02/03/2026
Catarata e glaucoma no mesmo paciente exigem decisão estratégica.
Nem sempre a melhor escolha é “operar e pronto”. Em alguns casos, dá para aproveitar o momento da cirurgia de catarata para já reorganizar a dinâmica da pressão ocular de forma menos invasiva e mais planejada.
Mas o ponto central não é a técnica. É o perfil do paciente.
Existe uma diferença enorme entre um glaucoma inicial, estável, e um glaucoma que já vem progredindo rapidamente. A meta de pressão muda. A expectativa de controle muda. A conversa muda.
Quando indico uma abordagem combinada, estou pensando no longo prazo: reduzir carga medicamentosa, facilitar adesão e preservar estrutura antes que o dano avance.
Tecnologia não substitui critério.
No glaucoma, a melhor cirurgia nem sempre é a mais moderna e sim a mais adequada para aquele momento da doença.