27/11/2025
Como a disbiose intestinal gera resistência à insulina?
Você já teve aquele paciente que faz dieta, se exercita, toma metformina, mas a glicemia não melhora?
Pode ser o intestino.
A disbiose intestinal (desequilíbrio da microbiota) gera resistência à insulina através de um mecanismo muito específico:
O MECANISMO:
1. Barreira intestinal comprometida
- Disbiose → inflamação local
- Tight junctions se abrem
- "Intestino permeável"
2. LPS entra na corrente sanguínea
- LPS = lipopolissacarídeo bacteriano
- Componente da parede de bactérias gram-negativas
- Altamente inflamatório
3. Inflamação sistêmica
- LPS ativa receptores TLR-4
- Cascata inflamatória (TNF-α, IL-6, IL-1β)
- Inflamação crônica de baixo grau
4. Bloqueio dos receptores de insulina
- Citocinas inflamatórias interferem na sinalização da insulina
- Receptor de insulina não funciona adequadamente
- Glicose não entra nas células
5. Resistência insulínica
- Glicemia alta
- Hiperinsulinemia compensatória
- Síndrome metabólica
POR QUE ISSO É IMPORTANTE:
Você pode dar metformina, prescrever dieta low carb, recomendar exercício...
Mas se o intestino está inflamado e a barreira está comprometida, o LPS continua entrando, a inflamação continua, e a resistência insulínica persiste.
O QUE FAZER:
→ Investigar disbiose (sintomas: distensão, gases, constipação/diarreia)
→ Tratar SIBO se presente
→ Restaurar barreira intestinal (L-glutamina, zinco, vitamina A)
→ Modular microbiota (probióticos específicos, prebióticos)
→ Reduzir inflamação (ômega-3, curcumina)
→ Dieta anti-inflamatória
Não adianta só tratar a glicemia.
Tem que tratar o intestino.
Na Pós-Graduação SPES, você aprende a conectar intestino, inflamação e metabolismo.
Porque na prática, eles NUNCA estão separados.
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