Instituto Erica Lopes

Instituto Erica Lopes Eu cuido de pessoas que estão se curando, se conhecendo, se encontrando.

O Instituto Erica Lopes se coloca a serviço da vida, do Desenvolvimento Pessoal e Humanitário, oferecendo atendimento psicológico ao alcance de todos, constelações familiares, psicoterapia infantil, Treinamentos em Constelações Familiares, Presencial, On Line e Pós Graduação em Psicoterapia Integrativa e Felicidade.

Há mais de 20 anos sento na frente de casais que dizem a mesma coisa."O problema é que a gente não se comunica direito."...
05/04/2026

Há mais de 20 anos sento na frente de casais que dizem a mesma coisa.

"O problema é que a gente não se comunica direito."

Não é.

O que eu vejo por baixo disso é muito mais antigo. E muito mais invisível.

Escrevi sobre isso agora.

O primeiro texto de uma série semanal onde vou trazer o que realmente acontece nos casais, sem manual, sem lista de dicas, sem floreio.

O link está aqui. Se você está num casal, em terapia ou pensando em começar, vale ler.

Toda semana eu sento na frente de um casal e ouço a mesma coisa com palavras diferentes, há mais de 20 anos…

Hoje é domingo. Estou num café tentando respirar depois de uma manhã intensa.Cansa ser vista como o pilar da casa. A que...
01/03/2026

Hoje é domingo. Estou num café tentando respirar depois de uma manhã intensa.

Cansa ser vista como o pilar da casa. A que sustenta, organiza, equilibra, acolhe. Existe uma exaustão silenciosa em ser sempre a forte. E é exatamente aí que mora o maior desafio quando eu decido mudar.

Mudar é parar de responder como o eu do passado, principalmente quando tudo provoca você a repetir o padrão. O automático sobe rápido. A velha versão quer assumir o controle. Se eu não estiver consciente, eu volto.

Hoje eu fui testada. Senti a reação subir. Reconheci o impulso. Eu poderia ter feito o que sempre fiz. Mas eu escolhi diferente.

Sustentei a nova resposta, mesmo desconfortável. O outro mudou? Não sei. E, pela primeira vez, isso não é o mais importante.

O que mudou foi em mim.

A gente acredita que só consegue transformar a relação se o outro mudar junto. Não é verdade. A mudança começa quando o outro deixa de controlar nossa resposta emocional.

Se, com o tempo, o outro não acompanhar, tudo bem. Quando você sustenta sua própria mudança, cria força para seguir sem carregar, sem culpar e sem se abandonar.

Hoje eu permaneci.

E é assim, um teste de cada vez, que a gente atravessa a grande mudança.

E você, onde ainda está respondendo no automático?

Eu preciso falar de uma coisa que está destruindo o desejo de muitos casais e quase ninguém percebe.Não dá para existir ...
21/02/2026

Eu preciso falar de uma coisa que está destruindo o desejo de muitos casais e quase ninguém percebe.

Não dá para existir tesão quando a relação carrega alguém em um pedestal.

E pedestal é um lugar sustentado por dois ou pra falar a verdade, por muito mais gente…

Pedestal é construção social.

A mulher é empurrada para o lugar de coluna emocional da família.

A que segura tudo, organiza, antecipa tudo.
Ela regula o humor da casa.

A que cuida das emoções de todo mundo. E isso é meio que esperado dela, até reforçado como uma virtude.

Isso não é força.

Isso é sobrecarga romantizada.

E ao mesmo tempo, empurramos muitos homens para o lugar de quem é cuidado.

De quem espera direção emocional.

De quem não foi ensinado a sustentar conflito sem se retrair ou fugir. (Aqui me refiro a esfera emocional, como se isso fosse das “meninas”.)

Aí o que acontece?

Ela vira estrutura emocional, ele vira estrutura material.

Lados bem definidos.

Ele espera/depende/cobra a estrutura emocional dela como gestora de todos.

Ela vira referência emocional.
Ele vive como se essa esfera emocional não dependesse dele ativamente também.

E sem perceber, deixam de ser dois adultos se escolhendo
e viram uma dinâmica de sustentação e apoio desigual.

Desejo precisa de dois inteiros.

Não de um que carrega e outro que se apoia.

Quando um f**a acima e o outro abaixo, a polaridade erótica morre.

Não porque não existe amor.

Mas porque não existe encontro entre iguais.

E isso não é culpa individual.

São moldes antigos.

São as garras do patriarcado e de estruturas relacionais ensinadas a homens e mulheres e que tem gerado confusão, tristeza, e apagamento do amor.

Isso nunca produziu parceria.

Mas tem produzido cansaço e sofrimentos inúmeros.

E cansaço não sustenta tesão.

Quando o casal começa a se reorganizar como dois adultos responsáveis por si,
algo muda no olhar e isso impacta no desejo, no afeto na conexão.

Não é sobre quem está errado.
É sobre a posição que cada um ocupa.

E posição pode ser revista.

Ela chegou esperando encontrar em mim um aliado para mudar o parceiro.No início, o casal falava pouco sobre o que realme...
11/01/2026

Ela chegou esperando encontrar em mim um aliado para mudar o parceiro.

No início, o casal falava pouco sobre o que realmente os tinha levado até ali. Havia um tom cordial, quase cuidadoso demais.

Como se tocar no conflito fosse desnecessário.

Conforme o processo avançou e o outro passou a nomear o que sentia, algo mudou. A escuta deixou de ser possível.

A dor do parceiro foi minimizada, relativizada, ironizada.

O lugar de vítima se instalou.

Não havia curiosidade genuína sobre o impacto que o vínculo produzia em ambos.

Na clínica, isso é comum.

Quando a relação é sustentada por uma fantasia de superioridade ou por uma narrativa rígida de quem está “certo”, qualquer tentativa de ampliação vira ameaça.

O sistema reage com defesa.

Do ponto de vista neuroemocional, não é resistência consciente.

É padrão aprendido.

Emoções não elaboradas f**am registradas e passam a organizar o comportamento relacional.

A pessoa pode saber explicar tudo sobre si e sobre o outro, mas continua reagindo do mesmo jeito.

É por isso que a terapia de casal não muda ninguém.

Ela revela.

Revela padrões emocionais, níveis de abertura, capacidade real de vínculo.

Alguns casais usam essa clareza para reorganizar a relação.

Outros percebem que o desejo nunca foi encontro, mas confirmação e controle.

E quando isso f**a evidente, o processo não se sustenta.

Antes de qualquer programa terapêutico, é essencial entender se há estrutura emocional para o trabalho.

É isso que faço no Raio X de Casal: identif**ar se existe abertura para reprogramar o vínculo ou apenas a expectativa de que o outro mude.

Quem busca um aliado vai se frustrar.

Quem busca clareza, está dando um passo para dentro de si e da relação.

E como o terapeuta atua em meio a tudo isso?

Quando o terapeuta acessa outro estado interno, o campo do casal muda.

É isso que eu ensino na minha consultoria.

Nesse dia, eu tinha atendido quatro pacientes seguidos. Sessões de 50 minutos, com intervalos que, na prática, muitas ve...
04/01/2026

Nesse dia, eu tinha atendido quatro pacientes seguidos.

Sessões de 50 minutos, com intervalos que, na prática, muitas vezes não existem porque o horário se estende pois muitos pacientes insistem em passar do horário, embora eu procure fechar no tempo acordado desde o início do acompanhamento.

Ao final dessa sequência, meu corpo estava no limite.

Fome intensa, queda de energia, necessidade básica de parar por alguns minutos.

Me atrasei cinco minutos.

Enquanto eu comia rapidamente e ia ao banheiro, chegaram mensagens sucessivas cobrando o início imediato da sessão.

Esse tipo de reação não é raro e não é irrelevante.

Ela revela algo importante sobre como a clínica vem sendo vivida.

Do ponto de vista neurobiológico, um profissional em privação de necessidades básicas entra em estado de estresse fisiológico.

A ativação contínua do eixo do estresse compromete atenção, empatia, tomada de decisão e capacidade de regulação emocional.

Ou seja, exatamente as funções centrais do trabalho terapêutico.

Cuidar do corpo não é luxo nem falta de profissionalismo.

É condição mínima para presença clínica.

Existe uma idealização silenciosa do terapeuta como alguém que deve estar sempre disponível, regulado e sem limites corporais.

Quando essa fantasia é quebrada, surge incômodo.

Não porque houve falta de ética, mas porque o paciente é confrontado com a realidade de que o outro não existe apenas para sustentá-lo.

Isso também é material clínico.

A clínica não acontece só no conteúdo da fala.

Ela acontece na relação, nos limites, na frustração e na possibilidade de reconhecer o outro como humano.

Quando o terapeuta se apaga para manter uma imagem de disponibilidade total, o processo deixa de ser terapêutico e passa a ser sustentado por projeções.

Para nós, terapeutas, isso exige vigilância constante.

Mesmo com muitos anos de experiência, formação e autoridade, é fácil escorregar para o lugar de excesso, salvamento ou autoabandono.

Por isso, terapia pessoal e supervisão não são opcionais.
São dispositivos de cuidado do instrumento mais importante da clínica: o próprio terapeuta.

Um corpo exausto não sustenta presença.
E sem presença, não há clínica.

No primeiro dia do ano, vemos muitas famílias reunidas. Fotos, mensagens, desejos de felicidade. Mas quase ninguém fala ...
01/01/2026

No primeiro dia do ano, vemos muitas famílias reunidas.

Fotos, mensagens, desejos de felicidade.

Mas quase ninguém fala sobre o que realmente sustenta um vínculo ao longo do tempo.

Família não é construída por intenção.

É construída por estado interno.

Crianças e adolescentes não respondem ao que dizemos, respondem ao que somos capazes de sustentar no corpo e na relação. (comportamento, o que falamos, o que escondemos, o que reprimimos, o que mentimos)

Quando o adulto está ausente de si, mesmo estando presente fisicamente, a casa perde referência.

O clima muda. Os vínculos f**am frágeis. Isso não acontece porque alguém está errando, mas porque presença exige treino.

Presença não é algo que se decide mentalmente.

É algo que se pratica.

No corpo, na rotina, no modo como se entra em um ambiente, no jeito de escutar, na forma de lidar com o próprio desconforto.

Na clínica, vejo diariamente famílias tentando ajustar comportamentos de filhos quando, na verdade, o que precisa ser revisto é o estado emocional que organiza aquela relação.

Crianças percebem tensão.

Adolescentes reagem à incoerência.

Nenhum deles aprende pelo discurso isolado.

Família é um campo vivo.

Tudo o que não é elaborado aparece.

Tudo o que não é sustentado se repete.

Por isso, não adianta falar de presença sem vivê-la.

Não adianta pedir atenção sem oferecer disponibilidade real.

Talvez o início do ano não precise de mais promessas.

Talvez precise de mais honestidade.

Sobre como estamos vivendo.

Sobre como estamos habitando nossos vínculos.

Sobre o que realmente estamos transmitindo dentro de casa.

Presença não é um ideal bonito.
É responsabilidade cotidiana.
E começa sempre no adulto.

Essa semana, um terapeuta em supervisão me disse algo que escuto com mais frequência do que as pessoas imaginam.“Atendo ...
28/12/2025

Essa semana, um terapeuta em supervisão me disse algo que escuto com mais frequência do que as pessoas imaginam.

“Atendo pacientes de alto valor, invisto tempo, estudo, faço minha supervisão com você, congressos, pós..., psicoterapia individual… Final de ano chegou e não recebi uma mensagem. Nem um ‘obrigado’. Fiquei me perguntando por quê.”

Essa pergunta não fala sobre educação.

Fala sobre vínculo.

Achei válido trazer para reflexão e tem muitas outras coisas de bastidores que vale refletimos um pouco.

Na clínica, o cuidado costuma ser vivido como algo que “deveria estar ali”.

O terapeuta escuta sem se defender. Sustenta silêncios.

Acolhe o que o outro não consegue olhar sozinho.

Aguenta projeções, raiva, idealizações e abandonos simbólicos. (Sim, isso acontece o tempo todo!!! Não é “só ouvir”!)

E faz isso sem ocupar o lugar de amigo, familiar ou salvador.

Para muitos pacientes, reconhecer o terapeuta como alguém real, que também sente, implica em algo difícil:

sair do lugar infantil onde o outro existe apenas para suprir.

A gratidão, ou reconhecimento, nesse caso, não some por falta de caráter.

Ela some porque agradecer/reconhecer exige reconhecer o outro como sujeito, e não apenas como função.

Há pacientes que agradecem com palavras.
Outros agradecem f**ando.
Outros melhorando.

E há os que não conseguem agradecer de forma alguma, porque isso toca em feridas profundas ligadas a dependência, dívida emocional e medo de vínculo.

Isso não invalida o incômodo do terapeuta.

Mas o reposiciona.

Quando essa dor aparece, ela não pede cobrança do paciente.

Ela pede elaboração do lugar que o terapeuta ocupa, dos limites emocionais da clínica e do risco silencioso de esperar reconhecimento onde o contrato nunca foi esse.

A clínica não é um espaço de retorno afetivo direto.

É um espaço de transformação.

E às vezes, isso dói para quem cuida.

Agora quero ouvir você.

Você acha que gratidão precisa ser dita ou ela pode existir sem palavras?

Mudar não é confortável porque o cérebro foi moldado para manter você vivo, não necessariamente feliz.Quando algo novo s...
14/12/2025

Mudar não é confortável porque o cérebro foi moldado para manter você vivo, não necessariamente feliz.

Quando algo novo surge, mesmo que seja mais saudável, o corpo reage.

O familiar parece “certo”.

O novo parece ameaça.

Por isso tantas pessoas dizem:

“Eu até tento mudar, mas sempre volto.”

Não é fraqueza.

É biologia + história emocional.

A boa notícia?

O sistema nervoso aprende.

Mas ele só aprende em ambientes seguros, com presença, constância e relação.

Aquilo que um dia foi adaptação à hostilidade
pode se transformar em limitação
quando a vida já pede outra coisa.

💬 Me conta nos comentários:

em que área da sua vida você sente que sempre “volta para o familiar”?

Para quem sente que chegou a hora de atravessar esse rio com apoio real:

Eu conduzo programas terapêuticos intensivos e exclusivos,

com início, meio e fim,
online e presenciais.

Os encontros presenciais acontecem em um lugar especial, no Bosque Sagrado, em Curitiba,
um espaço que não parece consultório,
porque transformação não acontece em ambientes estéreis.

São experiências profundas, cuidadosas e personalizadas, para quem não quer mais só entender…

quer viver diferente.

📩 Para informações, me chame no direct.

Esse é um dos casos mais comuns que chegam aos atendimentos de casal, mas quase nunca é nomeado com profundidade. A dinâ...
23/11/2025

Esse é um dos casos mais comuns que chegam aos atendimentos de casal, mas quase nunca é nomeado com profundidade. A dinâmica em que a esposa passa a ocupar o lugar de mãe emocional do marido não acontece de um dia para o outro. Ela emerge quando uma pessoa carrega o emocional, o financeiro, a rotina, a parentalidade e ainda tenta sustentar um parceiro em estado de congelamento. Aos poucos, o corpo dela entra em sobrecarga traumática secundária, um tipo de burnout relacional que surge quando alguém precisa ser o eixo de tudo.

O parceiro, por sua vez, não está parado por escolha consciente. Histórias de trauma, ambientes familiares controladores, invalidação, desempoderamento emocional ou aposentadorias precoces podem ensinar o corpo a associar ação a perigo. Nesses casos, trabalhar, decidir ou assumir responsabilidades dispara o mesmo tipo de ameaça que o sistema nervoso aprendeu na infância. Não é preguiça. É sobrevivência.

A raiva dela não é falta de amor. É o corpo tentando voltar a si. É o pedido interno por alívio, reciprocidade e parceria, e não por separação. Mas sair da relação não é simples. Existem vínculos criados no trauma, papéis identitários antigos, medo de causar dor, culpa intergeracional. É psicodinâmica profunda.

E eu falo dessa dinâmica com tanta clareza porque já estive nesse lugar. Minha relação tinha tudo para dar errado. Para sobreviver, tivemos que mudar de estado, nos afastar das famílias de origem, reconstruir nossa base praticamente do zero e aceitar que alguns jamais compreenderiam nossas escolhas. Foi um processo dolorido, lento, consciente. Um trabalho interno que ainda hoje faz parte da minha vida, porque reprogramar padrões não é um evento, é um compromisso diário.

E é justamente por isso que me entrego tão profundamente às famílias que acompanho e aos profissionais de saúde mental que supervisiono. Não porque “venci” algo.

Mas porque conheço o caminho de dentro e sei o que acontece quando dois adultos escolhem o trabalho real de voltar para seus próprios lugares.

Limites não destroem vínculos. Eles devolvem saúde para dentro deles.

Limites são a base silenciosa de qualquer relação saudável, mas a maioria de nós nunca aprendeu a construí-los. Crescemo...
16/11/2025

Limites são a base silenciosa de qualquer relação saudável, mas a maioria de nós nunca aprendeu a construí-los.

Crescemos ouvindo que deveríamos ser compreensivos, tolerantes, flexíveis, “boas pessoas”. O problema é que, sem perceber, confundimos bondade com ausência de fronteiras.

E quando isso acontece, começamos a aceitar o que nos machuca, assumir responsabilidades que não são nossas e carregar pesos que não pertencem ao nosso corpo emocional.

O que quase ninguém fala é que a dificuldade com limites não nasce da falta de força, mas da falta de modelo. Pessoas que cresceram precisando se adaptar para garantir afeto aprenderam cedo a não incomodar.

Aprenderam a ceder para manter a paz. Aprenderam a ler o ambiente antes de ler a si próprias.

E agora, na vida adulta, repetem esse padrão sem perceber.

Relacionamentos se tornam confusos, conversas f**am carregadas, e o corpo começa a dar sinais de que algo está apertado demais.

Limites não servem para controlar o outro, servem para lembrar você do que é seu.

Eles organizam o emocional, preservam a sua energia e reduzem o ressentimento que nasce quando você vive ultrapassando o próprio limite em nome de “não criar problema”.

Dizer não não é rejeição. Dizer não é clareza. E pessoas maduras conseguem lidar com clareza porque entendem que ela sustenta vínculos, não os rompe.

Praticar limites exige consciência. Não é sobre levantar a voz, é sobre se colocar presente. Não é sobre afastar pessoas, é sobre aproximar-se de si. É aprender a nomear o que você sente, o que você precisa e o que você não pode oferecer naquele momento.

É construir um relacionamento mais honesto consigo mesma para, só então, construir relacionamentos mais saudáveis com o outro.

A pergunta é: onde você ainda diz sim quando seu corpo inteiro, suas emoções, sua energia e intuição pedem não?

Durante muito tempo, eu achava que era só sobre ‘educar bem’, cuidar da casa, dos pacientes... Mas percebi que, no fundo...
05/10/2025

Durante muito tempo, eu achava que era só sobre ‘educar bem’, cuidar da casa, dos pacientes...

Mas percebi que, no fundo, o que meu corpo mais pedia era algo que eu não sabia nomear:

pertencimento.

E esse pertencimento tinha a ver com um “além da família”.

Quando minha filha nasceu, algo antigo se reativou dentro de mim.

Era como se aquela criança que eu fui, a que queria estar mais perto da mãe, a que tentava ser percebida, tivesse voltado a pedir espaço.

Eu me via impaciente, cansada, intolerante às demandas dela… até entender que o que doía nela era o eco do que ainda doía em mim.

A neurociência explica isso com clareza:

nossos neurônios-espelho são o que nos permitem sentir o outro.

São eles que constroem empatia, vínculo e segurança.

Quando aprendemos a sentir de verdade, e não apenas reagir, o cérebro começa a reorganizar caminhos antigos de defesa e abrir espaço para novas experiências de amor e presença.

Hoje, aos 47 anos, minha busca tem sido essa: sentir mais profundamente, estar presente, me incluir.

Tenho descoberto essa sensação de pertencimento em lugares simples, no corpo em movimento, nas conversas sinceras, nos olhares que se encontram sem precisar de palavras, mas nas palavras que alguns me dizem também.

E na relação com minha filha tudo se torna mais nítido.

Com ela aprendo, todos os dias, que a criação consciente é um terreno sagrado de transformação. (Dolorido muitas vezes …)

Porque enquanto a ensino a se sentir segura no mundo, eu mesma aprendo a me sentir segura dentro de mim.

Cada momento entre nós, um passeio, um abraço, um olhar trocado, uma aula de crossfit juntas, é também uma experiência corretiva, um novo registro sendo escrito no meu sistema nervoso.

Ela me chama de mãe.

Mas, no fundo, é ela quem me ensina a amar de um jeito que repara, reconstrói e devolve sentido à vida.

Você tem relações as quais sente estar reprogramando algo?

Endereço

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