30/04/2026
Existe uma dor que não tem nome. E que só quem vive, entende.
E esse post não tem objetivo de gerar pena ou comoção.
Mas, essa também é minha história.
E esse (enorme) recorte dela, influencia em tudo que faço na minha prática clínica.
A dor de sair de uma maternidade… sem o seu filho nos braços.
Definitivamente nos modif**a por completo!
Arthur partiu após alguns dias de uti neonatal.
E eu vivi por 7 anos a maternidade mais atípica que pode existir: a de mãe de filhos celestiais (alguns se atrevem até, a não considerar como maternidade…)
E com ele… uma parte de mim também foi.
Uma parte egoista, fraca, egocêntrica, rasa…
Fui fortalecida em muitos pontos, já em outros, nunca fui tão frágil!…
Maternar atipicamente não deixa ninguém sair ileso!
A maternidade atípica não só me marcou.
Ela me quebrou. E me refez.
Quem me conheceu antes e depois disso sabe: eu nunca mais fui a mesma.
Porque depois disso, a vida não pode mais ser vivida de qualquer jeito.
Precisa ter propósito.
E eu me lembro como se fosse hoje…
Eu olhando para aquele pequeno príncipe ursinho na incubadora… depois, saindo dali sem ele e, no elevador, fazendo uma promessa em silêncio:
“Eu fiquei… então eu vou fazer a minha vida valer a pena.”
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Arthur me transformou.
E mesmo sem estar aqui, ele constrói todos os dias a profissional que eu sou.
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