Dr. Gustavo Franklin - Neurologia

Dr. Gustavo Franklin - Neurologia Dr. Gustavo Franklin

Médico neurologista
Doutor (Ph.D) em Medicina Interna
Professor PUC-PR

📍Instituto Revigoràte
Av.

Sete de Setembro, 4923, Sala 301, Batel, Curitiba – PR

📞 (41) 3532-2771

www.drgustavofranklin.com.br

24/12/2025

Que este Natal chegue do jeito que a gente mais precisa: sem pressa, sem grandes promessas.

Que seja um dia simples.
Com conversa boa, risadas espontâneas, abraços demorados — ou lembranças guardadas com carinho.

Que a gente consiga descansar um pouco do mundo
e, principalmente, de nós mesmos.

Se o ano foi pesado, que o Natal seja leve.
Se faltou algo, que sobre afeto.

Feliz Natal.
Que ele seja do tamanho do nosso coração.

19/12/2025

Vivemos várias vidas dentro de uma só, e posso provar.

Neste ano, foram tantos acontecimentos únicos. Alguns já parecem distantes, é incrível.

Tive a oportunidade de auxiliar muitas pessoas. Na minha profissão, isso é uma possibilidade constante — e sou profundamente grato pela exigência (silenciosa) que ela impõe: a de estar constantemente atualizado, de buscar estar sempre à frente dos estudos, para que eu seja capaz de ajudar aquele que me procura.

Ainda, eu estive em contato com muitos alunos, que me ensinam tanto. Que honra estar no caminho deles. Tantos alunos bons, comprometidos e que me renovam a esperança na minha profissão. Se depender de mim, todos serão Neurologistas!!

Participei de diversos eventos na neurologia, congressos nos quais tive a honra de ministrar aulas e rever grandes amigos. Gente, eu adoro ver uma aula de neurologia. E eu adoro falar sobre neurologia. Ir em um congresso de neurologia para mim é um prazer imenso. Por isso que todo ano, eu participo de mais de 8 congressos (fora pequenos encontros, jornadas e simpósios).

Neste ano, também foram publicados vários estudos que tive a oportunidade de realizar — frutos de tempo, esforço e colaboração. Eu gosto muito, mas além do gostar, eu entendo como necessário! A ciência não se mantém de forma passiva. Mesmo que a passos curtos, cada um deve contribuir para que possamos destrinchar a arte e a ciência da medicina.

E termino o ano com minha família. Sou um vitorioso.

E para o ano que já se anuncia, peço a Deus que conserve em mim a permanente necessidade de continuar em movimento. Olhando para frente, mas com enorme gratidão pelos passos impressos no caminho.

Nesta vida de várias vidas, sou feliz em todas.

30/11/2025

Nós somos mais, ou somos menos a cada dia?
Ver o tempo passar traz felicidade ou aflição? Ter vivido bem nos deixa mais triste pela saudade… ou felicidade pela alegria vivida?

Não tenho respostas para tudo isso. Talvez ninguém tenha. Mas sei que nos construímos pouco a pouco e nossas memórias são registros desse caminho.

E a forma como reagimos a elas talvez diga muito sobre como reagimos ao mundo.
Há quem olhe para trás com otimismo; há quem veja sombras.

Ainda assim, cada lembrança — boa ou ruim — molda, afia, ensina e faz parte do que somos agora.

Nossos passos, largos ou curtos, firmes ou hesitantes, nos trouxeram até aqui.

E hoje, mais do que nunca, somos nossas memórias:
um mosaico vivo que insiste em nos lembrar que seguimos sendo, com tudo ou apesar de tudo.

Via

26/11/2025

Semaglutida & Alzheimer: o que os novos estudos mostraram

No dia 24/11, foram divulgados os resultados dos dois grandes estudos de fase 3 que testaram a semaglutida oral em pessoas com Alzheimer leve. O objetivo era simples e ambicioso: retardar o avanço da perda cognitiva.

O que se esperava:
Que o medicamento — já conhecido no tratamento do diabetes e da obesidade — pudesse reduzir a velocidade de progressão da doença, inspirado por dados promissores em modelos animais e estudos observacionais.

O que se encontrou:
Apesar de mostrar melhora em alguns biomarcadores da doença, a semaglutida não reduziu o declínio cognitivo em comparação ao placebo. Em outras palavras: os marcadores melhoraram, mas a vida real dos pacientes não mudou de forma significativa. A segurança foi boa, mas sem benefício clínico concreto.

Por que isso importa?
Os análogos de GLP-1 vinham sendo vistos como potenciais agentes neuroprotetores em Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas. Esses resultados mostram que o caminho biológico é mais complexo — e que melhorar sinais “no papel” não garante impacto no funcionamento diário.
Vamos aguardar os próximos passos!

22/11/2025

17o MDS-PAS SCHOOL FOR YOUNG NEUROLOGISTS.

Com todos os participantes. Excelente evento. Oportunidade fantástica para os residentes e jovens neurologistas.

Parabéns a todos alunos que trouxeram casos clínicos, e fizeram uma discussão de alto nível.

Parabéns à pela iniciativa e apoio, parabéns pela organização e .rp.brandao , a todos os colegas que tiveram ao meu lado neste fim de semana, ministrando aulas fenomenais. O aprendizado é mútuo, sempre!

20/11/2025
16/11/2025

Na Doença de Parkinson, os neurônios que produzem dopamina — a substância que coordena os movimentos — vão diminuindo ao longo dos anos. Por isso, o tratamento precisa repor a dopamina e, com o tempo, mantê-la ativa por mais tempo no cérebro.

A base do tratamento é a levodopa, um remédio que vira dopamina dentro do cérebro. Ela funciona muito bem, mas tem duração curta, e seu efeito pode oscilar ao longo do dia.

Para ajudar a levodopa a funcionar melhor e por mais tempo, usamos outras medicações que:
• Evitam que a levodopa seja destruída antes de chegar ao cérebro
• Prolongam o tempo de ação da dopamina no organismo
• Estimulam diretamente os receptores de dopamina (quando o cérebro já não consegue produzir o suficiente)
• Reduzem efeitos indesejados, como “travamentos” e movimentos involuntários

Com essa combinação, conseguimos deixar o paciente mais tempo “bem”, com menos flutuações e maior qualidade de vida.

Em resumo:
A levodopa repõe a dopamina.
Os outros remédios fazem a levodopa durar mais, agir melhor e oscilar menos.

É assim que construímos um tratamento estável, personalizado e que acompanha a evolução de cada pessoa com Parkinson.

14/11/2025

Esta semana mais uma turma termina o período, com desafios peculiares; mas onde revi grandes alunos, e fiz novas amizades. Foram momentos de aprendizado mútuo com pessoas muito queridas, interessadas e estudiosas. Interessantemente, esta turma teve uma média muito maior de pessoas que não participavam e eu sempre tive a sensação de que a aula tinha que render mais. Em resposta, tentei novas estratégias: dividi tarefas, propus mais atividades, incentivei discussões. Ainda assim, eram sempre os mesmos a participar, enquanto outros permaneciam sem iniciativa. O pretexto pode ser qualquer um, a disciplina é difícil, não gosto da matéria, não gosto do professor. Mas, isso pode ser uma armadilha para o aluno, pois as matérias passam, os períodos passam, a faculdade passa, e quem conseguiu aproveitar cada oportunidade, terá se formado um grande profissional. E de fato, oportunidade é como um rio. E eis que os rios podem ser cheio de pedras, ondas, secas ou chuvas, mas há de correr. E, assim, chegamos ao fim do período de mais uma turma. E vi que para cada um que não participava existiam dois, interessados, bem humorados, que fizeram das tardes de quinta muito mais divertidas e proveitosas.

E no último dia de dinâmica com a turma, recebi uma carta tão bonita que precisei lê-la devagar, letra por letra e quis compartilhar com vocês. Senti-me verdadeiramente honrado pelas palavras.

Muito obrigado a meu futuros colegas!

Mensagem aos alunos: Aproveitem o tempo, aproveitem a oportunidade. Elas passam.

Mensagem aos professores e colegas:
Enquanto tiver um aluno querendo aprender, lá estará também, um professor, pronto para se dedicar. E essa combinação é poderosa!

Muito obrigado a meus alunos, foi um prazer estar com vocês! Até breve!

Tanto a privação crônica de sono quanto o excesso (8 h por noite) estão associados a maior risco de doença de Alzheimer,...
28/10/2025

Tanto a privação crônica de sono quanto o excesso (8 h por noite) estão associados a maior risco de doença de Alzheimer, enquanto uma duração intermediária e boa qualidade de sono parecem exercer efeito protetor sobre a função cognitiva. (Wang S, J Neurol, 2024)

Fisiopatologicamente, distúrbios de sono pode comprometer a depuração de beta-amiloide e tau pelo sistema glinfático, favorecendo o acúmulo dessas proteínas e estimulando processos de neuroinflamação e degeneração neuronal, centrais na patogênese da doença. (Wang C, Neuropsychopharmacology, 2020)

Por outro lado, a neurodegeneração de áreas que regulam o sono pela doença — como o hipotálamo e núcleos do tronco cerebral — pode agravar os próprios distúrbios do sono, perpetuando um ciclo vicioso entre má qualidade do sono e progressão da doença. (Lacerda RAV, Ageing Res Rev, 2024)

O consumo de ômega-3 também parece estar associado a menor risco de desenvolvimento e progressão da doença, especialmente quando incorporado antes ou nas fases iniciais do comprometimento cognitivo. A suplementação em si, carece de sustentação científica em humanos, mas uma dieta rica em peixes gordurosos (salmão, truta, sardinha) e fontes vegetais naturais de ômega-3 pode ser útil nesse contexto e é recomendada. (Wei BZ, Am J Clin Nutr, 2023)

A ingestão adequada de vitamina B12, especialmente em idosos, vegetarianos ou portadores de alterações genéticas, também se relaciona a menor risco de demência. Além disso, a deficiência de B12 pode, por si só, causar comprometimento cognitivo reversível, como observado em populações veganas e pós-bariátricas. (Hooshmand B, Ann Neurol, 2023)

Por fim, o consumo elevado de açúcar e de alimentos ultraprocessados está consistentemente associado a maior risco de Alzheimer. Estudos de coorte mostram que o consumo frequente de bebidas adoçadas pode aumentar o risco de demência em até 1,49 vezes, ao promover resistência insulínica, inflamação sistêmica e agregação de beta-amiloide, levando à piora cognitiva progressiva. (Chen H, JAMA Psychiatry, 2025)

O consumo elevado de fast food e alimentos ultraprocessados tem sido associado a um aumento de risco para característica...
21/10/2025

O consumo elevado de fast food e alimentos ultraprocessados tem sido associado a um aumento de risco para características prodrômicas da doença de Parkinson.

Um estudo longitudinal recente, publicado no Neurology, demonstrou que a ingestão prolongada de ultraprocessados, categoria que inclui fast food, está relacionada a maior prevalência de sintomas não motores sugestivos de fase prodrômica de Parkinson, como constipação, distúrbio comportamental do sono REM, dor corporal e sintomas depressivos, com risco de até 2,5x para apresentar três ou mais sintomas prodrômicos em comparação aos de menor consumo

Pesquisadores acompanharam mais de 42 mil profissionais de saúde por 26 anos (Incrível né?!). Eles avaliaram a quantidade diária de alimentos ultraprocessados e a presença de sinais prodrômicos, ou seja, alterações sutis que podem aparecer anos antes do diagnóstico: constipação, perda de olfato, distúrbio do sono REM, dor corporal, lentidão, alterações de humor e cognição.

📊 O resultado impressiona: quem consumia cerca de 11 porções diárias de ultraprocessados tinha 2,5 vezes mais probabilidade de apresentar três ou mais sinais prodrômicos em comparação a quem ingeria menos de 3 porções por dia.

👉 É importante destacar: o estudo não prova que fast food causa Parkinson, mas mostra uma associação FORTE entre dieta ultraprocessada e indícios precoces de neurodegeneração. É muito provável que esta associação seja semelhante para outras doenças como Alzheimer.

🍎 Em contrapartida, padrões alimentares protetores, como a dieta mediterrânea e a dieta MIND, ricas em frutas, vegetais, grãos integrais, azeite e peixes, estão cada vez mais associados à preservação da saúde cerebral.

🔍 Concluiindo: quanto menos produtos ultraprocessados no prato, melhor para o corpo — e para o cérebro.

📖 Referência:
Wang P, Chen X, Na M, et al. Long-term consumption of ultraprocessed foods and prodromal features of Parkinson disease. Neurology. 2025;104(11):e213562. doi:10.1212/WNL.0000000000213562.

Quanto mais ciência estudo mais percebo que a medicina é uma arte de humanidade antes de ser uma ciência de diagnósticos...
18/10/2025

Quanto mais ciência estudo mais percebo que a medicina é uma arte de humanidade antes de ser uma ciência de diagnósticos.

Ainda assim lembrem que o médico sem técnica, inevitavelmente fará mais mal do que bem. O estudo é fundamental.

Parabéns a todos os médicos.

17/10/2025

Isso é um absurdo. E tem muitos, crianças ou os próprios jovens fazendo “publi e parcerias”.

Perguntaram para mim: e adultos com Tourette , a rede social não atrapalha o tratamento, ao fazer vídeos e as pessoas começarem a aplaudir, rir , quando virem falando palavrões, etc? Sem dúvidas, o malefício é enorme. E muitos são falsos Tourettes!!!
Mas o adulto é responsável pelos próprios atos!

E para sociedade com síndrome de Tourette? Isso é péssimo. A doença é séria, e precisa de abordagem séria, e tratamentos sérios! E não é com vídeo de criança falando palavrão e todo mundo rindo que vamos conscientizar qualquer coisa! Seja dito!

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