28/04/2026
Hoje morre “a bailarina de Auschwitz”, Edith Eger, aos 99 anos.
Estar nesse lugar não foi apenas visitar um campo de concentração.
Foi me confrontar com a dimensão da barbárie humana — e, ao mesmo tempo, com aquilo que ainda pode ser sustentado depois dela.
Autora do livro “A Escolha”, publicado no Brasil também com o título “A Bailarina de Auschwitz”, sua escrita foi muito além de um relato de sobrevivência.
Ela fala de responsabilidade.
De liberdade interna.
De escolha.
Assim como “Em Busca de Sentido”, de Viktor Frankl, sua obra nos atravessa.
Mas Edith nos conduz um pouco além: ela nos chama a olhar para o que fazemos, hoje, com a nossa própria história.
Em um tempo em que facilmente nos afastamos de nós mesmos, suas palavras seguem como um lembrete ético, clínico e profundamente humano.
Não apenas para lembrar.
Mas para escolher.
Hoje, minha homenagem é também um gesto de agradecimento.
Pela coragem de atravessar o indizível — e ainda assim escolher viver.
E, de alguma forma, ela segue presente aqui.
Na forma como escuto.
Na forma como sustento uma dor.
Na forma como acredito que, mesmo depois de tudo, ainda é possível escolher.
Vá em paz.
Que honra ter vivido em um tempo em que você existiu.