26/11/2024
Toda vez que volto de um congresso com foco em estudos acadêmicos e avanços tecnológicos, como esse de Medicina de Precisão, eu preciso de um tempo. Chegar em casa, respirar ar puro, pisar na terra, meditar olhando a mata pra poder digerir e integrar todo esse conhecimento técnico e científico absorvido pelo intelecto. Colocar a mente e a intuição na balança, e refletir de maneira crítica sobre todas as informações apresentadas.
Como esse conhecimento pode contribuir para a minha missão maior que é a de regenerar a Terra? Como essas ferramentas podem me ajudar a reflorestar corpos e mentes? Como posso popularizar essa informação?
Em tempos modernos somos ensinados a ignorar nossa intuição e desmerecer a sabedoria dos povos ancestrais, em detrimento dos avanços tecnológicos. No entanto, ouso dizer que não há construção de saber verdadeiro sem o respeito ao mistério.
Entenda, não estou dizendo que conhecimento técnico não importa. Pelo contrário é extremamente necessário, e meu lado nerd e curioso vai me manter a vida inteira estudando as descobertas científicas. Porém, contudo entretanto todavia, essa não é a verdade absoluta e tampouco a única verdade. Aponta muito caminhos e, quando bem feita, nos aproxima ainda mais do mistério.
Veja bem o DNA. Quanta magia e inteligência cósmica carrega essa molécula que codifica TODAS as formas de VIDA na Terra. De amebas à baleias, de fungos à árvores gigantes, todos têm o mesmo código, só muda a ordem e quantidade de 4 letrinhas (A C T G - bases nitrogenadas). E nessa sequência tem todas as informações necessárias para gerar novas células, órgãos, tecidos… É um negócio de doido.
Como diz a poesia de Manoel de Barros, quem acumula muita informação perde o condão de advinhar. Conhecer moléculas, descrever órgãos e classificar doenças é importante, mas o que vai ser feito disso importa muito mais. Me importa mais a aplicabilidade do conhecimento e encontrar os caminhos para aplicar na vida real aquilo tudo que está sendo descoberto, sempre com o respeito ao mistério.
Faz sentido por aí?
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