Juliana Pierin Psicóloga

Juliana Pierin Psicóloga Psicóloga clínica com experiencia no atendimento de adolescentes e adultos. Atendimento embasado na teoria psicanalítica.

A psicanálise não é uma técnica sugestiva, assim como psicólogo não da conselho.“A pintura, afirma Leonardo, opera per v...
21/10/2021

A psicanálise não é uma técnica sugestiva, assim como psicólogo não da conselho.

“A pintura, afirma Leonardo, opera per via di porre, pois ela aplica uma substância – partículas de cor – onde nada existia antes, na tela incolor, a escultura, contudo, processa-se per via di levare, visto que retira do bloco de pedra tudo o que oculta a superfície da estátua nela contida”. (p. 270)

Em 1904 Freud traz em seu texto sobre psicoterapia as diferenças de um processo de análise e de outras formas terapêuticas da psicologia na época. Eu gosto dessa metáfora que ele utiliza com as técnicas artísticas de Leonardo da Vinci, sobre a pintura e a escultura. O intuito de uma análise não é tampar buracos de significado com sugestões de palavras ou de comportamentos, mas de abrir furos no inconsciente como espaços para os questionamentos.

“Juliana agora que eu sei isso o que eu faço?”

Realmente à primeira vista parece mais fácil ou mais cômodo ouvir do outro o que devemos fazer, mas não é. A análise não é sobre você fazer o que os outros esperam de você. E digo mais, a psicologia crítica enquanto prática fundada por uma ciência nunca vai dar conselhos, nós ja temos todas as outras relações do mundo dando conselhos e falando o que devemos fazer, e muitas vezes fazemos cegamente.
Esses espaços são para você descobrir o que você quer e, descobrir se em algum momento vai conseguir bancar seu desejo ou não.

Você já deve ter ouvido que “análise é um processo longo”. A grande sacada de Freud nesse texto é de justamente trazer a...
29/09/2021

Você já deve ter ouvido que “análise é um processo longo”. A grande sacada de Freud nesse texto é de justamente trazer a concepção de que uma análise pode sim ter seu fim, mas também que não é um processo fácil, rápido e em alguns casos possível de se alcançar.

Fazendo conexão com o post da semana passada sobre cura, não limitamos o tratamento analítico ao seu fim, porque acreditamos na continuidade desse processo mesmo em momento posterior à análise.

Percebam como os pontos levantados por Freud são cruciais e ao mesmo tempo difíceis de serem totalizados. Isso nos mostra que a melhora progressiva deve ser acompanhada e sinalizada, mas jamais devemos atropelar esse processo.

“Juliana então eu vou ficar anos fazendo análise?”
Você faz análise pelo tempo que desejar ocupar aquele espaço, e pelo sentido que esse espaço tem na sua vida. A medida que você fala, se escuta e é ouvido pelo outro você percebe a riqueza de ter um espaço tão único para falar de si. Justamente porque não temos isso em outros contextos e cenários de nossas vidas.
A diminuição do sintoma deve ser um dos caminhos para avaliar sobre sua evolução não só na análise, mas na vida e perceber a importância desse espaço e desse trabalho para você.
E se desejar continuar por anos e anos, não se culpar em apressar e correr fora do seu tempo, e lembrar que é sempre bom ter um espaço para ser ouvido, é necessário e maravilhoso.

“psicanalise

Pessoal estarei oferecendo supervisão clínica através de um grupo de estudos com estudo de caso, a partir do manejo da t...
02/07/2021

Pessoal estarei oferecendo supervisão clínica através de um grupo de estudos com estudo de caso, a partir do manejo da teoria psicanalítica com ênfase em Freud, Melanie Klein, entre outros autores contemporâneos.
Quem tiver interesse ou puder divulgar agradeço.

Vamos falar sobre o suicídio?Como uma fuga do mal-estar, e/ou como uma possibilidade de encontro com o real, sujeitos fa...
10/09/2020

Vamos falar sobre o suicídio?

Como uma fuga do mal-estar, e/ou como uma possibilidade de encontro com o real, sujeitos fazem essa passagem ao ato diariamente. A escuta do sintoma se torna importante na medida que pode possibilitar outras escolhas, reconhecer a existência de diferentes caminhos.

Suicídio é um assunto sério e importante, mas não precisa virar um tabu. Nesse mês de setembro vamos falar mais sobre isso, mas principalmente não nos restringir a somente um mês ou a um dia. Que possamos falar sobre o sofrimento humano com mais espaço e acolhimento.

Comunicado aos futuros e atuais pacientes:Desde março com o aumento de casos de Covid-19 no Brasil, suspendemos as ativi...
09/06/2020

Comunicado aos futuros e atuais pacientes:

Desde março com o aumento de casos de Covid-19 no Brasil, suspendemos as atividades presenciais no consultório de modo a preservar a saúde e bem estar de nós e de nossos pacientes.
Assim, obedecendo todas as recomendações dos conselhos de psicologia e atendendo as normas de saúde e segurança, os atendimentos estão sendo realizados de modo online por chamadas de vídeo e áudio por tempo indeterminado.

Em casos excepcionais estarei avaliando a possibilidade de realizar atendimento presencial no consultório atendendo as normas de vigilância sanitária e proteção. Com grandes intervalos entre os atendimentos e a obrigatoriedade do uso de máscaras durante toda a sessão.

Agradeço a compreensão de todos durante esse momento delicado em que estamos vivendo.
Qualquer dúvida ou informações estou a disposição.

Olhar para a redução de danos através de um viés não reducionista de uma prática meramente substitutiva é poder olhar pa...
01/06/2020

Olhar para a redução de danos através de um viés não reducionista de uma prática meramente substitutiva é poder olhar para toda questão de tratamento como estando além da dualidade biopolítica de saúde-doença, reflexões que são tão importantes nesse cenário atual.

Estarei discorrendo um pouco sobre a temática a convite da Unibrasil na Live de amanhã, junto de alguns profissionais que já tive o prazer de não só conhecer, mas que me inspiraram a estudar sobre a temática.

Segue o link para inscrição para todos que se interessarem:
https://live.unibrasil.com.br/psicologia-02-6/

Há alguns meses atrás eu concedi uma entrevista para a revista Viver Bem da Gazeta do Povo relacionada a minha área de e...
28/05/2019

Há alguns meses atrás eu concedi uma entrevista para a revista Viver Bem da Gazeta do Povo relacionada a minha área de estudo e pesquisa. Fico grata pelo espaço por poder falar sobre a redução de danos não apenas como um erro conceitual, mas como uma prática e cuidado válida para quadros em que os pacientes fazem uso de substâncias psicoativas.

Seguem partes da matéria e entrevista:

"“Assim como outros tipos de dependência, a dependência do álcool se apresenta em diferentes padrões e níveis. O simples e controlado consumo não sinaliza qualquer tipo de dependência, mas o uso abusivo, que começa a manifestar necessidade de reposição ou sintomas físicos e mentais de abstinência, alerta para um vício instalado”, comenta a psicóloga Juliana de Oliveira Pierin, especialista em psicanálise e saúde mental, e mestranda pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em psicologia clínica, cuja linha de pesquisa é clínica psicanalítica e política de redução de danos.

Segundo ela, diferentes estudos na área apontam que a abordagem individualizada em três vias – biológica, psíquica e social – é o tratamento mais recomendado.

“Tudo deve ser analisado, inclusive o contexto em que o paciente vive e suas relações sociais e com familiares. Um tratamento bem instituído conta com acompanhamento psiquiátrico, assistência social, enfermeiros, terapeutas ocupacionais e até mesmo medicamentos. Enfim, é multidisciplinar”, diz Juliana.
A redução de danos, linha de pesquisa da psicóloga, segundo a Associação Internacional de Redução de Danos (IHRA) é definida como “políticas e programas que tentam principalmente reduzir, para os usuários de dr**as, suas famílias e comunidades, as consequências negativas relacionadas à saúde e a aspectos sociais e econômicos decorrentes de substâncias que alteram o temperamento” – sendo o álcool uma delas.

Essa estratégia, na prática, foca nas consequências do ato e não nos comportamentos em si, sem julgar o consumo. Estratégia pragmática, ela não busca políticas ou alternativas que sejam inatingíveis ou que criem mais danos que benefícios, e está calcada na aceitação da integridade e responsabilidade individuais.

Vista como inovadora, essa abordagem, que não promove a abstinência, vem sendo bem-sucedida há alguns anos, especialmente em países em transição, que ainda vêm delineando suas políticas em relação ao álcool.

“Exigir abstinência total ou impor outras condutas que o paciente não tem condições de suportar não é mais o caminho. Uma vez que não falamos em cura dentro do alcoolismo, a política de redução de danos vem se revelando uma ótima prática, que foca no manejo, no apoio da família, na reeducação das relações sociais e considera, inclusive, as recaídas e reincidências”, comenta Juliana."

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/saude-e-bem-estar/alguem-faz-piada-com-quem-tem-cancer-diz-ator-sobre-brincadeiras-com-fabio-assuncao/
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Levado para o centro das brincadeiras sobre exageros na hora da diversão, o ator é defendido por colegas. Leia mais em Viver Bem!

Palestra que ministrarei amanhã a convite da comissão da semana acadêmica de psicologia da UFPR.
20/05/2019

Palestra que ministrarei amanhã a convite da comissão da semana acadêmica de psicologia da UFPR.

09/02/2019

CFP manifesta repúdio à nota do Ministério da Saúde que representa retorno à lógica manicomial ao incentivar ampliação de leitos em hospitais psiquiátricos e liberar financiamento para compra de aparelhos de eletroconvulsoterapia, os ultrapassados choques elétricos.

Veja a matéria completa: http://bit.ly/RepudioNotaTecnica

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