Sara Saad − Psicologia e Psicanálise

Sara Saad − Psicologia e Psicanálise Consultório de psicologia e psicanálise para crianças, adolescentes e adultos. Entre, sirva uma xícara de café e fique à vontade!

Aqui é um lugar onde falaremos sobre questões do dia a dia de uma forma leve e acessível, sempre trazendo a visão da psicologia e psicanálise. Sara Saad é psicóloga com mais de 10 anos de experiência e especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise, atendendo crianças, adolescentes e adultos.

01/03/2026

Violência doméstica não é só agressão física.

É humilhação, controle, ameaça, manipulação, isolamento.
É viver com medo e se sentir diminuída todos os dias.

A Lei Maria da Penha reconhece que a violência pode ser também psicológica, moral, sexual e patrimonial.
Se fere sua dignidade, é violência. 💜






01/03/2026

O 8 de março não nasceu como um dia de flores, mas de luta.

No início do século XX, mulheres trabalhadoras saíram às ruas na Nova York exigindo melhores condições de trabalho, redução da jornada e direito ao voto.

Décadas depois, a Organização das Nações Unidas oficializou o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher, reconhecendo a importância histórica e política dessa data.

Celebrar o 8 de março é lembrar que cada direito conquistado nasceu da coragem de mulheres que ousaram falar, trabalhar, estudar, votar, existir.

Que o mês de março não seja apenas um momento de homenagens, mas de memória, compromisso e transformação.

Porque a história das mulheres é feita de resistência, mas também de esperança. 🌷



Violência doméstica contra mulheres e o papel da igrejaCerca de 3,7 milhões de mulheres no Brasil sofreram violência dom...
27/02/2026

Violência doméstica contra mulheres e o papel da igreja

Cerca de 3,7 milhões de mulheres no Brasil sofreram violência doméstica nos últimos 12 meses.

Segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, essa realidade ainda é alarmante e atinge mulheres de todas as classes e religiões, incluindo aquelas que buscam co***lo e apoio nas suas comunidades de fé. 

E mais: cerca de 70% das mulheres evangélicas que passaram por violência doméstica disseram ter buscado apoio nas suas igrejas — um número que mostra tanto a confiança na fé quanto os desafios que muitas enfrentam para romper o ciclo de violência. 

Mas qual tem sido o papel das igrejas e lideranças religiosas nesse cenário?

Como podemos transformar acolhimento em proteção real, sem deixar que discursos mal interpretados incentivem o silêncio ou a permanência em relações abusivas?

Nesta live, vamos conversar sobre:

• O impacto da violência doméstica entre mulheres evangélicas
• A importância da fé aliada à proteção e à ação prática
• Como a igreja pode ser um espaço seguro e ef**az de apoio, denúncia e prevenção

📅 Quando: Terça-feira (03/03/26), às 21h
📍 Onde: Instagram ao vivo

Marque na agenda e venha debater conosco. Porque fé não signif**a silêncio: signif**a coragem para proteger vidas. ❤️

09/02/2026

Pela lente da psicanálise lacaniana, a tragédia de Romeu e Julieta não fala sobre a grandeza do amor, mas sobre a ilusão que construímos em torno dele.

Lacan nos lembra que o amor nasce da falta. Amamos a partir do que nos falta, do que imaginamos que o outro possui e poderia nos completar. O problema começa quando transformamos essa falta em exigência de salvação.

Romeu e Julieta não se amam no campo do real. Se amam no campo do imaginário. Cada um projeta no outro a promessa de cura para suas dores familiares, sociais e subjetivas. O outro deixa de ser sujeito e vira função: a de tamponar um vazio interno.

Isso é o que Lacan descreve como uma relação mediada pela fantasia. Não é o encontro com o desejo real do outro, mas com a imagem que sustenta a própria carência.

Quando o amor vira promessa de completude, qualquer ameaça de perda se torna insuportável. Porque perder o outro, nesse nível, não é só perder alguém, é perder o próprio sentido de existir que foi depositado nele.

Por isso a psicanálise não romantiza esse tipo de vínculo. Não há amor onde não há separação possível, onde não há falta reconhecida, onde o outro precisa carregar o peso de dar sentido à minha vida.

Amar, para Lacan, não é encontrar quem me completa. É sustentar o desejo mesmo sabendo que o outro nunca preencherá totalmente meu vazio.

O amor que suporta o tempo, a rotina e o real é aquele que não tenta fugir da falta, mas aprende a viver com ela, ao lado de alguém que também a reconhece.

06/02/2026

Muitas mulheres ainda acreditam que, para serem amadas, precisam se anular – cortar a voz, os desejos, a essência, como a Pequena Sereia que trocou cauda por pernas que doem como facas, só para caber no mundo do príncipe.

Na psicanálise, isso é dependência emocional pura: um recalque freudiano do self, onde o superego opressor – eco de pais ou fantasias infantis – nos faz silenciar o id pulsante, buscando validação no Outro narcísico, virando espuma ao diluir-se no vazio alheio. Não é amor; é masoquismo inconsciente, repetição compulsiva de abandonos primitivos, onde o ego se submete para evitar o pavor da solidão.

Mas há saída: a psicoterapia psicanalítica desenterra essas raízes, ilumina padrões sabotadores, reconstrói limites e desperta a autonomia – você não some, renasce inteira, amada por ser você.

02/02/2026

Você já se olhou no espelho e não reconheceu o reflexo?

Como se, em algum instante furtivo, sua face verdadeira tivesse se dissolvido, deixando apenas uma máscara serena, triste e vazia – olhos sem brilho, mãos inertes, coração que nem se mostra.

Cecília Meireles, em “Retrato”, nos arrasta para esse abismo narcísico freudiano: o eu se fragmenta, o inconsciente recalca a essência viva, trocando-a por uma sombra melancólica, paralisada.

A mudança veio tão simples, tão certa, tão fácil... mas onde ficou perdida aquela face que pulsava? É o duplo em crise, o Self exilado, clamando por integração – padrões sabotadores que nos engolem sem alarde.

E se essa angústia não for fim, mas convite para resgatar o que o espelho reteve?

27/01/2026

Perdido no excesso: o que “De Tanto Amor” revela sobre nós?

Imagine-se afogado em um mar de afeto, onde o “eu” se dissolve como sal na onda. É isso que Roberto Carlos canta em “De Tanto Amor”, voz que Nando Reis reacende, pintando o colapso do sujeito no vórtice da paixão. Freud (1921) já via nisso o libido migrando do self para o amado, uma fusão que embriaga – até o delírio confessado: “Ah! Eu enlouqueci”. Prazer e risco dançam no fio da navalha, onde amar demais é se anular.

O adeus que corta a alma

“Vou chorar mais uma vez”: o rompimento não é só perda de um corpo, mas o luto freudiano (1917), esse despir lento da energia presa ao ausente. Doloroso, gradual, como arrancar raízes vivas. E o “erro”? Não uma culpa banal (“Aí foi que eu errei”), mas o instante em que se vê: entreguei-me inteiro e me quebrei no processo. O eixo da identidade, torto pela ilusão de completude.

A falta que nos move

Lacan (1998) chamaria isso de falta primordial – o buraco que alimenta o desejo, forçando-nos a soltar. No olhar final “nos olhos seus”, resistimos ao vazio, sonhando com união eterna. Mas o corte vem, implacável. Eros clama pela fusão; Thanatos, pela ruptura. A canção é espelho dessa guerra interna: no desamor, perdemos o outro… e nos achamos, partidos, mas inteiros.

Você já sentiu esse afogamento no amor? O que ele esconde sobre seus padrões repetidos?

20/01/2026

Chapeuzinho Vermelho não fala só de uma menina e um lobo.
Fala de encontros que parecem inocentes… mas escondem perigo.

O lobo não chega gritando.
Ele chega falando baixo, sendo gentil, dizendo que quer ajudar.
O abusador também.

Na psicanálise, o abusador muitas vezes ocupa o lugar daquele que quer ser tudo para o outro:
controla, define, protege “demais”, decide, guia…
mas por trás disso existe uma necessidade de poder, não de amor.

Ele não suporta que o outro tenha desejo próprio.
Então vai minando:
primeiro a autonomia, depois os vínculos, depois a identidade.

Assim como o lobo desvia Chapeuzinho do caminho,
o abusador afasta a pessoa de si mesma.

E o mais perigoso:
ele faz isso dizendo que é “por amor”.

Mas amor não aprisiona.
Amor não apaga quem você é.
Amor não exige que você se perca para o outro existir.

Cuidado com quem quer te salvar…
tirando de você o direito de ser.

16/01/2026

Às vezes, o maior medo da infância não vem do mundo lá fora, vem de dentro de casa.

O retrato dessa mãe controladora e abusiva mostra algo que muita gente viveu, mas nunca conseguiu nomear: quando o amor vira condição, quando o cuidado vira cobrança, quando ser filho vira ter que merecer existir.

Na infância, a gente aprende quem é a partir do olhar de quem cuida. Se esse olhar julga, controla e humilha, a criança cresce achando que precisa se moldar para não ser abandonada. E aí nasce um adulto que:
— tem medo de errar
— vive buscando aprovação
— se culpa por sentir
— se sente insuficiente mesmo quando faz tudo certo

Não é só sobre uma mãe difícil. É sobre uma marca invisível que f**a quando quem deveria proteger se torna ameaça.

Muita gente não sofre pelo que vive hoje, mas pelo que precisou ser ontem para sobreviver.

E talvez amadurecer não seja virar “forte”, mas ter coragem de olhar para essa criança ferida e dizer: você não precisava ter sido perfeito para merecer amor.

11/01/2026

O poema nos mostra que ninguém nasce “do zero”.
A gente nasce dentro de histórias que já estavam acontecendo antes da gente chegar.

Cada mulher que fala no poema carrega marcas do que viveu: silêncio forçado, dor, luta, sobrevivência.
Mas a voz de uma nunca apaga a da outra — elas se juntam.

É assim também com a gente.
O jeito que falamos, sentimos, amamos e sofremos não começa só na nossa infância.
Vem de antes: da família, da história, do que foi calado, do que foi suportado.

Quando a última voz aparece no poema, ela não é só mais livre.
Ela é feita de todas as outras.
Ela fala porque outras tentaram.
Ela existe porque outras resistiram.

Esse poema lembra uma coisa simples e profunda:
a gente não carrega só o próprio nome.
Carrega histórias que nunca foram totalmente contadas —
e que agora encontram um jeito de existir pela nossa voz.

06/01/2026

Talvez você entre em 2026 com os ferimentos ainda frescos de escolhas que pesam nos ombros.

Relacionamentos que não deram certo, decisões que trouxeram destruição, e agora você sente aquela verdade crua que o Freud ouviu de seu paciente desesperado: a vida é vazia, é incerta, é angústia.

Sim, a vida é tudo isso. Mas você não precisa morrer por causa disso.

Reconhecer o vazio não é se entregar a ele. Sentir a angústia não é ser consumido por ela. A vida segue tendo seus vazios, suas incertezas, suas doenças invisíveis que habitam o desconhecido. Mas você também pode estar bem assim.

Como uma criança que descobre uma folha caída no chão — ela não nega a morte que aquela folha representa. Ela a observa, sente a textura, admira as cores do fim. E ainda assim, seu olho brilha. Seu coração pulsa com a curiosidade de simplesmente estar ali.

2026 não será a eliminação de suas dores. Será o retorno ao amor por estar vivo apesar delas.

Porque a verdade é que a vida não é só bela, mas você deve escolher vê-la com graça — ainda que seja feita de sombras e luz em proporções que nunca conseguimos controlar.

Esse é o convite: não para fugir da realidade, mas para dançar com ela. Para entender como transformar a angústia em sabedoria, e a dor em propósito.

Como você escolhe começar esse novo ano?

29/12/2025

Nem toda escuridão aparece de repente. Muitas vezes, ela começa como um pequeno “incômodo” que a gente aprende a ignorar.

Fomos ensinadas a dar o benefício da dúvida, a ser compreensivas, a acreditar que tudo “vai melhorar”. Mas maturidade também é reconhecer quando algo não está saudável — e honrar o que a nossa intuição tenta dizer em silêncio.

Perder a ingenuidade pode doer, mas ganhar consciência protege.
Gentileza não é se calar diante do que machuca. Amor não é suportar o intolerável. E luz não é negar a sombra — é enxergá-la com clareza para não ser engolida por ela.

Se algo dentro de você grita “isso não está certo”, escute.
Você merece relações onde exista respeito verdadeiro, cuidado real e segurança emocional. Ver a realidade como ela é não nos endurece — nos liberta.

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