18/03/2026
Houve uma fase da minha carreira em que comecei a reparar num padrão que se repetia: o paciente melhorava, seguia com a vida… e depois voltava. Às vezes com a mesma queixa, às vezes com outra.
Na prática, eu estava fazendo o que aprendi: tratar, aliviar, entregar resultado. Mas aos poucos, aquilo começou a me incomodar. Não porque dava errado, mas porque parecia incompleto.
Comecei a me perguntar o que estava por trás daquilo. Por que alguns sintomas voltavam? O que o corpo estava tentando comunicar antes de adoecer?
Foi aí que as coisas começaram a mudar. Não de uma hora para outra. Mas com estudo, escuta, questionamento e com a consciência de que cuidar de verdade exige mais do que seguir um protocolo.
Hoje, continuo fazendo medicina. Mas com outro olhar. E o mais importante: com a clareza de que saúde não se impõe. Se constrói.