Psicóloga Fabiana Witthoeft

Psicóloga Fabiana Witthoeft Psicólogo

23/03/2026

Tem quem converse em silêncio. Tem quem escreva cartas que nunca serão enviadas.
Tem quem olhe uma foto e sinta que ali existe um diálogo inteiro acontecendo. Depois que alguém parte, o vínculo não desaparece, ele se transforma. Há quem acenda uma vela. Quem escute aquela música específica e, por alguns minutos, volte no tempo. Quem leve a saudade para uma caminhada, falando baixinho como se ainda fosse ouvido. Quem cozinhe uma receita que era daquele alguém.
Quem mantenha objetos, cheiros, rituais. E quem, aos poucos, guarde tudo dentro do coração, sem precisar de nada externo. Nenhuma dessas formas é mais certa do que a outra.Porque o amor não segue regras sociais, nem manuais prontos. Ele encontra caminhos próprios para continuar existindo.
Às vezes, o mundo espera despedidas definitivas, silêncios “adequados”, superações rápidas. Mas a verdade é que existem muitas maneiras de continuar se relacionando com quem amamos, mesmo depois da partida. E todas elas são válidas, quando nascem de um lugar sincero. Se você ainda fala, lembra, escreve, sente, você não está preso ao passado, mas sim cuidando de um vínculo que continua vivo, de um jeito diferente.

Um abraço no ❤️

✨ O amor não termina. Ele aprende novas formas de permanecer.

Existe um “manual invisível” dizendo como deveríamos viver o luto: ir ao velório, estar no enterro, chorar na medida “ce...
22/03/2026

Existe um “manual invisível” dizendo como deveríamos viver o luto: ir ao velório, estar no enterro, chorar na medida “certa”, fazer homenagens públicas, dizer as palavras esperadas, estar presente até o último instante. Mas a verdade é que o luto real, raramente cabe nessas regras. Eu não fui ao velório e ao enterro do meu pai, e nem por isso o amei menos do que deveria. O amor não se mede pela presença em um ritual, ele se constrói na história que existiu. Também tenho observado como algumas trends nas redes sociais podem ser perigosas. No Dia dos Mortos no México, por exemplo, muitas pessoas fizeram altares para seus pets porque isso viralizou. Mas nem todas estavam emocionalmente preparadas para acessar essas memórias e ainda assim se sentiram “convocadas” a participar. O mesmo acontece com quem não conseguiu estar presente na eutanásia do seu pet, e depois precisa lidar com frases duras como: “ele se sentiu abandonado”. Isso não acolhe, mas fere. O luto já carrega dor suficiente, e não precisamos adicionar culpa a ele.

Talvez seja hora de questionar essas etiquetas:
– Quem disse que existe uma forma “certa” de se despedir?
– Quem decidiu o que mede o amor de alguém?
– Desde quando sofrer virou algo que precisa ser validado pelos outros?

Alguns caminhos para não viver o luto sob pressão:

✨ Pergunte-se com honestidade: isso que estou fazendo vem do meu coração ou da expectativa dos outros?
✨ Nem toda despedida precisa ser visível: muitas acontecem em silêncio, em pensamentos, em pequenos rituais íntimos.
✨ Evite se comparar com a forma como outras pessoas vivem o luto. Cada história tem sua profundidade.
✨ Dê a si mesmo(a) o direito de dizer “não consigo”, isso também é autocuidado.
✨ Lembre-se: estar ausente de um momento não apaga uma vida inteira de vínculo.

O luto não precisa ser performado.Ele precisa ser sentido com verdade, com limite, com humanidade. E a sua forma de viver isso, mesmo que diferente do esperado, ainda é amor.

Um abraço no ❤️

19/03/2026

O luto não bate ponto, mas ele vai com você para o trabalho. E, muitas vezes, é ali que ele se torna ainda mais silencioso. Porque no ambiente profissional, existe uma expectativa implícita de continuidade: seguir produzindo, respondendo e entregando, como se nada tivesse mudado. Mas dentro de você, tudo mudou. Se você está vivendo o luto enquanto trabalha, aqui vão alguns cuidados possíveis:

✨Respeite seus limites internos:
Nem todos os dias serão iguais. Há dias em que o foco diminui, a energia falha e a saudade transborda. Isso não é fraqueza, é humanidade.

✨Comunique o que for possível:
Se sentir abertura, sinalize ao menos para alguém de confiança. Você não precisa explicar tudo, mas também não precisa atravessar isso completamente sozinho.

✨Crie pequenos respiros ao longo do dia
Pausas breves para respirar, tomar um café com presença ou até ir ao banheiro para se recompor podem ser essenciais para sustentar o restante do dia.

•✨Reduza a autocobrança:
Você não está na mesma condição emocional de antes. Exigir o mesmo desempenho pode gerar ainda mais sofrimento.

✨Leve consigo um vínculo simbólico:
Um objeto, uma frase, uma memória ou algo que te conecte com quem partiu. O amor não precisa ficar fora do seu dia.

✨Permita-se não estar bem o tempo todo
Você pode continuar trabalhando e, ainda assim, estar em luto. Uma coisa não invalida a outra.

O luto não precisa ser escondido para caber na sua rotina.Ele pode ser acolhido, mesmo nos espaços onde ninguém vê. Se você está vivendo isso, saiba:não é falta de profissionalismo, mas presença de amor.

Um abraço no ❤️

18/03/2026

Existe uma ideia silenciosa que muitas pessoas carregam no luto: a de que, depois da partida, o amor precisa ser encerrado. Mas o amor não funciona assim. Ele não obedece à presença física, porque se transforma, encontra novos caminhos e novas formas de existir.Manter um vínculo contínuo com quem partiu não é “NÃO SEGUIR EM FRENTE”, mas LEVAR JUNTO. É mostrar, mesmo que em silêncio:
“Olha o que aconteceu hoje…”
“Você precisava ver isso…”
“Eu consegui…”

É falar em pensamento, escrever, olhar uma foto, sentir. É incluir essa pessoa nas suas conquistas, nas pequenas vitórias, nos dias comuns. Porque o vínculo não se rompe com a morte, mas se reorganiza dentro de nós. E aos poucos, a dor que antes gritava começa a dividir espaço com uma presença mais sutil, mas ainda profundamente viva. Amar depois da despedida também é uma forma de continuar vivendo.

Se esse post fez sentido pra você, compartilhe com alguém que precisa lembrar disso hoje.

Um abraço no ❤️

17/03/2026

103 anos???

A dor do luto não se explica pelo tamanho do caixão,nem pelo número de anos que existiram juntos.Porque o luto não é sobre tempo cronológico, mas sobre vínculo. É sobre o significado que aquela presença tinha na sua vida, sobre o lugar que ocupava nos seus dias e sobre aquilo que só existia(porque existia entre vocês). Há despedidas de décadas que parecem silenciosas, e há despedidas de instantes que rasgam a alma.Não é o tempo que define a dor, mas o amor, o afeto, a história (visível ou invisível)que foi construída. Por isso, não compare o seu luto, não diminua o que você sente e não permita que ninguém dite o “tamanho” da sua dor. Toda perda que toca o coração merece respeito, e todo luto merece ser vivido com dignidade.

Um abraço no ❤️

17/03/2026

Quem trabalha na medicina veterinária sabe que a primeira consulta vai muito além de um atendimento clínico. É o momento em que nasce a confiança entre o profissional, o responsável e o animal. Mas também é nesse espaço que, muitas vezes, surgem conversas delicadas: diagnósticos difíceis, decisões complexas e, em alguns casos, o início de processos de luto.

Foi pensando nesses momentos que desenvolvi o Método CARE. Um método criado especialmente para profissionais da medicina veterinária que desejam:

• trazer mais humanização para seus atendimentos
• conduzir notícias difíceis com mais segurança e sensibilidade
• acolher processos de luto de forma ética e empática
• fortalecer o vínculo com os responsáveis dos pets
• e também cuidar da atenção emocional que o próprio profissional precisa ter nesses momentos tão desafiadores.

Porque quando a comunicação é feita com cuidado, o atendimento deixa de ser apenas técnico e se transforma em uma experiência de respeito, presença e humanidade. Além de se tornar um grande diferencial profissional, esse tipo de abordagem ajuda os tutores a atravessarem momentos difíceis com mais apoio e compreensão.

📖 Em breve, o e-book “Primeiras consultas inesquecíveis” será lançado oficialmente.

Fique atento! Estou muito feliz em compartilhar esse material com profissionais que desejam transformar seus atendimentos com mais sensibilidade e propósito.

Um abraço no ❤️

Ser psicóloga do luto nunca foi, para mim, apenas um encontro marcado em uma sala silenciosa. Ao longo dos anos, meu tra...
16/03/2026

Ser psicóloga do luto nunca foi, para mim, apenas um encontro marcado em uma sala silenciosa. Ao longo dos anos, meu trabalho muitas vezes atravessou portas, ruas, memórias e despedidas. Já caminhei com pacientes em parques enquanto falavam de quem amavam. Já ajudei famílias a escolher músicas para uma despedida. Já estive presente em homenagens feitas para quem partiu e em alguns desses momentos, choramos juntos. Já ajudei a separar objetos e lembranças dentro de uma casa cheia de histórias.Já escutei telefonemas em momentos em que o silêncio da perda parecia insuportável.

Porque o luto não acontece apenas dentro de quatro paredes.Ele acontece na vida real, nos lugares, nas memórias, nos rituais e nos pequenos gestos que ajudam o coração a seguir respirando. E é ali que eu procuro estar: com respeito, com presença, com humanidade. Sempre com muito amor, carinho e dedicação por cada história que confia em mim para atravessar um dos momentos mais difíceis da vida.

Um abraço no ❤️

14/03/2026

Recentemente, a atriz Catherine O’Hara (a mãe do personagem de Macaulay Culkin no filme Esqueceram de Mim) foi homenageada no Screen Actors Guild Awards com o prêmio de melhor atuação feminina em série de comédia.Prêmios como esse costumam celebrar o talento, o trabalho e a trajetória de alguém. Mas eles também nos lembram de algo profundamente humano.

Quando alguém é homenageado, algo simbólico acontece: reconhecemos publicamente aquilo que aquela pessoa deixou no mundo.No luto, muitas pessoas acreditam que, depois que alguém parte, não há mais nada que possamos oferecer a essa pessoa.Mas a experiência humana mostra algo diferente.

Mesmo depois da morte, os gestos simbólicos continuam tendo um lugar importante na nossa vida emocional. Continuar homenageando quem partiu não é negar a ausência, mas sim reconhecer que algumas pessoas marcaram nossa história de forma tão profunda que ainda merecem gestos de cuidado, memória e significado.

Na psicologia do luto, chamamos isso de continuidade de vínculo, que são formas saudáveis de manter viva a presença simbólica de quem fez parte da nossa vida.

✨Algumas formas simples de fazer isso:

•🌟Criar pequenos rituais de memória em datas importantes.
🌟Contar histórias sobre a pessoa para filhos, amigos ou familiares.
🌟Fazer uma ação em nome dela, como uma doação ou gesto de gentileza.
🌟Guardar ou cuidar de algo que represente o vínculo vivido.
🌟Celebrar aquilo que aquela pessoa valorizava na vida.

Essas ações não mudam a realidade da perda, mas ajudam o coração a reconhecer algo essencial: O amor não termina quando a presença física termina. Ele encontra outras formas de continuar existindo na memória, nos gestos e naquilo que escolhemos preservar.

Um abraço no ❤️

11/03/2026

No consultório, muitas sessões acontecem olho no olho. O olhar acolhe, confirma presença e ajuda a construir confiança. Mas, em alguns momentos do processo terapêutico, eu proponho algo diferente.

Em atendimentos online, retiramos a imagem e ficamos apenas com a voz. Em sessões presenciais, às vezes sento de costas para o paciente ou peço que ele feche os olhos. À primeira vista, pode parecer estranho, mas existe um propósito clínico importante. Quando o olhar deixa de ser o centro da relação, a pessoa muitas vezes consegue voltar-se mais para dentro: para as memórias, para as sensações do corpo, para aquilo que ainda vive internamente. No trabalho com o luto, isso também carrega um simbolismo delicado. Aprendemos que o vínculo com quem partiu não desaparece, ele apenas muda de forma. Já não existe mais a presença física, o olhar, o toque como antes.
Mas outras formas de relação continuam possíveis: na memória, na voz interior, nas lembranças que surgem, nos valores que ficaram.

Esses formatos de sessão ajudam o paciente a experimentar algo muito humano, que é continuar se relacionando mesmo quando a forma da presença mudou. Porque no luto, assim como na vida, o vínculo não termina.
Ele se transforma.

Um abraço no ❤️

10/03/2026

Médicos veterinários que já passaram por treinamentos comigo sabem que existe um diferencial silencioso que transforma completamente um atendimento:
a comunicação compassiva. Especialmente nos momentos mais difíceis da rotina veterinária, quando há diagnósticos graves, limitações de tratamento ou perdas.

✨Por isso estou preparando o pré-lançamento do meu novo e-book:

📖 Primeiras Consultas Inesquecíveis
Um guia para médicos veterinários em início de carreira que desejam aprender a conduzir atendimentos com mais segurança, emocional, humanidade e presença.

Trabalhar a comunicação em contextos de sofrimento é um caminho de mão dupla:

• fortalece o profissional diante de notícias difíceis
• protege emocionalmente quem cuida
• e oferece mais dignidade e acolhimento aos tutores que estão vivendo momentos delicados

Porque quem já precisou passar por uma clínica ou hospital veterinário sabe:existem atendimentos que ficam marcados para sempre,para o bem ou para o mal.E é sobre isso que quero conversar com vocês hoje.

💬 Compartilhe nos comentários:

• Tutores: como foi a comunicação que você recebeu em um momento difícil com seu pet?
• Veterinários: qual foi o momento mais desafiador que você já enfrentou ao comunicar uma notícia difícil?

Essas experiências ajudam a construir uma medicina veterinária mais humana para todos.

📩 Em breve: pré-lançamento do e-book.

Se você é veterinário ou conhece alguém que está começando na profissão, envie este post.Porque boas consultas começam com boas conversas.

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R. Brigadeiro Arthur Carlos Peralta, 280
Curitiba, PR
82560030

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