Amanda Tintori - Psicoterapeuta

Amanda Tintori - Psicoterapeuta Psicoterapia individual em Curitiba/PR, com abordagem analítica/junguiana. Psicóloga clínica - CRP 08/23157
Psicoterapia individual com abordagem analítica.

“Não posso viver obedecendo a modelos, nem jamais poderia representar, para quem quer que seja, um modelo. Mas é inteira...
08/10/2019

“Não posso viver obedecendo a modelos, nem jamais poderia representar, para quem quer que seja, um modelo. Mas é inteiramente certo que construirei minha vida segundo aquilo que sou, aconteça o que acontecer. Fazendo isso, não defendo nenhum princípio, mas sim alguma coisa bem mais maravilhosa, alguma coisa que está em nós, que arde no fogo da vida, que exulta e quer brotar… Quero permanecer sempre em estado de transição."

Lou Andreas-Salomé foi uma psicanalista, filósofa e escritora russa que viveu entre o fim do século XIX e início do século XX. Ao longo da vida, aproximou-se de importantes nomes de sua época, como Nietzsche, Freud e Rainer Maria Rilke, estabelecendo uma relação de influência mútua com estes autores.

Esse mês teremos o Filme Análise - Lou na Archés Psicologia, que dará abertura também a um grupo de estudos sobre o feminino e as contribuições de autoras mulheres para a Psicologia Analítica.

“Não posso viver obedecendo a modelos, nem jamais poderia representar, para quem quer que seja, um modelo. Mas é inteiramente certo que construirei minha vida segundo aquilo que sou, aconteça o que acontecer. Fazendo isso, não defendo nenhum princípio, mas sim alguma coisa bem mais maravilhosa, alguma coisa que está em nós, que arde no fogo da vida, que exulta e quer brotar… Quero permanecer sempre em estado de transição."

--- Lou Salomé

Art: Unknown Edition of "Theodora", the Byzantine Empress Theodora by K.P. Kulski.

"O indivíduo neurótico se esgota não apenas em preocupações sobre si, como medos hipocondríacos e todas as possíveis fan...
29/07/2019

"O indivíduo neurótico se esgota não apenas em preocupações sobre si, como medos hipocondríacos e todas as possíveis fantasias, mas também nos outros: as pessoas ao seu redor, das quais ele é dependente, se tornam seu projeto de trabalho terapêutico; ele desconta seus problemas subjetivos nelas. Mas pessoas não são barro a ser moldado; elas têm necessidades e resistências próprias. A frustração do neurótico enquanto um artista falho não pode ser remediada por qualquer coisa a não ser um trabalho criativo objetivo próprio. Uma outra maneira de olhar para isso é dizer que: quanto mais o indivíduo absorve o mundo como um problema, mais inferior ou ruim ele se sentirá internamente. Ele pode tentar resolver essa "ruindade" almejando a perfeição e aí o sintoma neurótico se torna seu trabalho "criativo"; ou ele pode tentar se tornar perfeito através das pessoas ao seu lado. Mas é óbvio para nós que o único jeito de trabalhar em direção à perfeição é na forma de um trabalho objetivo que esteja sob seu controle e seja passível de ser aperfeiçoado de algumas maneiras reais.
Ou você consome a si mesmo e aos outros ao seu redor, buscando a perfeição; ou você objetiva essa imperfeição em um trabalho no qual você, então, libera seus poderes criativos. Nesse sentido, algum nível de criatividade objetiva é a única resposta que o ser humano tem para o problema da vida. Dessa forma, ele satisfaz a natureza, que demanda que ele viva e aja objetivamente como um animal vital mergulhando no mundo; mas ele também satisfaz sua própria e distintiva natureza humana, pois ele realiza este mergulho em seus próprios termos simbólicos e não como um reflexo do mundo como algo dado apenas para a experiência dos sentidos físicos. Ele absorve o mundo, transforma ele num problema, e então oferece uma resposta estilizada e humana para este problema. Isso, como Goethe viu em Fausto, é o mais elevado que o ser humano pode alcançar."

(Ernest Becker, em The Denial of Death, tradução livre)
arte: Gianni Strino

“The neurotic exhausts himself not only in self-preoccupations like hypochondrial fears and all sorts of fantasies, but also in others: those around him on whom he is dependent become his therapeutic work project; he takes out his subjective problems on them. But people are not clay to be molded; they have needs and counter-wills of their own. The neurotic's frustration as a failed artist can't be remedied by anything but an objective creative work of his own. Another way of looking at it is to say that the more totally one takes in the world as a problem, the more inferior or "bad" one is going to feel inside oneself. He can try to work out this "badness" by striving for perfection, and then the neurotic symptom becomes his "creative" work; or he can try to make himself perfect by means his partner. But it is obvious to us that the only way to work on perfection is in the form of an objective work that is fully under your control and is perfectible in some real ways. Either you eat up yourself and others around you, trying for perfection; or you objectify that imperfection in a work, on which you then unleash your creative powers. In this sense, some kind of objective creativity is the only answer man has to the problem of life. In this way he satisfies nature, which asks that he live and act objectively as a vital animal plunging into the world; but he also satisfies his own distinctive human nature because he plunges in on his own symbolic terms and not as a reflex of the world as given to mere physical sense experience. He takes in the world, makes a total problem out of it, and then gives out a fashioned, human answer to that problem. This, as Goethe saw in Faust, is the highest that man can achieve.”

Ernest Becker, The Denial of Death

Art: Gianni Strino

A psicologia profunda, ao levar em conta dimensões do ser humano além dos aspectos que estão diretamente ao alcance da c...
08/07/2019

A psicologia profunda, ao levar em conta dimensões do ser humano além dos aspectos que estão diretamente ao alcance da consciência e da razão, nos possibilita um entendimento que supera as polarizações de praxe, especialmente no que diz respeito ao que entendemos como "saúde mental" e, de forma mais ampla, "bem-estar".

Assim, meramente buscar, dentro de nós, tornar "bom" o que está "ruim", "sadio" o que está "doente", "belo" o que é "feio" etc não corresponde ao caminho da individuação, de tornar-se quem realmente é. Essas tentativas, pelo contrário, muitas vezes correspondem a um ideal egóico de "higienizar" ou "civilizar" o que em nós é selvagem e tem um propósito próprio, averso (e por isso complementar) ao ego.

James Hillman, em Encarando os Deuses, fala da capacidade autônoma da psique de criar desordem e sofrimento como uma forma válida de expressão, uma necessidade da alma, a fim de vivenciar e imaginar a vida através dessa perspectiva que nos conduz ao submundo psíquico -- de onde saímos transformados.

Hillman cita Jung, que se/nos questiona: "O que existe na natureza mesma da minha perturbação e da minha aflição que é necessário, autoprovocado (causado pelo eu)?" e, evocando os deuses, que em seus mitos sofrem, padecem e renascem, reflete: "Uma vez que a 'infirmitas' deles é essencial para a sua configuração plena, segue-se que nossas patologizações são necessárias à nossa completude."
arte: "Mujer saliendo del psicoanalista", Remedios Varo

"O privilégio de uma vida é se tornar quem você realmente é." (C. G. Jung)O processo terapêutico não se trata de uma fer...
18/03/2019

"O privilégio de uma vida é se tornar quem você realmente é." (C. G. Jung)
O processo terapêutico não se trata de uma ferramenta de "cura" necessária diante de casos considerados graves de sofrimento mental. Mais do que isso, é uma oportunidade de entrarmos em contato com aquilo que nos compõe - saibamos ou não -, nos aproximando de quem somos, na medida em que dissolvemos as limitações colocadas pela nossa própria narrativa sobre nós mesmos.
"A individuação, então, é um processo pelo qual o indivíduo torna-se único, numa permanente diferenciação do coletivo.
O que seria esse movimento senão uma reinvenção de si, um mergulho anímico do sujeito no que nele aparenta ser imponderável, uma recriação de si pelo que é conhecido e pelo que absolutamente se desconhece?"

(Palomo V. , Considerações sobre o Arquétipo do Humor e do Riso, Cadernos Junguianos n.4, 2008)
arte: Margaux Carpentier

Importante refletir: os ímpetos da sua alma são vistos, por você e por quem está à sua volta, como originalidades ou com...
19/02/2019

Importante refletir: os ímpetos da sua alma são vistos, por você e por quem está à sua volta, como originalidades ou como anormalidades, loucuras?
"Estar louco é um conceito social. Usamos restrições e convenções sociais a fim de reconhecermos desequilíbrios mentais. (...) Se determinado indivíduo é pintor, todo mundo tende a considerá-lo um homem cheio de originalidades, mas coloque-se o mesmo homem como caixa de um banco e as coisas começarão a acontecer... Dirão que o homem é um louco consumado. Essas opiniões não passam, entretanto, de considerações sociais. Vejamos o exemplo dos hospícios: não é o aumento de insanidade que faz nossos asilos ficarem apinhados; é o fato de não podermos mais suportar as pessoas anormais, isso sim. Então parece haver muito mais loucos do que antes."

C. G. Jung, nas Conferências de Tavistock, 1935, respondendo à pergunta de um interlocutor sobre a diferença entre a invasão patológica, a inspiração artística e a criação de ideias. (In: Fundamentos da Psicologia Analítica, 1985)
arte: Andrew Salgado

Diante de uma queixa ou sintoma, o psicoterapeuta analítico entende que não lhe cabe simplesmente resolver, eliminar ou ...
14/02/2019

Diante de uma queixa ou sintoma, o psicoterapeuta analítico entende que não lhe cabe simplesmente resolver, eliminar ou reprimir como proposta de adaptação a uma imagem de normalidade. Com o sintoma dialogamos, nos relacionamos, pois ele não é um problema em si, e sim a tentativa psíquica de resolução do problema.
A crise na qual um indivíduo se encontra é justamente o que aponta para sua transformação.
Em terapia, torna-se possível suportá-la e sustentá-la até que possa se desdobrar num caminho em direção à individuação.
"O trabalho analítico deve procurar aprofundar e não corrigir o inconsciente, promover na consciência uma capacidade de submergir e se relacionar com águas mais profundas."
(O arquétipo do puer e a linguagem analítica. Chagas, L. F., Cadernos junguianos nº 4)
arte: "Swimmer", de Margaux Carpentier

Começo de ano com agenda aberta e novidades!A partir dessa semana, os atendimentos acontecerão na Archés Psicologia, cen...
04/02/2019

Começo de ano com agenda aberta e novidades!
A partir dessa semana, os atendimentos acontecerão na Archés Psicologia, centro clínico e de estudos em Psicologia Analítica e Arquetípica. ✨
Vamos marcar uma sessão?
Rua Itupava, 649
amandatintori@gmail - (41) 992026767

Jung colocava como parte fundamental do processo de individuação o encontro - a conjunção - dos opostos dentro de cada i...
20/12/2018

Jung colocava como parte fundamental do processo de individuação o encontro - a conjunção - dos opostos dentro de cada indivíduo. É, então, uma das metas do trabalho analítico psicoterapêutico abrir caminhos para que este encontro (entre nós e aquilo que negamos e ignoramos de nós mesmos) possa acontecer.
"Não existe nenhuma posição da consciência que não provoque, em qualquer ponto nos recantos escuros da alma, uma negação ou uma complementação compensatória, uma aprovação corroboradora ou algum ressentimento.
Essa confrontação com "o outro" em nós é compensadora, pois deste modo ficamos conhecendo aspectos de nosso ser que não permitiríamos que outros nos mostrassem e jamais admitiríamos perante nós mesmos."

(C. G. Jung em Mysterium Coniunctionis, vol. 14/2)
arte: "Encuentro", de Remedios Varo

"Todas as projeções são identificações inconscientes, e cada projeção existe simplesmente como algo muito natural e acei...
21/11/2018

"Todas as projeções são identificações inconscientes, e cada projeção existe simplesmente como algo muito natural e aceito sem crítica alguma; e somente muito mais tarde, isso ao acaso ocorrer, será compreendida como tal e então retirada.
Uma parte essencial do trabalho psicoterapêutico consiste justamente na conscientização e no trabalho de desprender estas projeções, que falsificam a imagem do mundo visto pelo paciente e impedem seu autoconhecimento."
(C. G. Jung, Mysterium Coniunctionis, vol. 14/2)
[arte de Victor Mosquera]

"Não existe nenhuma posição da consciência que não provoque, em qualquer ponto nos recantos escuros da alma, uma negação...
16/11/2018

"Não existe nenhuma posição da consciência que não provoque, em qualquer ponto nos recantos escuros da alma, uma negação ou uma complementação compensatória, uma aprovação corroboradora ou algum ressentimento. Essa confrontação com "o outro" em nós é compensadora, pois deste modo ficamos conhecendo aspectos de nosso ser que não permitiríamos que outros nos mostrassem e jamais admitiríamos perante nós mesmos."
(C. G. Jung, Mysterium Coniunctionis, vol. 14/2)
[arte: La llamada, de Remedios Varo]

Culto à persona X Depressão: sintomas de uma cultura?"De acordo com Jung, a persona é constituída predominantemente pelo...
12/11/2018

Culto à persona X Depressão: sintomas de uma cultura?

"De acordo com Jung, a persona é constituída predominantemente pelos aspectos coletivos e cada cultura vai compor a sua; uma imagem de como determinado grupo se apresenta e se identifica coletivamente. A aparência é um dos aspectos que compõe a persona e é notório como o modo de se vestir é influenciado pela cultura, pela moda. Podemos perceber aspectos da persona através da aparência, vestimentas, papéis sociais, modo de falar, vocabulário, enfim tudo que identifica um "personagem" ou que transmite uma imagem de alguém. (...)
De acordo com a visão da psicologia analítica, há um risco do sujeito identificar-se totalmente com a persona, perdendo contato com seu mundo interno. Samuels em seu Dicionário crítico de Análise Junguiana coloca: "O EGO, quando identificado com a persona, é capaz somente de uma orientação externa. É cego para eventos internos e, daí, incapaz de responder a eles. Resulta ser possível permanecer-se inconsciente da própria persona". (SAMUELS, 2003, p. 74).
Dessa forma, a pessoa acredita que ela é apenas aquilo que aparenta ser, distanciando-se de sua interioridade, daquilo que ela tem de peculiar, individual. Pode-se considerar que, quanto mais identificado com a persona, mais distante de sua interioridade o indivíduo está, ou seja, mais distante de si mesmo e mais preso ao ideal coletivo."

IJEP - INSTITUTO JUNGUIANO DE ENSINO E PESQUISA

"Tudo aquilo que estiver consciente pode ser corrigido. Mas o que escapar para o inconsciente se subtrairá para sempre à...
22/10/2018

"Tudo aquilo que estiver consciente pode ser corrigido. Mas o que escapar para o inconsciente se subtrairá para sempre à correção e poderá degenerar em crescimento desordenado, sem ser perturbado.
Felizmente a natureza cuida de fazer com que os conteúdos inconscientes, mais cedo ou mais tarde, despontem na consciência para aí provocar as perturbações correspondentes."

(C. G Jung, em Mysterium Coniunctionis, vol. 14/2)
arte de Leonora Carrington

Endereço

R. Amintas De Barros, 757
Curitiba, PR

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