Odontopediatra e Consultora em Amamentação - Dra. Suzana Beatriz Fucio

Odontopediatra e Consultora em Amamentação - Dra. Suzana Beatriz Fucio Sou mãe do Theo, de 6, e da Sarah, de 18. Sou Odontopediatra há 16 anos, especializada no atendimento a bebês, desde as questões de frênulos orais.

Sou Consultora em Aleitamento Materno há 5 anos e a partir de 2020 uma IBCLC! O aleitamento materno possui inúmeros benefícios à mãe e ao bebê, mas algumas dificuldades podem surgir, como a pega inadequada, fissuras nas mamas, baixa produção de leite, leite "empedrado" ou mesmo a insegurança materna, interferindo nesse momento tão especial. Portanto, orientações podem ser buscadas nos períodos pré e pós-natal, a fim de tranquilizar e tornar mais agradável esse processo de adaptação e aprendizagem entre família/bebê. A Odontologia para Bebês tamabém está fundamentada em orientações preventivas aos pais, tendo como objetivo evitar o tratamento dentário através da manutenção da saúde bucal. Para tal, deve-se informar a respeito dos benefícios da amamentação, hábitos de higiene, dieta e sucção e uso correto de flúor.

É muito importante falarmos sobre FREIO LINGUAL SUBMUCOSO e esclarecer alguns pontos controversos e polêmicos. Eles não ...
13/03/2026

É muito importante falarmos sobre FREIO LINGUAL SUBMUCOSO e esclarecer alguns pontos controversos e polêmicos. Eles não são vilões e nem mocinhos, como os profissionais dos extremismos apontam. Mas, podem, em alguns casos, impactar nas funções orais e devemos aprender a diagnosticar com assertividade.

O termo SUBMUCOSO nos faz entender que teríamos um “ligamento” (que seria o freio) abaixo da mucosa. Mas se o freio lingual já foi redefinido como uma dobra de tecido do assoalho de boca, o freio submucoso é aquele em que visualizamos fibras do músculo genioglosso tensionadas junto com a fáscia e mucosa oral, o que o descaracteriza visualmente como o tal do “ligamento”. Mas, com a realização das manobras de elevação e posteriorização da língua, organizamos esta morfologia mais complexa e deixamos evidentes as camadas de mucosa e fáscia, a fim de avaliarmos se estão encurtadas/alteradas.

Pensando em seu DIAGNÓSTICO, muitos casos geram dúvidas. Porque se existem tensões musculares no assoalho da boca do bebê, elas poderão nos levar a um SOBREDIAGNÓSTICO, pois irão restringir a mobilidade da língua, causar impactos funcionais e nos parecer que aquele freio lingual submucoso é o vilão da história. Portanto, SEMPRE encaminhem para os colegas que trabalham com terapia miofascial (fono/fisio/osteo) antes de indicar para a cirurgia.

Pensando na CIRURGIA, precisamos ponderar como a nossa incisão irá contribuir com os ganhos funcionais, visto que em bebês não deveríamos lesionar as fibras musculares e nem a fáscia que as recobrem (epimísio). Não existe a necessidade desta invasão, visto que a musculatura do bebê ainda está adquirindo forma e função. Além disso, podemos gerar mais sangramento e um pós-operatório mais desconfortável para o bebê. Quanto à técnica e o instrumento utilizado, conheço colegas que dominam a técnica a frio nesses casos desafiadores também! Mas se você não se sente seguro, encaminhe para um colega mais experiente ou que tenha o recurso cirúrgico térmico.

Diagnosticar e operar os freios linguais submucosos de maneira criteriosa e cuidadosa faz parte de uma conduta profissional ética e responsável!

E mais uma edição presencial do curso “A liberação cirúrgica dos freios orais do bebê” vai acontecer nos dias 09, 10 e 1...
02/03/2026

E mais uma edição presencial do curso “A liberação cirúrgica dos freios orais do bebê” vai acontecer nos dias 09, 10 e 11 de abril, em Porto Alegre-RS, com o apoio das queridas e ! 🥰🥰🥰

Serão 14 horas de conteúdo teórico trazendo questões importantíssimas a respeito da cirurgia como decisão terapêutica, assim como o planejamento cirúrgico e como evitar intercorrências. Sobre o trans-operatório, falaremos sobre o controle da dor, o limite cirúrgico e as diferentes técnicas (a frio, a LASER e mista), assim como os cuidados e as especificidades segundo a morfologia do freio e idade do paciente. O processo de cicatrização e o pós-operatório também serão abordados, visto que a ferida cirúrgica é de responsabilidade de quem opera!

Os alunos inscritos também poderão praticar em modelo animal as técnicas estudadas e acompanharão as cirurgias em bebês e adulto. Lembrando que este curso tem como objetivo o conhecimento cirúrgico do aluno, mas reforçamos e demonstramos o quão necessário é desenvolvermos habilidades de acolhimento e empatia com cada família que busca e confia em nosso cuidado!

Vejo vocês em POA, pessoal! 🥰🥰🥰🥰

Para mais informações, favor entrar em contato pelo WhatsApp 41-99985-9519.

Se já quer se inscrever, o link está na bio! 😉

02/03/2026

Nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro partilhamos de três dias presenciais intensos, profundos, sensíveis e transformadores. Treze colegas estiveram conosco e foram convidadas a aprender, trocar, sentir, questionar, crescer e se encantar.

Essa não é apenas mais uma formação técnica.
Essa é uma imersão humanizada, onde ensinamos e aprendemos olhar com mais carinho, mais responsabilidade e mais consciência para a liberação de freios orais em bebês. Afinal, antes de qualquer procedimento, existem famílias. Famílias que chegam até nós com dores reais, dificuldades reais e acima de tudo, muito medo. Medo do diagnóstico, medo de tomar uma decisão, medo da cirurgia, medo de não ser acolhida, medo do pós cirúrgico, medo de errar.

Quero agradecer ao apoio e profissionalismo da equipe de imagem , e equipe organizadora Bruna, Valéria e Fabiano. E quero agradecer ao empenho e interesse das colegas que estiveram conosco nestes dias de frio e garoa! Espero de coração que tenham se sentido cuidadas e acolhidas, e que o meu conhecimento e a minha sensibilidade possam fazer a diferença na atuação de cada uma.

Voltem sempre ❤️
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Avaliar e tratar freios em BEBÊS MAIORES, CRIANÇAS e ADULTOS traz desafios clínicos com os quais me deparo na prática. E...
22/02/2026

Avaliar e tratar freios em BEBÊS MAIORES, CRIANÇAS e ADULTOS traz desafios clínicos com os quais me deparo na prática. E este fluxo de atendimentos tem aumentado, visto que, ao cuidar do bebê, é comum encontrarmos anquiloglossia no irmão mais velho ou nos responsáveis. Os três principais desafios que me preocupam no cuidado dos pacientes crescidos são:

1. FECHAR O DIAGNÓSTICO PARA CASOS NÃO SEVEROS! O olhar do cirurgião se direciona principalmente para aspectos anatômicos (atentos aos detalhes que direcionam uma cirurgia com segurança). Na anamnese, devemos incluir todas as possíveis dificuldades associadas à anquiloglossia, mas a avaliação FUNCIONAL é a mais relevante. E esta parte depende do colega fono aplicar adequadamente o protocolo de motricidade oral para cada idade. O que muitas vezes não acontece, infelizmente!

2. PLANEJAR O MOMENTO CIRÚRGICO! Mesmo bem diagnosticado, devemos considerar o cognitivo do paciente quanto à colaboração com o trans e o pós-operatório. A partir de 1 até aproximadamente 4 anos de idade temos bocas cheias de dentes, muita resistência e pouca colaboração. Isso traz maiores riscos de intercorrências durante a cirurgia, logo pode ser necessária a sedação endovenosa em consultório por médica anestesista experiente ou anestesia geral em ambiente hospitalar.

3. REALIZAR O SEGUIMENTO DO PÓS-OPERATÓRIO! Corremos um risco enorme de cicatrização sub-ótima nesta faixa etária, pois, além de dependermos do grau de comprometimento familiar, dependemos da qualidade da execução dos exercícios pela criança (cuja paciência com a terapia costuma ser curta!). Mesmo em adultos, com hábitos e memória muscular bem estabelecidos de maneira disfuncional, é longo o tempo de reabilitação. O que pode divergir do tempo da cicatrização, gerando as aderências e fibroses.

O que temos a fazer é ponderarmos os benefícios da cirurgia naquele momento e compartilharmos a responsabilidade dos resultados com a família e os colegas de equipe que estão cuidando de cada paciente. Mas que é DESAFIADOR, é muito! Concorda comigo?

O colega Odontopediatra que deseja atuar ou já atua com freios orais necessita desenvolver ou aprimorar habilidades atra...
21/02/2026

O colega Odontopediatra que deseja atuar ou já atua com freios orais necessita desenvolver ou aprimorar habilidades através da aquisição de CAPACIDADES, CONHECIMENTO e COMPETÊNCIAS, sejam elas técnicas, interpessoais ou de gestão. O desafio diário de realizar bons diagnósticos e cirurgias transpassa o aprendizado técnico, e alcança a necessidade de acolher e respeitar cada família que busca o nosso atendimento, com ética e profissionalismo.

Esta Masterclass comigo será gratuita e irá acontecer via plataforma do Zoom, com aproximadamente uma hora de duração, no dia 13 de março, sexta-feira, às 20 horas. Nosso encontro será ao vivo e não ficará disponível para assistir depois. Espero vocês!

IMPORTANTE: TODOS os profissionais que atuam nesta área poderão se inscrever nesta Masterclass, visto que é fundamental que saibamos avaliar a qualidade do atendimento dos colegas cirurgiões para os quais encaminhamos nossos pacientes. Trabalhar em equipe nos traz co-responsabilidades!

Link de inscrição aqui ou na bio: https://forms.gle/B3sQVH4PisJkFWYx9

Para mais informações: +55 41 99985-9519, com Bruna 😊

Em minhas avaliações de bebês e crianças com ANQUILOGLOSSIA, um achado comum é a postura oral inadequada, com lábios sem...
18/02/2026

Em minhas avaliações de bebês e crianças com ANQUILOGLOSSIA, um achado comum é a postura oral inadequada, com lábios sem selamento e língua em assoalho de boca e/ou sobre o lábio inferior nos momentos de repouso. Mas quem está causando quem? Será que existe algum tipo de obstrução respiratória promovendo a abertura da boca do bebê para a passagem do ar, ou é a ausência do acoplamento da língua (pelo freio lingual curto) que promove esta postura alterada?

A língua em repouso deve se manter acoplada em palato, promovendo o fluxo de ar nasal, a expansão óssea da maxila e o desenvolvimento orofacial equilibrado e harmonioso. Entretanto, dois estudos realizados em 2016 e 2021 com 324 e 130 bebês recém-nascidos, respectivamente, encontraram diferença estatística na postura da língua em repouso e no selamento labial quando compararam bebês com freio lingual normal ou alterado. Quase 90% dos bebês com freio normal mantiveram sua língua acoplada em palato, contra apenas 32% dos bebês com anquiloglossia. Os lábios sem selamento foram encontrados em 40% dos bebês com anquiloglossia contra 7% dos bebês com freio lingual normal.

Com impactos a médio e longo prazo, diversos estudos vem afirmando que o freio lingual curto deve ser considerado fator de risco para a apneia obstrutiva do sono na infância. Curioso é que artigos anteriores a 2020 relacionavam esta desordem respiratória com a mobilidade limitada da língua e com características orofaciais (como o palato estreito e profundo), mas não consideravam a ANQUILOGLOSSIA como uma possível raiz do problema. É fundamental que os profissionais que tratam as maloclusões e os distúrbios respiratórios e de sono na infância estejam encaminhando seus pacientes para avaliação criteriosa do freio lingual! Tão importante quanto tratar os sintomas, é investigar adequadamente a causa!

No próximo sábado, 21 de fevereiro, este assunto será abordado em uma palestra on-line pelo professor , cirurgião-dentista, especialista em OFM e ortodontia, doutor e pós-doutor na área da apneia obstrutiva do sono. Vamos aprofundar neste assunto tão importante juntos? O link de inscrição está na bio. Mais informações: (41) 99985-9519. 😊

Quem me conhece, sabe o quanto prezo pela humildade e me sinto constrangida quando um colega me apresenta ou me identifi...
17/02/2026

Quem me conhece, sabe o quanto prezo pela humildade e me sinto constrangida quando um colega me apresenta ou me identifica como uma “REFERÊNCIA no assunto dos freios orais”. Sei que sou uma profissional consciente da complexidade e da responsabilidade que significa atuar com freios. Portanto sigo estudando, me atualizando e aprendendo com as melhores evidências científicas disponíveis. Mas a bagagem da experiência clínica, trazida pelo olhar criterioso e curioso que dedico a cada caso, talvez seja o que me desponta como a tal da “referência”.

Sou uma Odontopediatra que atuo EXCLUSIVAMENTE com freios orais. Em meu espaço de atendimento, não realizo procedimentos clínicos como profilaxia, restaurações, exodontias, etc. Tenho uma maca, um sugador portátil, meus equipamentos de LASER e meus instrumentais cirúrgicos de alta qualidade e adequados para a necessidade dos meus pequenos pacientes. Assim como um ambiente acolhedor, apetrechos pró-amamentação, raciocínio clínico afiado e experiente e MUITA EMPATIA.

A minha Pós-Graduação Stricto Sensu (mestre e doutora desde 2011) me capacitaram a ler publicações científicas com visão crítica. Mas trazer as informações das pesquisas para aplicabilidade clínica, adaptando-as à realidade e às queixas de cada família que atendo, só acontece a partir da minha expertise clínica. Que se iniciou com a minha Pós Lato Sensu como especialista em Odontopediatria (desde 2004), somada ao meu trabalho como Consultora de Amamentação (desde 2015).

Tenho absoluta certeza que a qualidade do meu trabalho clínico e acadêmico me conduziram para este local de “REFERÊNCIA em freios orais”. Saibam que sou grata a todos os colegas que respeitam a minha caminhada e escolhem seguir comigo nesta jornada de aprendizado. Sou grata a minha família que me apoia em minhas escolhas, mudanças e viagens a trabalho. E grata a Deus por ter me conduzido a um caminho profissional que me realiza e que faz a diferença na vida do próximo.

E a TURNÊ SUZANA FUCIO de 2026 segue para Recife no mês de março! O curso presencial “A liberação cirúrgica dos freios o...
09/02/2026

E a TURNÊ SUZANA FUCIO de 2026 segue para Recife no mês de março! O curso presencial “A liberação cirúrgica dos freios orais do bebê” tem como proposta aprimorar a atuação do profissional médico ou dentista (ou estudantes de graduação destas áreas) no que tange desde o planejamento operatório até mesmo o seguimento do processo cicatricial.

Esta imersão teórica e prática de três dias traz conhecimento e segurança para que os colegas possam realizar cirurgias minimamente invasivas, eficazes e resolutivas, com diferentes técnicas e instrumentos operatórios (a frio ou térmicos). Além disso, o cirurgião também deve aprender como acolher os anseios familiares, triar questões de saúde do bebê para evitar intercorrências médicas e organizar as melhores condições possíveis de cicatrização.

O curso acontecerá nos dias 19, 20 e 21 de março, no horário das 8h às 18h, contando com material de apoio impresso, certificado de participação, material de consumo para o hands on em modelo animal, mimos e lanchinhos deliciosos. Além da nossa partilha de experiências entre os colegas e construção de um networking que traz aprendizagem mútua e cumplicidade! Lembrando que neste curso são realizadas cirurgias demonstrativas, isto é, os alunos acompanham a profe cuidando dos pacientes, com técnicas e idades variadas! Vamos juntos nesta construção do conhecimento?

Informações pelo WhatsApp (41) 99985-9519 ou (81) 98819-0210.

Será que enlouqueci em falar neste perfil sobre o PÉ TORTO CONGÊNITO? Prestem atenção nestas informações encontradas em ...
09/02/2026

Será que enlouqueci em falar neste perfil sobre o PÉ TORTO CONGÊNITO? Prestem atenção nestas informações encontradas em um guideline da Academia Americana de Pediatria (2022) e percebam se tem qualquer semelhança com a ANQUILOGLOSSIA…

O pé torto congênito idiopático é uma ANOMALIA musculoesquelética PRESENTE AO NASCIMENTO, isolada, secundária a múltiplos fatores ambientais e fortes fatores genéticos, com uma predominância masculina de 2:1. Caracterizada por pés virados para dentro e para baixo, a GRAVIDADE da deformidade em recém-nascidos é determinada mais pela FLEXIBILIDADE do pé do que por sua aparência.

A história natural desta deformidade é a PERSISTÊNCIA NA VIDA ADULTA, com uma diminuição significativa da FUNÇÃO e da qualidade de vida. Quando não tratada ou recidivante (após métodos de tratamento mais conservadores), resulta na criança caminhando sobre a lateral ou o dorso do pé, o que LIMITA o uso de calçados comuns, assim como sua prática de esportes e lazer.

O tratamento padrão para o pé torto congênito é o Método de Ponseti, que inclui gessos seriados e, frequentemente, uma pequena cirurgia chamada TENOTOMIA (corte no tendão de Aquiles). O tratamento oportuno, preferencialmente nos primeiros dias de vida, é essencial para resultados funcionais, sem dor e para evitar limitações futuras. 

Agora pra refletir: a ANQUILOGLOSSIA também é uma anomalia congênita, que não é auto-resolutiva e que impacta em função e qualidade de vida. Ela também apresenta graus de severidade, em que anatomia e mobilidade devem ser avaliados. Seu tratamento também necessita de uma liberação cirúrgica adequada, com cuidados pós-operatórios para evitar a recidiva, a qual idealmente deveria acontecer em momento oportuno, isto é, assim que o diagnóstico fosse realizado.

Por que é tão óbvio que se deve tratar o pé torto congênito antes da disfunção motora acontecer no caminhar da criança e, para tratar a ANQUILOGLOSSIA, tem que aguardar a interferência na fala, sendo que antes desta limitação temos impactos na sucção, deglutição, mastigação, respiração, crescimento orofacial, oclusão dentária e sono?

E as PALESTRAS ON-LINE com temas relevante e complementares para os colegas que atuam com bebês e freios orais voltam a ...
28/01/2026

E as PALESTRAS ON-LINE com temas relevante e complementares para os colegas que atuam com bebês e freios orais voltam a acontecer no mês de fevereiro. E temos a imensa honra de iniciar a nossa programação com o tema “ANQUILOGLOSSIA e o IMPACTO na SAÚDE RESPIRATÓRIA e no CRESCIMENTO CRANIOFACIAL” ministrado pelo querido e inspirador convidado:

Professor Pedro Pileggi Vinha, , é Cirurgião-dentista pela Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto /USP, Especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares e em Ortodontia, Doutor em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP, na área do conhecimento Apneia Obstrutiva do Sono, Pós-Doutor em Apneia do Sono pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto /USP e Coordenador dos cursos de atualização e especialização em Ortopedia Funcional dos Maxilares, na São Leopoldo Mandic – São Paulo e SOBRACOM.

A palestra acontecerá pela Plataforma Zoom, no sábado, dia 21 de fevereiro, das 9h às 11h, ao vivo. Mas permanecerá gravada e disponível aos inscritos por 60 dias. O formulário de inscrição se encontra na bio e para mais informações pelo WhatsApp +55 41 99985-9519.

Que seja o início de um ano de muitos aprendizados, trocas reais, crescimento em conjunto e muito cuidado com amor! Espero vcs!

Nesta semana, tive algumas famílias que cancelaram a cirurgia de ANQUILOGLOSSIA dos seus bebês porque o pediatra respons...
24/01/2026

Nesta semana, tive algumas famílias que cancelaram a cirurgia de ANQUILOGLOSSIA dos seus bebês porque o pediatra responsável pelo bebê afirmou ser desnecessário o procedimento, visto que os bebês estavam GANHANDO PESO. Mas será que este deveria ser o único critério a ser observado para indicar ou contra-indicar a cirurgia? Será que foi realizada uma avaliação da ma**da ou ao menos uma conversa com a família para entender como está a rotina de amamentação, ou se há dor/trauma mamilar, ou se o bebê está mamando tranquilo e confortável? Precisamos falar sobre isso:

1. O impacto da ANQUILOGLOSSIA vai além da amamentação, embora as notas técnicas disponíveis sugiram que mesmo com a suspeita de Anquiloglossia GRAVE só devemos considerar a necessidade cirúrgica se houver dificuldade na amamentação antes da alta hospitalar (o que acontece com a maioria das famílias, independente da anatomia do freio lingual, não é? 🙄). Na prática clínica de quem atua com bebês, amamentação e freios orais, encontramos freios encurtados e/ou anteriorizados interferindo na mobilidade da língua e nas funções orais. E função inadequada gera crescimento e desenvolvimento inadequados. Penso que ignorar esses prejuízos é cruel!

2. O bebê consegue mamar com adaptações e ganhar peso, sim! Mas a partir de ma**das muito longas, intervalos curtos e um nível de exaustão familiar altíssimo, pois o cansaço do bebê sempre chega antes de sua saciedade. Ou a partir de movimentos compensatórios, com tensão oral exacerbada, padrão mordedor e dor e trauma mamilar recorrentes. Ou a partir de ma**das estressantes para toda a família, na presença de tosses, engasgos, ingesta de ar, desconforto gastrointestinal e irritabilidade do bebê.

Eu sinto profundamente pelas famílias que irão pagar um preço altíssimo pela negligência do tratamento de uma anomalia diagnosticada em seu bebê, num momento precioso de cuidado e prevenção. E desejo imensamente que os colegas que ainda afirmam que “faltam evidências científicas” no assunto lembrem-se que a experiência clínica do profissional e as preferências e valores do paciente também são pilares de uma prática baseada em evidências.

Endereço

Rua Padre Anchieta, 2050, Sala 605, Champagnat
Curitiba, PR
80730-000

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