06/05/2025
Dar o primeiro passo em direção a um novo objetivo é um ato de bravura, mesmo que o resultado inicial não espelhe a perfeição que idealizamos. Seja o rabisco inaugural em um caderno, o primeiro contato com um cliente, ou a estreia em uma transmissão ao vivo, é natural que a experiência carregue uma dose de estranheza e a sensação de que poderia ter sido aprimorada. Contudo, o fundamental reside no fato de que a jornada teve seu ponto de partida.
Por outro lado, postergar o início, refugiando-se em uma incessante busca por mais conhecimento através de livros, acumulação de títulos acadêmicos e a participação em inúmeros cursos, pode ser um reflexo de um medo mais profundo. Com toda a sensibilidade, é possível que essa hesitação revele uma criança interior ferida, receosa da rejeição e do julgamento alheio. O perfeccionismo, muitas vezes, mascara esse temor de não ser aceito.
É crucial internalizar que o aprendizado floresce no terreno dos erros. Cada tentativa, mesmo que imperfeita, oferece lições valiosas que pavimentam o caminho para o aprimoramento. Portanto, acolha com gentileza seus primeiros esforços e celebre a coragem inerente ao ato de começar.
A trajetória de um projeto ou habilidade assemelha-se mais a um tronco que inicia seu crescimento de forma irregular, mas que gradualmente se endereita em direção ao sol, do que a uma imagem mental de simetria imaculada que nunca se materializa. A inércia, alimentada pela busca incessante pela perfeição antes da ação, inviabiliza qualquer progresso.
Se o receio da rejeição se apresenta como um obstáculo paralisante, talvez o caminho para a superação comece com um olhar compassivo para essa parte de você que ainda nutre inseguranças. Reconhecer e acolher essa vulnerabilidade pode ser o primeiro passo para libertar o potencial criativo e a ousadia que residem em seu interior.