10/02/2026
Hoje cheguei ao centro cirúrgico antes das 7 horas da manhã para a realização de uma única cirurgia, complexa, cuidadosamente planejada e executada com o apoio de um colega retinólogo.
Foi um caso discutido previamente com outros profissionais, estudado em profundidade e conduzido com a seriedade que a oftalmologia exige.
Não foi uma cirurgia em que se pudesse prometer “jogar os óculos do paciente no lixo”, tampouco a rotular com nomes atrativos como “rejuvenescimento do cristalino” ou “cirurgia para recuperação da visão de perto”.
Porque nem toda cirurgia é simples, bonita ou isenta de riscos.
Nenhum caso deve ser banalizado em troca de postagens nas redes sociais, fotos com múltiplas caixas de lentes intraoculares ou da exposição de mapas cirúrgicos com nomes de pacientes. Cada olho carrega uma história, limitações próprias e desafios únicos.
Meu objetivo, ao final de cada procedimento, é sair do centro cirúrgico com a tranquilidade de saber que dei o melhor de mim e contei com o melhor da minha equipe para restabelecer o máximo de visão possível para aquele caso. Sempre com responsabilidade, ética e respeito à individualidade de cada paciente.
A oftalmologia vai muito além de resultados padronizados.
Ela exige estudo contínuo, diálogo entre colegas e, acima de tudo, compromisso com cada pessoa que confia sua visão às nossas mãos.