21/11/2025
A insônia raramente tem uma única causa. Geralmente é um conjunto de fatores que mantêm o cérebro em alerta quando ele deveria desacelerar.
👉🏻 Aqui estão as principais:
🔹 1. Estresse e ansiedade: cérebro em modo alerta
Quando estamos preocupados, ansiosos ou com a mente acelerada, o cérebro ativa sistemas que deveriam estar desligados à noite.
O resultado? Dificuldade para adormecer ou acordar várias vezes na madrugada.
🔹 2. Hábitos que sabotam o sono (mesmo sem perceber)
Ir para a cama com o celular, assistir TV até tarde, tomar café à tarde, deitar sem sono ou manter horários irregulares. O corpo deixa de compreender quando é hora de desligar.
🔹 3. Aspectos emocionais e transtornos mentais
Depressão, burnout, TDAH e bipolaridade mudam a forma como o cérebro regula o ciclo sono–vigília.
Essas condições podem causar tanto insônia inicial (demora para dormir) quanto intermediária (despertares frequentes) ou terminal (acordar muito cedo).
🔹 4. Condições médicas que fragmentam o sono
Refluxo, dor crônica, problemas respiratórios, doenças endócrinas, menopausa e condições neurológicas.
🔹 5. Medicamentos e substâncias
Corticoides, antidepressivos estimulantes, nicotina e bebidas energéticas podem prejudicar o início do sono. Álcool até parece ajudar a dormir, mas piora a manutenção do sono.
🔹 6. Distúrbios do sono não diagnosticados
A insônia pode ser consequência de outros distúrbios, como:
* Apneia do sono
* Síndrome das pernas inquietas
* Distúrbio comportamental do sono REM
* Alterações do ritmo circadiano
Nesses casos, tratar o distúrbio de base é essencial.
🔹 7. Mudanças relacionadas ao envelhecimento
Há redução da pressão homeostática do sono, maior fragmentação e mais despertares. Além disso, comorbidades e vários medicamentos usados ao mesmo tempo aumentam a chance de insônia.
✨ Importante:
Se a insônia ocorre 3 ou mais vezes por semana, por mais de 3 meses, ela deixa de ser algo ocasional e passa a ser um quadro que merece avaliação. Identificar a causa é o primeiro passo para o tratamento correto.
🙌🏻 A boa notícia é: existem abordagens muito eficazes!
Dra. Márcia Assis
Médica Neurologista
Medicina do Sono
CRM 13536/PR