18/02/2026
Existem condutas que eu não compactuo no tratamento da coluna.
E se você convive com dor crônica, precisa entender por quê.
1️⃣ Cirurgia como primeira opção.
Cirurgia é uma ferramenta importante, mas deve ser indicada quando há critério claro. Em muitos casos, o paciente ainda não passou por uma investigação funcional adequada. Operar sem entender a causa biomecânica é remover a consequência e manter o problema.
2️⃣ Recomendações vagas como “faz Pilates” ou “vai para o RPG”.
Pilates e RPG são excelentes quando bem indicados.
Mas indicar sem diagnóstico específico é genérico.
Se você não sabe qual estrutura está sobrecarregando, qual segmento está instável ou qual padrão de movimento está alterado, qualquer exercício vira tentativa.
3️⃣ Diagnóstico baseado apenas em exame de imagem.
Ressonância e raio-X mostram estrutura.
Mas não mostram como você se move, como distribui carga, como sua musculatura profunda estabiliza a coluna.
Já vi imagem grave sem dor.
E exame “normal” em paciente travado.
Imagem ajuda. Mas não fecha diagnóstico sozinha.
4️⃣ Tratamento focado apenas em tirar a dor com medicamento.
Remédio pode ser necessário em fases agudas.
Mas quando ele vira a estratégia principal, estamos apenas silenciando o sintoma.
Dor é sinal de desequilíbrio.
Se você anestesia o aviso e não corrige a causa, o corpo encontra outra forma de se manifestar.
5️⃣ Avaliação sem testar hipermobilidade.
Pacientes hipermóveis podem ter excesso de movimento e falta de estabilidade.
Se isso não for identificado, qualquer intervenção pode falhar porque a raiz da instabilidade foi ignorada.
Tratar coluna exige critério, análise e responsabilidade.
Não é protocolo automático. É estratégia personalizada.
Se você quer uma abordagem que investigue profundamente antes de decidir qualquer caminho, escreva “AVALIAÇÃO” nos comentários.