

Rogerio Maia
Psicólogo/Sexólogo
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Quando a sexualidade é tratada como um teste de desempenho, a ansiedade inevitavelmente toma o lugar do desejo. Essa cob...
16/09/2025

Quando a sexualidade é tratada como um teste de desempenho, a ansiedade inevitavelmente toma o lugar do desejo. Essa cobrança pode vir de fora, mas muitas vezes nasce dentro do próprio indivíduo: uma voz silenciosa que exige estar sempre pronto, corresponder plenamente e nunca falhar.

Vivemos em uma sociedade que exige, sobretudo dos homens, uma performance sexual inabalável. A lógica da masculinidade tóxica associa virilidade à capacidade de “dar conta” sempre, reduzindo o s**o a uma prova de potência.

Essa cultura limita não apenas a relação dos homens com o próprio corpo e desejo, mas também impacta suas parcerias, que muitas vezes reforçam expectativas de performance a partir de papéis de gênero.

O s**o, nesse cenário, deixa de ser espaço de encontro e liberdade, e se transforma em território de desempenho, onde o valor da experiência é medido por resultados e não pela conexão genuína.

É importante lembrar que essa cobrança não é natural ao desejo humano. Ela nasce de exigências sociais e pessoais que se infiltram na intimidade, transformando a sexualidade em pressão, em vez de prazer. O corpo entra em estado de alerta, a mente se ocupa em avaliar cada gesto, e a espontaneidade se perde.

Esse círculo afeta não só a experiência individual, mas também a qualidade do vínculo: quanto maior a pressão, maior a ansiedade; quanto maior a ansiedade, menor a entrega. O distanciamento cresce e a conexão enfraquece.

Sexualidade não é sobre desempenho, e sim sobre presença, conexão e expressão. Quando tentamos corresponder a padrões idealizados, perdemos a espontaneidade do encontro e, com o tempo, isso pode até apagar o desejo.

🔺 Refletir sobre isso abre caminho para um movimento transformador: em vez de medir resultados, cultivar experiências; em vez de focar no controle, abrir espaço para o sentir. Essa mudança de perspectiva reduz a ansiedade e fortalece a intimidade, devolvendo liberdade ao encontro.

Rogerio Maia
Psicólogo/Sexólogo
CRP-08/31126

Muitas meninas que fogem do padrão esperado de feminilidade, seja no jeito de se vestir, se comportar ou se relacionar, ...
29/08/2025

Muitas meninas que fogem do padrão esperado de feminilidade, seja no jeito de se vestir, se comportar ou se relacionar, crescem enfrentando não apenas o bullying escolar, mas também uma série de pequenas violências diárias. São piadas que ridicularizam, perguntas invasivas que expõem, invalidações que silenciam. Muitas vezes, antes mesmo de compreenderem sua orientação sexual, já sentem na pele a lesbofobia e o peso de não caberem no molde imposto, uma realidade que marca, intimida e molda suas primeiras descobertas sobre si mesmas.

A isso se somam estigmas persistentes, que tentam reduzir a multiplicidade de identidades e formas de expressão a rótulos simplistas, além da hipersexualização dos casais de mulheres, vistos não a partir de seus afetos, mas como objetos do olhar masculino. Esses enquadramentos distorcidos reforçam a violência simbólica e tornam ainda mais difícil o reconhecimento de relações lésbicas como legítimas e dignas de respeito.

Essas experiências deixam marcas profundas na autoestima, na relação com o corpo e na capacidade de confiar em si mesmas. O medo de não serem aceitas, somado à pressão de se enquadrarem em padrões que não refletem suas verdades, pode acompanhá-las por toda a vida adulta.

No Dia Nacional da Visibilidade Lé***ca, somos convidados a romper com o silêncio que ainda marca tantas vidas. É momento de valorizar as narrativas de afeto e cuidado entre mulheres, histórias que desafiam a violência, o estigma e a fetichização, e que afirmam que viver plenamente sua identidade é um gesto de dignidade e de beleza.

🔸 Toda mulher merece viver em um ambiente que não a reduza a estereótipos, que não a silencie e que lhe permita descobrir, sem medo, que existem muitas formas de existir, viver e amar.

Rogerio Maia
Psicólogo/Sexólogo
CRP-08/31126

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