Espaço terapêutico Élpis

Espaço terapêutico Élpis Consultório de Psicologia

Como recomendação adicional, trazemos uma citação da coluna de Lucas Cechetto para Revista Contato (set/out, 2020): "[.....
09/12/2020

Como recomendação adicional, trazemos uma citação da coluna de Lucas Cechetto para Revista Contato (set/out, 2020): "[...] garantir que a pessoa em sofrimento não encontrará em seu acolhimento reproduções das violências que estruturam a nossa sociedade, seja na forma de preconceito, de intolerância religiosa ou de discursos que atribuem à fraqueza essa manifestação de dor"
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Post elaborado pela Psicóloga Érica Schmidt (.psi)

CRP 08/28189

Pouco se fala sobre o suicidio, mas quando ocorre, em diferentes contextos, algumas falas se repetem: “é coisa de louco ...
09/12/2020

Pouco se fala sobre o suicidio, mas quando ocorre, em diferentes contextos, algumas falas se repetem: “é coisa de louco né? “, “a pessoa é muito egoísta de fazer isso”, “é falta de Deus”, “não deve ter seguido o tratamento certo”.

 São inúmeras as hipóteses criadas pelo senso comum e que culpabilizam o sujeito. Mas e quanto ao contexto em que essa pessoa estava inserida? Qual a responsabilidade dos grupos, das instituições e da sociedade no fenômeno do suicidio?

Precisamos falar sobre como esse fenômeno, sentido e vivido de forma tão individual, também tem grande relação com a sociedade. 
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A maioria das pesquisas científicas sobre suicidio são pesquisas epidemiológicas. Quer dizer que são estudos que apresentam dados geográficos, indicam populações de risco e frequência do suicidio. A partir desses dados conseguimos perceber que a maior parte das pessoas que correm mais risco de cometer suicidio estão em uma dada região geográfica, tem uma idade específica, raça, sexualidade, gênero. 

Se é um fenômeno que acontece mais em determinadas populações e em determinados contextos, será que é correto colocar a loucura ou a doença como causa única desse fato? Será que não estamos negligenciando uma série de influências que precisam ser repensadas e modificados por nós enquanto sociedade? Que tipo de ambiente estamos construindo para as pessoas viverem? São ambientes em que elas desejam viver?

O preconceito, o racismo, a homofobia, o machismo, a gordofobia, são problemas que afetam diretamente na qualidade de vida das pessoas. Essas são questões que dizem respeito a todos nós enquanto grupo.

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Reflexão elaborada pela Psicóloga Érica Schmidt (.psi)

CRP 08/28189

Essa semana me deparei com uma fala de Jorge Forbes sobre o querer e o desejo. Ele lançou a seguinte pergunta: você qu...
06/11/2020

Essa semana me deparei com uma fala de Jorge Forbes sobre o querer e o desejo. Ele lançou a seguinte pergunta: você quer o que você deseja?

E parando para refletir sobre a indagação, a primeira resposta pode parecer óbvia: Sim! Eu quero o que desejo! Mas para pensar um pouco além, é preciso ir um pouco além da obviedade.

Não se trata só do querer ou só do desejo, mas sim do investimento necessário para sustentar esse desejo. Considerando que somos seres faltantes, o que se quer, pode mudar ao longo da vida. É a condição de faltantes que nos mantém vivos, é o que nos movimenta. Se nada nos falta então estamos mortos, não há questão, não há mal estar, não há problemas, nem doenças. Não há alegria, não há vontade, não há vivência.

O desejo move. Nos leva a sair da zona de conforto. É por isso que nem sempre queremos o que desejamos, seguir o desejo implica em perder: perder uma posição subjetiva, perder um lugar que se ocupava, perder conforto.

Mas talvez precisemos pegar outro ponto, o medo de conseguir o que queremos. Ou ainda, conseguir o que se quer e sentir que não é o bastante. Sustentar o desejo custa caro, justamente por implicar uma falta ou a possibilidade dela. Em certa medida, isso pode se apresentar na impossibilidade de acolher o percurso percorrido, o sucesso, o objetivo.

Conseguir o que se quer pode ser custoso pois implica em querer algo além, depois de ter conseguido o que se queria antes. Pois o desejo não se fixa num objeto, ele desliza e se cola à um outro querer, e isso volta a nos movimentar, a nos colocar na vida.

Acolher o querer e sustentar desejo nos encaminha para fazer fluir o percurso. Não podemos afirmar que chegaremos “lá”, pois isso seria marcar um fim. O que podemos dizer, é algo do caminho até esse lugar, que é transitório, se desloca e segue nos impulsionado a fazer algo disto.

É sobre o percurso que nos interessa, percurso que talvez possamos chamar de viver. Viver tendo ciência da impossibilidade da completa satisfação.

Conteúdo elaborado pelas psicólogas e psicanalistas em formação, Leticia Ferreira Brandão (CRP 08/28528) e Érica Schmidt (CRP 08/28189).

O atual Presidente da República assinou no início do mês de outubro o decreto 10.502/2020, que trata da Política Naciona...
09/10/2020

O atual Presidente da República assinou no início do mês de outubro o decreto 10.502/2020, que trata da Política Nacional de Educação Especial (PNEE). O texto dá às escolas regulares a possibilidade de não aceitarem alunos de inclusão, retrocedendo em políticas públicas conquistadas nos últimos anos.

O decreto também não faz referência a parceria com instituições jurídicas sem fins lucrativos, o que dá abertura para a privatização do atendimento escolar e outras atividades especiais voltadas às pessoas com deficiência no Brasil.

O Conselho Regional de Psicologia do Paraná, juntamente com suas Comissões de Psicologia Escolar e Educacional e do Núcleo da Pessoa com Deficiência da Comissão de Direitos Humanos, entende que “a proposta de trabalho do novo decreto não aponta para uma atualização da política, mas sim para uma reedição do que já previam as Diretrizes e Bases da Educação Nacional para a Educação Especial na década de 1990” (CRP,  2020). Trata-se então, de um retrocesso que prejudica a inclusão, que já necessitava de melhorias, de pessoas com deficiência no âmbito escolar e social.

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Reconhecemos que os recursos e serviços disponíveis para a inclusão de estudantes com deficiência nunca foram suficientes de forma a assegurar sua plena participação no processo de aprendizagem. Sendo assim, o retrocesso trazido pelo novo decreto tende a piorar esta situação, apontando uma necessidade urgente de desenvolvimento de novas estratégias que possam fortalecer a rede de atenção aos estudantes, seja no ambiente escolar ou fora.
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Conteúdo elaborado pela Psicóloga Érica Schmidt (.psi)

CRP 08/28189

Hoje viemos desconstruir alguns mitos e ditos de senso-comum sobre a depressão.___No nosso story há uma caixa de pergunt...
18/09/2020

Hoje viemos desconstruir alguns mitos e ditos de senso-comum sobre a depressão.
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No nosso story há uma caixa de perguntas, onde vocês podem tirar dúvidas sobre o tema. Também nosso direct e o espaço para comentários estão sempre abertos para que possamos conversar juntos sobre esse assunto tão importante! ✨
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Post criado pela Psicológa Érica Schmidt (.psi )
CRP 08/28189

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Trouxemos hoje alguns lembretes da campanha do Setembro Amarelo, com artes criadas por Aureliano Medeiros. Ressaltamos q...
11/09/2020

Trouxemos hoje alguns lembretes da campanha do Setembro Amarelo, com artes criadas por Aureliano Medeiros. Ressaltamos que a escuta, a fala e a procura de um profissional da psicologia são importantes o ano inteiro ✨
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Equipe Élpis

Em julho deste ano, o Estatuto da Criança e do Adolescente completou 30 anos. A partir do ECA, as crianças e adolescen...
03/09/2020

Em julho deste ano, o Estatuto da Criança e do Adolescente completou 30 anos. A partir do ECA, as crianças e adolescentes passaram a ser vistos como cidadãs e cidadãos, ou seja, sujeitos de direitos.

Ao compilar os deveres da sociedade, Estado e família diante desses sujeitos, o ECA visou o desenvolvimento destes, levando em consideração suas necessidades e particularidades, diferenciando o tratamento dado às pessoas adultas.

Além das leis de proteção à criança e ao adolescente, o ECA também zela pelas famílias e pela promoção de projetos que as auxiliem a cuidar, educar e garantir os direitos das crianças e adolescentes, viabilizando uma série de políticas públicas para fazer valer esses direitos.

Diante de situações de vulnerabilidade ou de violência, as equipes técnicas do conselho tutelar deverão ser acionadas, para que sejam realizadas as avaliações cabíveis e possíveis encaminhamentos. As equipes técnicas são compostas por profissionais de diferentes áreas (multidisciplinar) trabalhando principalmente no auxílio às famílias, orientando e direcionando-as para promoção e proteção da família e da criança/adolescente.

As leis do ECA estão presentes em diferentes espaços e sua presença nesses 30 anos auxiliou a vida e o desenvolvimento de inúmeras crianças e adolescentes no Brasil. É válido lembrar que a responsabilidade do Estado, da família e da sociedade como um todo,de fazer valer os acessos aos direitos e deveres das crianças e adolescentes.

Leticia Ferreira Brandão CRP 08/28528 psicologa e psicanalista em formação.

Essa semana conversamos pelos storys com vocês sobre Relacionamentos Abusivos.Quem se encontra nesses ciclos de violênci...
23/07/2020

Essa semana conversamos pelos storys com vocês sobre Relacionamentos Abusivos.
Quem se encontra nesses ciclos de violência vivencia uma grande dificuldade de sair dessa situação.

Hoje viemos trazer algumas atitudes que podem auxiliar quem está passando por esse processo.

Não esqueça de mandar para aquele amigo, amiga, familiar ou conhecido que está precisando de apoio para sair de uma situação de abuso e violência.
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Post elaborado por Érica Schmidt (.psi)

CRP 08/28189

Tem dias que acordamos com a disposição e a motivação de cumprir tudo que está na lista de tarefas. Conseguimos seg...
14/07/2020

Tem dias que acordamos com a disposição e a motivação de cumprir tudo que está na lista de tarefas. Conseguimos seguir o planejamento e riscar cada item e compromisso anotado na agenda. Mas também tem dias em que acordamos exaustos, não há tanta motivação para seguir os afazeres e cumprimos com as metas mais urgentes adiando as demais com menor prioridade. Isso é comum à todos. Afinal, são dias e dias.

Mas como é difícil lidar com a angústia desses dias menos motivados… como é complicado lidar com a culpa de não cumprir, ou da sensação de “podia fazer mais”. O que não colocamos em pauta nessas cenas, é a nossa humanidade. A nossa singularidade e as peculiaridades de ser e de habitar um corpo. Tem dias que exigimos de nós, coisas que nem sabemos ao certo se queremos, pois a máxima da produtividade nos convence de que não podemos não fazer.

Nós, do lado de cá, também nos pegamos tendo essa exigência nos últimos meses… mas conseguimos encontrar uma forma de lidar com isso: lidando primeiro conosco, para depois pensar em como externar isso por aqui. O ritmo de produção de conteúdo baixou, mas por outro lado escolhemos dar atenção à outras etapas e processos. Essa pausa foi necessária para que lembrássemos do valor da nossa comunicação aqui.

Reconhecer nosso ritmo atual e o momento em que estamos nos fez amadurecer. Nos ensinou a ter paciência, a valorizar cada etapa do processo, a acolher as dificuldades e os sucessos envolvidos na jornada. Podemos falar sobre ritmos e sobre entender o momento atual, depois de parar e olhar para nós mesmas e de falarmos que não, não precisamos fazer além do que nos é possível. Acolher nossos limites nos fez crescer. E esperamos poder partilhar novamente com vocês, os temas que tanto nos movimentam e que nos cativam a seguir escolhendo esse caminho.

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Publicação de Leticia Ferreira Brandão CRP 08/28528 (.psi )

Arte e texto:  ___Equipe Élpis ✨
07/07/2020

Arte e texto:
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Equipe Élpis ✨

Há alguns meses temos vivenciado um espectro de medo e inseguranças contínuas. Medo de ficar doente, medo de alguém ...
05/06/2020

Há alguns meses temos vivenciado um espectro de medo e inseguranças contínuas. Medo de ficar doente, medo de alguém próximo ficar doente, medo de morrer, medo de alguém próximo morrer, saudade de poder ir e vir com liberdade.
Mas ao mesmo tempo, não podemos ignorar que vivendo num país como o nosso, parte desses medos estão presentes todos os dias, há séculos, na vida de pessoas pretas. O medo gerado em função da pandemia soma-se aos medos e receios diários de quem vive no país em que a cada 23 minutos morre um jovem negro.
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Quando pensamos e falamos sobre saúde mental, sempre pautamos a singularidade da vida e da história de cada sujeito que chega até nós. Nós, enquanto profissionais, temos a responsabilidade social e profissional de procurar conhecimento e de perceber como essas desigualdades afetam a subjetividade daqueles que vêm até nós.

Há décadas a desigualdade e o racismo fecham portas, encerram vidas e geram marcas na subjetividade de pretos e indígenas no Brasil e no mundo. Ou seja, além das questões próprias de cada sujeito, as marcas desse histórico social também os atravessam. A questão que venho trazer é a seguinte: quando é que nós (brancos) vamos tomar alguma ação de fato?

Por quanto tempo mais, nós (leia por pessoas brancas) vamos esperar que alguém (leia por pessoas não-brancas) resolva as questões que nós mesmos criamos? Em análise discute-se muito sobre responsabilização do sujeito e dentro de tantos fatos, trabalhos, acessos, não há mais tempo, não há mais desculpas, não há mais vias de seguir nessa lógica de não ação e de não responsabilização.
Se foram brancos que criaram o racismo, é de responsabilidade dos brancos mudar e transformar os mecanismos, rumo à uma sociedade mais equal.

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Questione suas práticas, perceba suas posições e falas, ouça mais, leia, se eduque. A partir da responsabilização, espera-se ação. É a ação de pode mudar estruturas. É a ação que pode gerar resultados.

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Conteúdo por Leticia Ferreira Brandão psicóloga e psicanalista em formação CRP 08/28528

Hoje, dia 18 de maio, vivenciamos o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. E...
18/05/2020

Hoje, dia 18 de maio, vivenciamos o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Esse dia foi escolhido porque é a data em que ocorreu o crime que ficou conhecido como “Caso Araceli”, em maio de 1973, quando a menina Araceli de apenas 8 anos teve todos os seus direitos violados, sendo raptada, estuprada e morta por jovens da classe média da cidade de Vitória (ES). O crime, apesar de sua gravidade, permanece impune até hoje.
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A data marca a luta pelos Direito Humanos de Crianças e Adolescentes em todo o território brasileiro, independente de região, classe, raça e gênero. É uma convocação a toda a sociedade para participar da luta, sensibilizando, informando e mobilizando a população.
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Todas as formas de violação de direitos afetam diretamente no desenvolvimento do sujeito. Para prevenir é necessário conversar com as crianças, criando um ambiente de confiança; conscientizá-las de seus direitos utilizando linguagem apropriada para sua idade; estar atento a sinais de apatia, desânimo, agressividade ou qualquer alteração de comportamento; e principalmente escutá-las e incentivá-las a conversarem. É preciso garantir a toda criança e adolescente segurança e proteção para seu desenvolvimento, longe de abusos e explorações.
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Se você tiver suspeita ou conhecimento de alguma criança que esteja sofrendo violência, faça a diferença e denuncie nos contatos:

Disque 100

Conselho Tutelar

Polícia Civil e delegacia especializadas

Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal

Para crimes na Internet: new.safernet.org.br/denuncie.
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Texto de Érica Schmidt (.psi)
CRP 08/28189

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