12/11/2025
Quando alguém que amamos parte, é como se o chão se abrisse sob nossos pés.
De repente, tudo parece perder o sentido — as rotinas, os planos, até as pequenas alegrias do dia. O vazio que f**a não é apenas ausência; é também a lembrança viva de quanto aquela presença signif**ava.
Mas, paradoxalmente, é nesse mesmo vazio que podemos começar a reencontrar um novo signif**ado.
Viktor Frankl dizia que o sentido não é algo que inventamos, mas algo que descobrimos — mesmo nas circunstâncias mais dolorosas.
Podemos encontrar sentido ao honrar quem partiu com a maneira como escolhemos viver, com a forma como cultivamos o amor que recebemos, transformando a dor em gesto, em cuidado, em presença para outros.
O amor verdadeiro não termina na ausência física. Ele se transforma em inspiração silenciosa, em guia interior que nos lembra do que realmente importa.
Seguir vivendo não é esquecer; é dar continuidade à história, é permitir que o amor continue existindo através de nós — nas nossas atitudes, nas nossas escolhas, no modo como olhamos a vida.
Encontrar sentido depois da partida de alguém não é apagar a saudade, mas dar-lhe um propósito:
deixar que a dor se torne fonte de compaixão, de maturidade e de vida mais autêntica.
Assim, mesmo na ausência, o vínculo permanece — agora não apenas como lembrança, mas como presença que ilumina o caminho