14/10/2025
No último domingo celebramos o dia das crianças e eu queria falar sobre como foi importante olhar e acolher a minha nos últimos tempos.
Eu fui uma criança triste, não vou mentir… Eu me senti muito sozinha, na maior parte do tempo. Eu tinha a impressão de que não era vista, não era ouvida e sentia o reflexo dos traumas dos adultos, que estavam se esforçando para fazer seu melhor, mas feridas não curadas transbordavam em certos momentos e eu não entendia o que estava acontecendo.
Cresci… Por muitos anos fiquei tentando preencher o vazio que aquela criança sentiu. Não me respeitava, não respeitava os outros e seguia sem entender o que estava acontecendo.
Amadureci… A minha jornada de autoconhecimento me permitiu finalmente entender, não tudo, mas o suficiente para acolher os sentimentos daqueles adultos e, principalmente, abraçar aquela pequena.
Sempre busco olhar para ela com muito amor e digo que ela nunca esteve só.
O caminho pode ser doloroso, mas traz profundo aprendizado e força.
Me orgulho da mulher que me tornei. Muito longe de ser perfeita e arrisco dizer que considero a busca pela perfeição tediosa.
Me tornei uma pessoa que entende seus limites, mas que respeita a história de cada um. Todos fomos crianças e carregamos na bagagem flores, mas também as dores. Não tem jeito.
Pequena Babi, você foi muito corajosa! Enfrentou muitas coisas e se permitiu chorar. Não sabia expressar os sentimentos, mas tentou elaborar, como pode, com sua insistente fé no amor.
Eu vejo você ❤️
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Imagem gerada por IA, onde eu pego minha versão de 5 anos no colo.
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