Amélia Sayuri Tanji Grande -CRP 08/24472- Psicóloga / Psicanalista

Amélia Sayuri Tanji Grande -CRP 08/24472- Psicóloga / Psicanalista " Entrar em análise é sair de uma moral dos costumes e se instalar na ética do desejo"
(Jorge Fo

20/03/2026

"Me falo com voz de mulher" é mais que um livro; é um convite para mergulhar na sensibilidade e na força do feminino através da psicanálise e da poesia. 🌸✨
Escrito por Amélia Sayuri, cada página busca dar voz ao que muitas vezes silenciamos.
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15/03/2026
16/02/2026

Ser ou não ser? Quero a falta a ser!
Amélia Sayuri
Eu queria escrever um poema.
Mas quando fui até a geladeira,
comeram o último pedaço de pizza.
Quando busquei a garrafa térmica,
não restava uma única gota de café.
Quando sentei no sofá e a ponta da caneta ia alcançar o papel,
a luz acabou.
E quando mergulhei nos meus pensamentos,
encontrei o silêncio das palavras:
uma ausência de mim mesma.
Muitos pensamentos,
mas a palavra poética
estava muda,
me desobedecia.
O tédio, então, ocupou o espaço.
A falta cresceu, devorando a folha em branco,
até que o sem-sentido
começou a cair feito chuva fina no papel.
Era o corpo me convocando:
cada gota de chuva,
cada gota de tinta da caneta,
o gesto das mãos
sentindo a caneta,
romperam o tédio
manchando as palavras presas na coleira da linguagem,
desafiando as palavras infantis recheadas de algodão-doce.
Quero o movimento livre: molhar palavras, retirar o açúcar delas.
Não me importa o sentido.
Aqui, as palavras pulam amarelinha,
querem alcançar o céu.
Qual céu?
O céu estrelado, o céu azul-piscina
onde as letras boiam,
sem o embrulho de fast-food.
Palavras em slow motion,
tão lentas que escapam das amarras do tempo,
fazendo barulho de garoa.
Nesse instante, inverto a amarelinha:
do Infinito, volto ao Início.
E o Início é o próprio Infinito,
pois encontro a possibilidade de nascer.
De florescer a cada gota de chuva que molha a terra:
Rosa de Silesius
De poemar a cada gota de tinta que molha o papel:
palavras claricianas.
Qual é o começo?
O germinar da semente?
O óvulo encontrando o espermatozoide?
O pai desejando uma filha princesa?
O parto?
O instante em que minha mãe me adota em sua loucura amorosa?
Ou
quando traio a minha criança, renasço outra.
Dentro do tédio.
Amo o tédio.
A identidade me deixa infeliz:
sua forma excessiva
tem o tamanho de uma bailarina de uma caixa de música,
girando toda vez que alguém dá corda.
A corda do outro me enforca.
Enquanto muitos buscam os prazeres e os likes da repetição,
eu questiono a origem da minha identidade.
É no ritmo da palavra muda,
naquilo que nada diz,
naquilo que está distraído,
atraindo um novo ritmo,
um novo pa

11/02/2026

Sobre(peso)
Magali, em sua ambivalência despercebida, vive preenchendo o furo. Esquece que, entre os extremos, o furo a convoca a esticar as pontas e deixar surgir o intervalo — esse espaço onde algo novo pode acontecer. Não sei se me faço entender. Vou narrar um dia de Magali, quem sabe...
Magali acordou com a famosa alergia ao redor dos olhos. Era o jeito de contornar a invisibilidade da qual há meses se queixava. Tentou vestir o collant que o marido achava sensual, com a saia rodada, mas estava tudo apertado. Havia engordado cinco quilos nos últimos meses. Insatisfeita, colocou um vestido soltinho para disfarçar a barriguinha.
O marido, na correria com os clientes, deu apenas um beijo na testa e saiu para o trabalho. O filho adolescente, como sempre de fone, protegendo-se das advertências maternas, exigiu café quentinho e zombou da cara de panda da mãe. O menor precisava de ajuda com a lição de casa. Depois de orientá-lo, Magali colocou roupas na máquina e foi para a cozinha.
Caprichou no almoço. Seguiu passo a passo a receita da lasanha da avó: esticou a massa no cilindro, ralou o queijo provolone, fez o molho bolonhesa, montou a travessa e colocou para assar. Enquanto a lasanha dourava, preparou salada de escarola com bacon frito. Tudo de dar água na boca. Era o prato preferido da família, não precisava ser domingo; bastava a saudade do colo quente da avó.
Todos comeram e se empanturraram. Não sobrou lasanha para a janta. O marido, como de costume, almoçou e levou os filhos à escola. A casa silenciou.
Magali aproveitou os minutos restantes para organizar o quarto do caçula, tropeçando em roupas e brinquedos. Lembrou-se da infância e de como era responsável para não pesar a vida dos pais. Pendurou roupas no varal, ligou o robô aspirador, iniciou o trabalho home office.
Ao escrever um e-mail, estranhou a palavra excessão. Consultou a I.A., que corrigiu para exceção.
— Por que a I.A. não comete excessos? — Talvez porquê ela não queira ser amada - E ser amada é ser exceção? E os olhos saltados da mãe com o bigode de Hi**er agredindo-a verbalmente e fisicamente por ter tirado 7 na prova de português apareceu como um sonho sem sentido, nesse momento.

02/02/2026

.a.r.c.e.l.o.a.r.i.e.l

02/02/2026

13/01/2026

Mais um ano participando dessa coletânea e desse projeto pulsante do .offflip . Obrigada pela oportunidade!

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