Dra Caroline F Luz Martins

Dra Caroline F Luz Martins MEDICA ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA - CRM 19.338 PR
Consulta medica na área da endocrinologia

LOCAI

04/01/2022

O maior estudo que avaliou pessoas bem-sucedidas na perda e manutenção de peso que existe foi feito nos EUA a partir de uma base de dados. Os pesquisadores levantaram diversas características desses indivíduos e publicaram muito a respeito, sobre assuntos variados, alguns que já comentei, como a importância do exercício físico e da pesagem frequente para a manutenção, mas muito mais. 👉Uma das análises dividiu pessoas em 4 subgrupos, de acordo com características em comum. E desses 4, apenas 1, com cerca de 12 por cento das pessoas, era de pessoas que decidiram emagrecer, conseguiram e nunca mais engordaram (note-se que a maioria das pessoas desse grupo tinha ganho peso por uma razão muito específica e não tinha uma história crônica de obesidade) 👉O que isso significa? Que 90% das pessoas bem-sucedidas em manter o peso tiveram tentativas mal-sucedidas no passado, recuperando o peso perdido, antes de uma nova tentativa. Ou seja, não é porque você tentou uma vez e não atingiu o resultado, ou recuperou o peso, que não conseguirá no futuro. É fácil? Não! Mas muitas vezes são experiências que não funcionaram que nos ajuda a entender e buscar as estratégias que funcionam! 👉De toda forma, é importante que todos saibam que existe uma ciência e muitos estudos por trás da manutenção do peso, não é um processo passivo, como muitos acham, e procurar ajuda profissional para ajudar a perder e manter o peso pode ser muito importante! 👉Muita gente já inicia um programa achando que não dará certo! Se pensar dessa forma, não dará mesmo! Use as experiências passadas para aprender! Ref: Ogden, et al. Cluster analysis of the NCWR to identify distinct subgroups maintaining succesful weight loss. Obesity 2012; ̧ãodepeso

30/12/2021

No verão, uma informação importante: Frutas são excelentes fontes de vitaminas, minerais e fibras e seu consumo deve ser incentivado, ainda mais quando sabemos que o consumo no Brasil segue abaixo das recomendações. 👉Dessa forma, muitos entendem que o consumo de sucos pode ser uma forma saudável de atingir a necessidade diária de frutas, mas é preciso ter alguns cuidados. 👉Há pessoas que, ao imaginar que o suco vem da fruta, que seu consumo pode ser livre, sem calorias, ou não contribui para o ganho de peso. E isso não é verdade. O suco pode conter uma quantidade enorme de frutas, o que aumenta sua carga calórica, ao mesmo tempo que, ao menos com algumas frutas, principalmente se for coado, retira as fibras. Assim, se perde um dos benefícios da fruta e, ainda mais, reduz seu papel de saciedade. 👉Em geral, calorias líquidas tendem a dar menos saciedade, e assim, podem dificultar atingir o déficit calórico no final do dia. 👉Um exemplo clássico é um suco de laranja: pode haver até 5 laranjas, que são consumidas num espaço de minutos. Tente comer 5 laranjas seguidas para ver se consegue! A saciedade de mastigar e comer o bagaço não permitem. 👉Em pessoas com diabetes, a rápida absorção de líquidos também pode elevar a glicemia muito rapidamente. 👉Exceções são sucos de limão e maracujá, muito pouco calóricos (sem açúcar, é claro). 👉Vejo muita gente se surpreendendo quando digo que sucos são calóricos e respondendo: “mas é suco integral”! 👉Consumir mais água é também importante para tirar a ideia de que tudo que ingerimos precisa ter gosto! 👉Veja que não estou aqui “criminalizando” o suco, ou dizendo que não podem ser consumidos nunca, ou mesmo que eles são causa direta de gordura hepática (como alguns dizem). Estou apenas dizendo que seu consumo pode passar a falsa sensação de não ter calorias e ser livre, atrapalhando a percepção de alguns sobre o real consumo calórico. Priorizar o consumo da fruta em si pode facilitar bastante a redução calórica diária!

21/12/2021

Num ano em que excelentes notícias surgiram no tratamento da recebemos mais uma notícia importante já nos últimos dias: a aprovação pela Anvisa da combinação em dose fixa de bupropiona e naltrexona, como a quarta medicação para obesidade que estará disponível em nosso país (as outras são liraglutida, orlistate e sibutramina). 👉Essa combinação já é aprovada há 7 anos nos EUA, sendo uma das mais vendidas por la, e também aprovada pela Agência Europeia. 👉A idéia da combinação é interessante, pois junta duas medicações já conhecidas, a bupropiona (usada para depressão e cessação do tabagismo ) e a naltrexona (aprovada para dependência por álcool e opioides), mas que cada uma delas, isoladamente, tem efeito muito pequeno sobre o peso. Ao se juntarem, no entanto, tem um efeito sinérgico, pois a bupropiona estimula vias de redução de apetite, mas aumenta a produção de beta-endorfinas, substância que aumenta o prazer alimentar; no entanto, a naltrexona inibe o efeito dessas beta-endorfinas, fazendo com que o efeito das duas juntas seja maior do que a soma do efeito de ambas separadas. 👉Nos estudos clínicos, ela é uma medicação de potência média na dose mais utilizada (360mg de bupropiona e 32mg de naltrexona, titulada ao longo de semanas): 6,1% de perda de peso. Mas como toda medicação, há os bons respondedores: 25% perdem mais que 10% do peso e metade mais que 5%. 👉Um outro estudo com modificação intensiva de estilo de vida com a medicação atingiu média de 11,5% de peso. 👉Assim, é uma nova opção que se soma as já existentes, permitindo uma boa resposta para um sub-grupo de pessoas, e aumentando o arsenal para aqueles que não se dão bem, ou não podem usar outras opções. 👉Deve-se lembrar que a bupropiona não pode ser usada por quem tem história de epilepsia e a naltrexona pode reduzir efeito de opióides, além de alguns outros cuidados com uso junto com medicações de ação central. 👉Alguns já usavam a duas medicações juntas, mas a formulação da naltrexona que temos no Brasil é de ação rápida e na combinação fixa recém-aprovada, de liberação prolongada. Ou seja, efetivamente teremos uma nova medicação, que teremos q aprender a usar!

14/10/2021

Recebemos a notícia que o STF derrubou hoje uma lei de 2017 que permitia a venda de alguma medicações anorexígenas para tratamento da obesidade ao tirar da Anvisa o poder de decisão sobre sua comercialização (atenção: não devemos falar “remédios para emagrecer” e sim “remédios para obesidade”, o q é bem diferente). 👉Essa lei surgiu pois a Anvisa proibiu, em 2011, algumas medicações (femproporex, anfepramona e mazindol) e exigiu receita especial B2 com termo para a sibutramina, mas sem proibi-la. As razões para isso não cabem nesse post (eram medicações antigas, sem estudos robustos de segurança a longo prazo e algumas controvérsias), mas a sibutramina seguiu aprovada e comercializada desde então. A lei buscava, no entanto, revogar as outras proibições, com muito apoio de associação de pessoas que tinham ótimos resultados com elas , q ficaram com menos opções até pq eram medicações baratas. 👉Mesmo com a lei aprovada em 2017, o uso dessas outras medicações se manteve muito restrito, a uso em manipulados, e com baixa regulação de qualidade, pois nenhuma indústria farmacêutica quis produzi-las, pela insegurança jurídica de se ter medicações não reguladas pela Anvisa, e cuja lei poderia cair, como caiu, a qualquer momento. 👉Assim, o que o STF legislou agora foi a volta do status pós 2011 e pré 2017 com essas três medicações proibidas; e a sibutramina com sua comercialização normal, com os receituários impostos pela Anvisa.👉Goste-se ou não da decisão da Anvisa, é de fato perigoso termos leis que permitam medicações sem aprovação da agência, independente da doença que trate, e assim não discordo da decisão do STF. Mas ao ler os votos vi também algumas manifestações de desconhecimento sobre a obesidade vindo de alguns juízes, o q me entristece. 👉De toda forma, considerando que já não prescrevia essas 3 medicações por não haver comercialização em farmácias, e que a sibutramina segue aprovada pela Anvisa, a queda dessa lei tem impacto nulo na minha prática, no momento. 👉Mas sempre vale o esclarecimento pois as matérias muitas vezes colocam todas as medicações na mesma caixa.

26/08/2021

Talvez você não saiba, mas 1,8 milhão de brasileiros estão doentes por causa do consumo de refrigerantes e sucos de caixinha. É muita gente.

Bebidas açucaradas podem causar obesidade, diabetes e doenças do coração. O vilão é o excesso de açúcar presente em suas fórmulas. Uma latinha de 350 ml de refrigerante, por exemplo, tem inacreditáveis 7,5 colheres de chá de açúcar.

O resultado é amargo para todo mundo: o SUS gasta R$ 2,9 bilhões de reais por ano no cuidado às pessoas que adoecem por causa do consumo dessas bebidas.

É por isso que precisamos da sua ajuda pra pressionar os parlamentares a incluir o aumento de imposto sobre essas bebidas na reforma tributária.

Assine agora a nossa petição contra as bebidas açucaradas e apoie esta causa pela vida: https://bit.ly/3DkrS9S.

Tributo Saudável bom para economia, melhor ainda para saúde.



ACTbr Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade - ABESO Ifmsabrazil OPAS OMS Brasil - PAHO WHO Brazil

Realmente é importante manter o corpo em movimento!
26/08/2021

Realmente é importante manter o corpo em movimento!

A pandemia de COVID-19 teve impacto grande no sedentarismo de boa parte da população, por menor tempo de atividade física não programada (por andarmos menos) e também redução drástica do exercício físico. Com a obrigatoriedade de máscaras, muitos não retornaram ao exercício por não se sentirem confortáveis de fazer exercícios de máscara, mas recentemente uma série de estudos vem avaliando as respostas ao exercício do uso de diferentes tipos de máscaras em diferentes cenários. 👉Nem todos os estudos concordam em alguns pontos, mas há uma tendência geral de se mostrar que 1- o impacto sobre parâmetros ventilatórios (oxigenação e CO2) é mínimo, mesmo com N95 2-o impacto sobre trabalho respiratório (frequência, volume, etc) é mínimo ou inexistente 3-alguns estudos mostram redução leve de rendimento, outros não, mas o efeito não é limitante 4-o fator mais limitante é a sensação subjetiva (ou seja, de difícil mensuração) de desconforto que algumas pessoas reportam, mas isso tem pouca influência sobre parâmetros objetivos cardio-respiratórios e portanto pode ser modificável com o uso em longo prazo, e que podem ter relação com o colapso da máscara (comum em máscaras de tecido). 👉De forma geral, a máscara cirúrgica se saiu bem como opção no exercício (que poderia ser substituída pelas máscaras de exercício com filtros semelhantes à cirúrgica). N95 causam mais desconforto e trabalho respiratório, e as de tecido mais sensação de desconforto por colarem no rosto na inspiração. Para pessoas com algumas doenças crônicas cardio-pulmonares, podem existir algumas particularidades q merecem discussão com médico, mas ainda assim raras contra-indicações👉Esses estudos reafirmam a segurança de se usar máscaras ao se exercitar durante a pandemia e que eventual desconforto inicial pode ser facilmente superado. Com certeza, muito melhor fazer exercício de máscara do que não fazer nada! Ref: Hopkins. Face masks and the CR responde to PA in health and disease. Ann Am Thorac Soc 2021

Contatos atualizados! Aguardo vcs!
21/08/2021

Contatos atualizados! Aguardo vcs!

23/07/2021

Um conceito difundido em relação ao tratamento da obesidade é a ideia de q existe “efeito rebote” quando se usam medicações ou que medicações não funcionam “porque quando paramos engordamos tudo de novo”. 👉Para entender melhor esse conceito, precisamos separar dois pontos. 👉A ideia de “efeito rebote” diz q ao interromper um tratamento existe um efeito contrário rápido q te leva a um ponto pior do q estava originalmente. Exemplo: se eu pesava 80 kgs, perdi 10kgs com o tratamento e o interrompi, rapidamente engordo e vou até 90 kgs. Não há nenhuma evidência de que isso ocorra com as medicações aprovadas para 👉Em 2o lugar, existe a ideia de que a medicação não funciona pois “ao parar se engorda tudo de novo”. Isso pode de fato ocorrer e é comum, mas para mim isso significa exatamente o contrário: que ela funciona! Afinal, na sua ausência, a aumenta e a tendência de ganhar volta. 👉A “culpa” da recuperação de peso após tratamento é da doença crônica (obesidade) e não do tratamento. Se você tem ̃o e para a medicação a pressão sobe. O mesmo com medicação para etc. Existe uma tendência natural do peso retornar ao ponto de origem sem tratamento, pois a fome aumenta e o gasto energético se reduz quando emagrecemos. 👉A mesma ideia vale com qualquer :se você faz por um tempo e a abandona tende a retornar ao peso. Uma outra analogia seria com exercício: ninguém diz que “exercício não funciona, porque quando você o larga, perde massa muscular”. 👉Tudo isso para dizer que obesidade é crônica e seu tratamento para ser bem sucedido também deve ser. 🤔Então devo tomar medicações para o resto da vida? Em muitos casos sim, quando o benefício clínico da perda de peso é evidente. Mas não necessariamente. É possível “trocar” o tratamento. Aumentar o exercício, a vigilância e mexer de forma estrutural com a alimentação. É fácil? Não, mas possível. O que ocorre na maioria das vezes, porém, é que as pessoas largam a medicação junto com o acompanhamento e retornam às rotinas anteriores, recuperando o peso e “culpando” o tratamento e não a doença crônica!

Continuem se cuidando e usando máscaras eficientesVai passar🙏🏼🙏🏼🙏🏼🙏🏼
11/06/2021

Continuem se cuidando e usando máscaras eficientes
Vai passar🙏🏼🙏🏼🙏🏼🙏🏼

Um conceito básico sobre campanhas de vacinação é que é uma estratégia coletiva, cujo objetivo principal é tornar toda a comunidade imunizada e frear a circulação do vírus. Assim, quem se vacina protege a si próprio, claro, mas também protege quem não pode ou não conseguiu se vacinar. Por outro lado, de poucos se vacinam, o vírus segue circulando e podendo infectar até alguns vacinados, visto que nenhuma vacina é 100% eficaz; por isso os vacinados devem manter os cuidados quando apenas uma pequena parcela da população se vacinou, como aqui, e daí a importância de campanhas rápidas. 👉Essa ideia se torna mais clara com um estios recém publicado com dados de Israel. Lá (cuja vacina utilizada foi a da Pfizer), calculou-se que para cada 20% da população imunizada, a proporção de não vacinados que se infectam cai pela metade (avaliado no estudo como pessoas abaixo de 16anos, que não podem se vacinar)! Ou seja, uma prova cabal da ideia de imunidade coletiva pela vacinação e que se os adultos se vacinam protegem também as crianças e adolescentes! 👉Claro que com outras vacinas os dados podem ser um pouco diferentes, mas como os estudos de vida real estão mostrando uma efetividade muito boa de todas as vacinas que utilizamos por aqui, os números podem variar um pouco, mas a ideia geral não muda! 👉Não podemos perder tempo! Cada pessoa imunizada importa, e cada dia de atraso significa mortes que poderiam ser evitadas! 👉Quando chegar sua vez, vacine! Mas não relaxe as medidas até uma proporção muito maior da população estiver vacinada! Ref: Milman. Community-level evidence for Sars-Cov-2 vaccine protection of unvaccinated individuals. Nature Medicine 2021

27/05/2021

Diabetes é um conhecido fator de risco para complicações da COVID-19, mas o contrário também já preocupa a comunidade médica desde meados do ano passado: a infecção pelo coronavirus como um fator de risco para o aparecimento do diabetes ou piora do quadro de diabetes pré-existente. 👉Um novo estudo italiano traz novos dados que corroboram a idéia de que a infecção pode sim alterar marcadores de glicemia e resistência à insulina. 👉Nesse estudo com pacientes hospitalizados, 27% dos pacientes foram admitidos com diabetes (um pouco mais da metade já sabia ter diabetes, e os outros não, mas isso não significa necessariamente que não tinham). 👉Entre os que não tiveram esse diagnóstico à internação, mais de 60% (ou 46% da amostra total) tiveram hiperglicemia importante na UTI, além de outros marcadores de resistência à insulina e sinais de excesso de estímulo ao pâncreas, que poderia ser deletério no longo prazo. Esses indivíduos também permaneceram em média mais tempo internados. 👉Alguns pacientes que tinham glicemia normal à internação foram avaliados também com monitorização contínua de glicose durante e após a internação. 👉Durante a internação, haviam várias alterações clinicamente significativas e 60 dias após, algumas ainda permaneciam em parte do grupo, por exemplo, com mais tempo de glicemia acima de 140 e glicemia de jejum alterada. 👉Não se falou sobre o uso de corticoides, que também aumenta muito a glicemia e pode ser um fator de confusão na amostra, mas o estudo sugere que a percepção clínica de que pessoas com diabetes passam a ter controle mais difícil após internação é real; e levanta a possibilidade da infecção ser um fator de risco futuro para diabetes (embora a extensão ainda não possa ser dimensionada). Como estamos alertando, as consequências da infecção podem ir muito além do período ativo do vírus e podemos ter que lidar com um grande número de pessoas com persistência de complicações no longo prazo. Não é brincadeira. Ref: Montefusco. Acute and long-term disruption of glycometabolic control after SarsCov2 infeccionado. Nature Metab 2021

21/05/2021

É comum que pessoas tenham dúvidas sobre padrões alimentares, ao perceberem que defensores de estilos opostos de alimentação usam argumentos semelhantes para defendê-los. 👉Por exemplo, recebo ainda pacientes (embora cada vez menos) que acreditam que a grande razão de seu ganho de peso é “não comer de 3/3horas” e outros que acham que eu certamente recomendarei isso a eles. Muitos dos proponentes desse padrão dizem que isso reduz a fome na refeição seguinte e evita que o corpo economize energia, mas nenhum estudo bem conduzido demonstrou isso e, pelo contrário, aumentar o número de lanches aumenta as escolhas e a necessidade de planejamento e podem inclusive aumentar inadvertidamente o consumo calórico. 👉Do outro lado, os que sugerem o jejum intermitente, usam argumentos semelhantes: menor fome e aumento do gasto energético por cetose. Embora reduzir o número de refeições possa facilitar nas escolhas e reduzir o consumo, sem aumento de fome para muitos, não há nenhuma evidência de aumento de gasto energético. Ao mesmo tempo, não podemos esquecer que também comemos por razões sociais e culturais, e isso deve ser respeitado. 👉Independente do padrão alimentar, emagrecemos ao comer menos calorias: isso pode ser feito com jejum intermitente, se você não supercompensa calorias depois; pode ser feito com múltiplas refeições pequenas (mas exige um excesso de planejamento e acho na maioria das vezes contraprodutivo); ou de outras formas, como três refeições/dia. O mais importante é perceber qual a forma que faz você sentir menos fome ao longo do dia (pois a fome sempre aumenta após perda de peso), sofre menos (pois dietas sofridas ou muito contra-intuitivas não vão durar, e o objetivo de um tratamento é melhorar e não piorar qualidade de vida) e faça sentido para sua vida social (não deixar de comer com sua família, por exemplo). 👉Quando entendemos esses pontos e desbancamos mitos, aumentamos muito a chance de sucesso! Ref: Kant. Evidence for efficacy and effectiveness of chances in eating frequency for BW management. Adv Nutr 2014

24/04/2021

O uso de em mulheres sem uma clara indicação, vem crescendo exponencialmente nos últimos anos e gera preocupações pois há poucos estudos que avaliam segurança a longo prazo. 👉Nesse sentido, estudos genéticos podem fornecer pistas indiretas importantes pois, ao avaliar genes associados com maiores ou menores níveis de testosterona, consegue inferir se esses níveis podem estar associados, ao longo da vida, com riscos maiores ou menores de algumas doenças. 👉Um estudo assim foi publicado na prestigiosa Nature Medicine, e avaliou homens e mulheres, mas aqui vou me concentrar apenas nas mulheres. O estudo tem varias nuances, mas de uma forma simples, mostra que variantes genéticas que estão associadas a níveis mais altos de testosterona em mulheres aumentam o risco de diabetes tipo 2 em 37%, de síndrome dos ovários policísticos em 50% (ajudando inclusive a decifrar que provavelmente a testosterona alta é uma das causas, e não consequência, da síndrome) e um aumento nos cânceres de mama e endométrio (embora com redução nos cânceres de ovário). 👉Como disse, são dados indiretos, mas em geral análises como essa são consideradas importantíssimas para avaliação de causa e efeito, e impacto de longo prazo de um determinado fator nos riscos de doença, e diversos outros estudos com outros marcadores já mostraram que é uma ferramenta muito válida! 👉Muitos endocrinologistas vem alertando para os abusos do uso de testosterona em mulheres, muitas vezes por fins estéticos, ou baseado em valores de laboratório imprecisos (não dá para me aprofundar aqui, mas não devemos fazer diagnóstico de deficiência de testo em mulheres com base em exames de sangue). Há algumas poucas situações em que o uso de testo deve ser considerado, como em mulheres na com desejo sexual hipoativo (embora tb haja controvérsias sobre essa indicação), mas em mulheres pré-menopausa ou pós-menopausa com sintomas inespecíficos, seu uso não é recomendado. Sabemos pouco dos riscos, e esse estudo nos ajuda a ver que não são tão baixos assim! Ref: Ruth, Using genetics to understand disease impacts of testosterone. Nat Med 2020

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