25/08/2025
Por que pessoas neurodivergentes nem sempre acham a co-regulação um bom recurso?
Nem sempre a co-regulação é sentida como segura
Para muitas pessoas, especialmente neurodivergentes (como no TDAH, TEA, superdotação ou alta sensibilidade), estar perto de alguém para se acalmar nem sempre funciona — às vezes, pode até gerar mais desconforto.
Isso acontece porque o trauma relacional ensina o corpo a associar a presença do outro ao perigo, rejeição ou invasão, em vez de segurança. O sistema nervoso, em vez de relaxar, ativa defesas de luta, fuga ou congelamento.
Na neurodivergência, esse processo se intensifica:
• O corpo pode ser hipersensível a olhares, toques ou tons de voz.
• Pequenos sinais são lidos como ameaça devido à hipervigilância.
• A sobrecarga sensorial pode transformar até um gesto de cuidado em algo invasivo.
Assim, o que para muitos é regulador, para outros pode ser um gatilho.
O caminho está em microdoses de conexão: respeitar limites, oferecer presença suave, permitir que a confiança seja reconstruída pouco a pouco. Porque, mesmo quando o corpo aprendeu que “estar sozinho é mais seguro”, ele também guarda um desejo profundo de conexão.
-regulacao