01/03/2026
Você já se sentiu em seus relacionamentos como se estivesse sempre pisando em ovos, com um medo constante de ser abandonada?
Já se pegou aceitando muito menos do que merece, só para garantir que a pessoa não vá embora?
Essa ferida, muitas vezes, não começa no seu relacionamento atual. Ela é um eco. Um eco daquela criança que, um dia, não se sentiu vista, escolhida ou amada da maneira que precisava.
Quando uma criança experimenta a rejeição, seja por pais ausentes, críticos ou indisponíveis emocionalmente, ela não tem maturidade para pensar: “meus pais têm seus próprios problemas”.
A criança pensa: “o problema sou eu. Eu não sou boa o suficiente para ser amada”.
E então, essa criança ferida cresce. E se torna um adulto que, inconscientemente, busca nos outros a validação que nunca teve.
É aí que mora o perigo:
• A gente escolhe parceiros que são emocionalmente indisponíveis, recriando o cenário da infância na esperança de, desta vez, ter um final diferente.
• A gente se anula, se esforça em excesso e aceita migalhas, acreditando que precisa merecer o amor, provar o nosso valor a todo custo.
• A gente sabota relacionamentos saudáveis porque o sentimento de ser amado de verdade é tão estranho que parece mentira.
A cura não está em encontrar alguém que finalmente preencha esse vazio. A verdadeira cura começa quando nós, adultos, olhamos para a nossa própria criança interior e dizemos: “Ei, eu estou aqui. A rejeição que você sofreu não definiu o seu valor. Eu te vejo, eu te aceito e, a partir de hoje, eu não vou mais te abandonar”.
Esse é o início do amor-próprio. É o primeiro passo para quebrar o ciclo e construir relacionamentos onde você é escolhida não pelo seu esforço, mas pelo seu valor.
Essa reflexão fez sentido para você? Compartilhe nos comentários como você enxerga isso na sua vida.
Ótima noite pessoal
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