Tailyne Pimentel - Psicologia Clínica

Tailyne Pimentel - Psicologia Clínica Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Tailyne Pimentel - Psicologia Clínica, Psicoterapeuta, Centro Cívico, Curitiba.

Graduada em Psicologia; Pós-Graduação em Psicologia Clínica; Experiência teórico e prática em Transtornos Emocionais e Dependência Química; Atuação na linha de frente do COVID-19 em UTI; Realizo atendimento clínico de adolescentes e adultos.

12/09/2022
Há inúmeros caminhos possíveis na vida, mas ainda assim teremos que nos deparar com a angústia da escolha e com os praze...
17/06/2022

Há inúmeros caminhos possíveis na vida, mas ainda assim teremos que nos deparar com a angústia da escolha e com os prazeres e desprazeres disto.

Não há certo e errado, melhor ou pior, isto ou aquilo, há aquilo que de acordo com o que minha visão alcança, em determinado momento, se faz possível, ou como diz Drummond “Cada um optou conforme seu capricho, ilusão, sua miopia”.

E no decorrer do caminho, alguns fazem o ajuste do grau dos óculos da vida e com a experiência vão aprendendo que se pode enxergar mais longe, de modo diferente, de modo plural, com mais profundidade, entre tantas infinitas possibilidades.

De acordo com Simpson em 1979 “a comunicação, como os tumores, pode ser benigna ou maligna. Ela também pode ser invasiva...
31/05/2022

De acordo com Simpson em 1979 “a comunicação, como os tumores, pode ser benigna ou maligna. Ela também pode ser invasiva, e os efeitos de uma comunicação ruim com o paciente podem metastatizar-se para a família. A verdade é uma dos agentes terapêuticos mais poderosos que temos, mas ainda precisamos compreender melhor a sua farmacologia clínica e reconhecer o tempo e a dosagem ótima para seu uso. Da mesma forma, precisamos entender os metabolismos intimamente associados de esperança e negação.”

Isso me lembrou de Freud em 1910 ao falar da comunicação com o paciente, num cuidado para não o atropelar, sendo necessário pré-requisitos para que algumas coisas sejam comunicadas numa direção de tratamento. De acordo com ele, o simples comunicar algo sem outras delicadezas é o mesmo que “distribuição de cardápios para os famintos”, não é algo do nível do conhecer, mas do nível do nutrir/elaborar internamente.

Um trabalho de qualidade e de crescimento se dá com o desenvolvimento de um vínculo saudável entre terapeuta e paciente e consequentemente da aproximação do paciente de suas próprias questões.

Quando há esperança dentro de si, é possível suportar as próprias dificuldades, mas quando o mundo interno é inundado de...
19/05/2022

Quando há esperança dentro de si, é possível suportar as próprias dificuldades, mas quando o mundo interno é inundado de agressividade, há grandes dificuldades de se estabelecer uma relação harmoniosa entre realidade interna e realidade externa.

O potencial de transformação emocional pode ocorrer com uma boa aliança terapêutica.



Tailyne Pimentel
Psicóloga Clínica
CRP 08/27883

Poema em Linha RetaE eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,Eu tantas vezes irrespondivelmente par...
25/04/2022

Poema em Linha Reta

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!
Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Este poema de Fernando Pessoa, diz muito do nosso funcionamento social, mas retrata especialmente o sofrimento vivido, quando caímos na idealização de acreditar que os outros de fato são campeões em tudo. Isto desperta um sofrimento tão grande, que faz com que o sujeito que sofre possa cair em muitas patologias atuais, acreditando de fato, que ele nunca será digno de alcançar algo, permanecendo sempre num nível de comparações, inveja e de sentimentos de autodepreciação.

Recebi hoje pela manhã esse escrito da Clarice Lispector – Um pato feio. Pensei: A dificuldade em lidar com situações qu...
19/04/2022

Recebi hoje pela manhã esse escrito da Clarice Lispector – Um pato feio. Pensei:

A dificuldade em lidar com situações que desencadeiam frustração é uma das grandes fontes de sofrimento e de adoecimento do sujeito (já sinalizava Freud em 1912).

Nos sentimos frustrados na maior parte das vezes, quando aquilo que nos dá satisfação é supostamente retirado de nós, quando não podemos destinar nossa energia do modo que planejávamos a determinado objetivo.

Ficar frustrado irá acontecer diariamente e em inúmeros momentos de um mesmo dia, o que fará diferença é a intensidade e a lida diante de tal situação.

Para algumas pessoas pegar trânsito é intolerável, para outras pode ser acordar cedo, para outras estas são situações cotidianas, mas não suportam a ideia de dizer não ao outro e acabam por dizerem a si mesmas.

As vezes a dificuldade está em lidar com as mudanças no mundo externo e as vezes com as que ocorrem no nosso mundo interno.

Muitas vezes é difícil encontras vias alternativas para ter satisfação quando ficamos pensando que o mundo muda em velocidade rápida de mais (não que ele não mude), mas será que nós também não ficamos querendo controlar tudo o tempo todo e criamos mecanismos rígidos de mais?

No recorte acima, o pato feio, descobriu que o seu braço desajeitado, era asa, e seu olho estúpido, dava certo nas larguras, que ele andava mal, mas voava, e voava bem, que arriscava a vida, o que era um luxo. Afinal, viver, sabemos, dói! Mas é um luxo!

Um espaço de análise ou de uma psicoterapia tem também como proposta, ampliar este espaço do pensar, em que é possível encontrar rotas alternativas, em que muitas vezes, nosso psiquismo acaba ficando enrijecido e desencadeando profundos processos de sofrimento e adoecimento mental.

Que tenhamos paciência frente as nossas frustrações.

.Esta frase é dita por Irvin ao relatar seu sofrimento e desamparo ao ver Marilyn sofrendo diante da evolução de sua doe...
24/02/2022

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Esta frase é dita por Irvin ao relatar seu sofrimento e desamparo ao ver Marilyn sofrendo diante da evolução de sua doença.

Diante de tanta dor que ele sentia ao ver a dor dela, ele pode transformar a dor que sentia em generosidade, e então diz a sua esposa, Marilyn:

“O que eu quero que você saiba é o seguinte: eu posso sobreviver à sua morte. O que eu não posso suportar é a ideia de você vivendo com tanta dor, tanta agonia, por minha causa.”

E sua esposa então lhe diz:

“Obrigada por dizer isso. Você nunca disse isso antes. É um alívio… Sei que esses meses foram um pesadelo para você.”

Ser verdadeiro com os sentimentos que se tem é sempre um caminho saudável, o que não torna o caminho menos doloroso ou fácil.
Havia pensado nesta publicação refletindo sobre o quão importante é estarmos bem alinhados com nós mesmos, no sentido de separarmos o que é nossa dor e o que é a dor do outro, para que ao não tolerar a nossa dor ao ver a dor do outro (o que ocorre muitas vezes) não acabássemos por negar o quanto é preciso deixar que o outro esteja livre para construir o próprio caminho sobre a própria dor, seja aceitar ou recusar um tratamento, por exemplo, como é o contexto do livro que cito o trecho acima.

O que eu não imaginava, é que hoje estaríamos vivendo um dia tão doloroso, em que, dois países entrariam em guerra, e que estaria sentindo na pele o “nada me traz mais dor que a sua dor”, um dia triste vivemos hoje. A pouca tolerância, a vontade de satisfazer os próprios desejos, o pouco escutar, a pouca generosidade, o pouco diálogo fez com que o que há de mais primitivo em nós se sobressaísse. Um dia triste.

No livro, falamos de um casal, que vive uma guerra contra uma doença, em que esta, vai levar a vida da mulher de Irv de um modo ou de outro, e quanta dor ele sente ao ver isso. Hoje, assistimos amedrontados, a Rússia atacar a Ucrânia, que sozinha, pouca chance terá, e quanta dor nós sentimos.

Na esperança de que ainda haja um caminho saudável para tudo isso.

🇺🇦

.“Tenho 87 anos. Oitenta e sete é a hora certa para morrer.”(...)“A resposta simples é que não há uma maneira fácil de m...
21/02/2022

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“Tenho 87 anos. Oitenta e sete é a hora certa para morrer.”

(...)

“A resposta simples é que não há uma maneira fácil de morrer.”

(...)

“Mas há outra resposta mais complicada para a questão de permanecer viva ou não."

"Ao longo desse período doloroso, tornei-me mais consciente do ponto em que minha vida está conectada à vida de outras pessoas – não apenas a de meu marido e filhos, mas também a de muitos amigos que continuam a me apoiar em minhas horas de necessidade. Esses amigos escreveram várias mensagens de encorajamento, trouxeram comida e enviaram flores e plantas. Uma velha amiga da faculdade me mandou um roupão macio e fofinho, e outra tricotou um xale de lã para mim. A todo momento, percebo como sou abençoada por ter esses amigos, além de meus familiares. No fim das contas, cheguei à conclusão de que a pessoa permanece viva não apenas para si mesma, mas também para os outros. Embora esse insight possa ser evidente, só agora o percebo plenamente.”

Livro: Uma questão de vida e morte (Yalom, 2021)

Achei de uma sensibilidade ímpar este trecho do livro que traz a reflexão de Marilyn sobre valer ou não a pena (e muito mais do que isso) embarcar no tratamento num momento de final de vida.

Esse tipo de reflexão tem o potencial de desencadear em quem está disponível a pensar nisso, inúmeras questões sobre a vida!

.Sobre a importância de que o paciente possa construir o seu próprio caminho dentro do processo psicoterapêutico/analíti...
16/02/2022

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Sobre a importância de que o paciente possa construir o seu próprio caminho dentro do processo psicoterapêutico/analítico.

Ana Cláudia fala da importância de cada um usar os seus sapatos ao trabalhar a temática de cuidados paliativos, um tema belíssimo e de muitíssima importância.

Em que precisamos ser aquele que cuida das feridas, das dores, dos sofrimentos, mas o caminho, quem percorre é o paciente.

Por isso, algo fundamental, nós, profissionais da saúde, precisamos estar com nossa saúde mental em dia!

Endereço

Centro Cívico
Curitiba, PR

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