NeuroLiga - Liga Acadêmica de Neurociências UFVJM

NeuroLiga - Liga Acadêmica de Neurociências UFVJM Página destinada a divulgação de informação científica relacionada ao campo da neurociência.

O Grupo de Estudos de Neurociência (GEN) foi fundado, na cidade de Diamantina, por discentes do curso de medicina da Faculdade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Visando complementar a formação acadêmica dos discentes dos cursos da área da saúde, essa página foi criada com a intenção de compartilhar conhecimentos adquiridos nos encontros do GEN e divulgar novidades e descobertas no meio científico da neurologia, neurocirurgia e psiquiatria.

06/05/2026
Caso Clínico Identificação: M.A., 19 anos, estudante universitário, trazido pela mãe ao pronto-atendimento.HMA: O pacien...
25/04/2026

Caso Clínico

Identificação: M.A., 19 anos, estudante universitário, trazido pela mãe ao pronto-atendimento.
HMA: O paciente apresenta, há 15 dias, uma lentidão severa para realizar tarefas simples, como abotoar a camisa, e uma alteração na marcha, que se tornou “arrastada”. A mãe relata que ele parou de balançar o braço esquerdo ao caminhar e que “sua voz parece estar sumindo”. O paciente tem diagnóstico de esquizofrenia e iniciou, há tres semanas, Haloperidol 5mg/dia após falha terapêutica com dois antipsicóticos atípicos prévios
Exame Físico:

Inspeção: Hipomimia facial severa (fácies em máscara) e diminuição da frequência do piscar de olhos.
Motor: Rigidez plástica em “roda dentada” simétrica em membros superiores e inferiores. Bradicinesia global marcada por hesitação no início da marcha.
Tremor: Tremor de repouso bilateral e simétrico, com frequência de 5 Hz.
Postura: Instabilidade postural leve (teste do puxão positivo).

Exames de Imagem e Complementares:

RM de Crânio (T1, T2 e FLAIR): Estrutura encefálica preservada. Ausência de atrofia do mesencéfalo ou sinal do “rabo de andorinha” (preservação do sinal da substância negra).
DaTSCAN (Cintilografia com ioflupano - Trodat-1): Captação de transportadores de dopamina normal e simétrica em ambos os corpos estriados.

A neuroliga convida a todos para uma aula aberta com o Dr. .marcosantoniomartins
21/04/2026

A neuroliga convida a todos para uma aula aberta com o Dr. .marcosantoniomartins

A neuroliga convida todos os ligantes para uma aula com o Dr. Édson Pereira!
21/04/2026

A neuroliga convida todos os ligantes para uma aula com o Dr. Édson Pereira!

A neuroliga convida todos os ligantes e participantes do GEN para uma aula sobre cefaleia crônica e sinais de alarme no ...
21/04/2026

A neuroliga convida todos os ligantes e participantes do GEN para uma aula sobre cefaleia crônica e sinais de alarme no ambulatório!

Te espero dia 22/04 às 19 horas no C1

Caso Clínico: Luxação de Faceta CervicalApresentação do CasoPaciente masculino, 32 anos, vítima de acidente automobilíst...
15/04/2026

Caso Clínico: Luxação de Faceta Cervical

Apresentação do Caso

Paciente masculino, 32 anos, vítima de acidente automobilístico de alta energia, apresenta-se ao departamento de emergência com dor cervical intensa, tetraparesia e déficit neurológico. O mecanismo de trauma envolveu colisão frontal com flexão forçada do pescoço.

Exame Físico Inicial

- Estado geral: Paciente consciente, Glasgow 14, imobilizado em prancha rígida com colar cervical
- Exame neurológico: Tetraparesia assimétrica, força muscular grau 3/5 em membros superiores e 2/5 em membros inferiores, nível sensitivo em C6, reflexos tendinosos profundos exaltados abaixo do nível da lesão, sinal de Babinski bilateral positivo
- Exame cervical: Dor à palpação em região cervical média, sem deformidade externa evidente

Exames de Imagem

- Radiografia cervical lateral: Subluxação anterior de C6 sobre C7 com deslocamento de aproximadamente 50% do corpo vertebral
- Tomografia computadorizada (TC): Luxação bilateral de facetas articulares em C6-C7 (“jumped facets”), com as facetas articulares superiores de C7 posicionadas anteriormente às facetas inferiores de C6
- Ressonância magnética (RM): Compressão medular significativa, edema da medula espinhal, hérnia discal traumática em C6-C7, ruptura do complexo ligamentar posterior

Classificação da Lesão

Luxação bilateral de facetas cervicais C6-C7, representando uma lesão altamente instável com comprometimento neurológico significativo (ASIA C). O nível C6-C7 é o mais comumente afetado, representando 38,5% das luxações de facetas cervicais.

Achados Clínicos Relevantes

A luxação bilateral de facetas está associada a alto risco de lesão medular, com estudos demonstrando que fatores preditivos de lesão neurológica incluem: deslocamento bilateral das facetas, maior translação vertebral, menor diâmetro do canal espinhal e compressão medular. Neste caso, a translação de 50% e o diâmetro do canal reduzido a aproximadamente 8 mm correlacionam-se com o déficit neurológico grave apresentado.

Caso Clínico: ​​O paciente é um homem de 55 anos, que até seis meses atrás tinha boa saúde. Nessa época, ele notou o des...
06/04/2026

Caso Clínico: ​​O paciente é um homem de 55 anos, que até seis meses atrás tinha boa saúde. Nessa época, ele notou o desenvolvimento de um tremor. O paciente não apresentava outras queixas. Ao exame, existe tremor no braço direito em repouso e, quando anda, apresenta tremor mantido em ambos os braços e, em algum grau, durante as manobras dedo-nariz-dedo (bastante fino e sem ritmo evidente).
O paciente apresenta rosto inexpressivo e marcha lenta, deliberada. O tônus é aumentado no braço direito e na perna direita. O restante do exame físico é normal. O paciente e sua esposa negam consumo de álcool e de quaisquer medicamentos.

Diagnóstico mais provável: doença de Parkinson (DP).

H.F.C, 6 anos, levado ao pronto atendimento pela mãe após episódios de vômitos nas ultimas 24 horas. Em casa, foi medica...
25/03/2026

H.F.C, 6 anos, levado ao pronto atendimento pela mãe após episódios de vômitos nas ultimas 24 horas. Em casa, foi medicado com Metoclopramida, conforme indicado previamente.
Após cerca de 2 horas de administração da medicação, iniciou um quadro súbito de movimentos involuntários, com torcicolo, desvio ocular, dificuldade na fala, associado a grande agitação.
Mãe relata que não houve febre, trauma ou história semelhante anteriormente. Nega uso de outras medicações.

AO EXAME
Paciente consciente, porém agitado
Distonia cervical
Crise oculógira
Espasmos musculares em face
Protrusão de língua
Trismo
Disartria
Opistótono leve
Ausência de déficit neurológico focal
Sinais vitais estáveis

HIPÓTESE DIAGNÓSTICA
Reação extrapiramidal aguda induzida por metoclopramida

CASO CLÍNICOH.F.C. s**o feminino, 67 anos, aposentada, procedente e residente de Lauro de Freitas – BA. Trazida pela fil...
19/03/2026

CASO CLÍNICO
H.F.C. s**o feminino, 67 anos, aposentada, procedente e residente de Lauro de Freitas – BA. Trazida pela filha ao atendimento de emergência onde referiu que na noite anterior perdeu parte do movimento do corpo, hoje está com dificuldade para falar. Paciente apresentava-se afebril e dispneia. Quando questionada sobre os demais sistemas, negou alterações. Refere ser e diabética há 12 anos, faz uso de metformina. Nega demais comorbidade, alergias, cirurgias e transfusões sanguíneas. Filha afirma histórico familiar de IAM. Quando questionada sobre hábitos de vida refere dieta equilibrada, sedentarismo, ex-tabagista, nega etilismo.

Ao exame:
Hemiplegia direita
Hipoestesia à direita
Afasia (compreensão preservada, sem fala espontânea)
Redução de campo visual
PA: 180x100 mmHg
TC de crânio: área isquêmica em território da Artéria cerebral média (ASPECTS = 5)

Hipótese Diagnóstica:
AVC isquêmico extenso em território da artéria cerebral média

Caso Clínico: Homem de 52 anos, hipertenso e tabagista, deu entrada no pronto atendimento após início súbito de cefaleia...
15/03/2026

Caso Clínico: Homem de 52 anos, hipertenso e tabagista, deu entrada no pronto atendimento após início súbito de cefaleia intensa, descrita como “a pior dor de cabeça da vida”, acompanhada de náuseas, vômitos e fotofobia. Familiares relataram que o paciente apresentou breve episódio de confusão mental logo após o início da dor.

Ao exame físico, encontrava-se consciente, porém com importante desconforto pela dor, apresentando rigidez de nuca e pressão arterial elevada. Não havia déficits motores evidentes no exame neurológico inicial.

Diante do quadro de cefaleia súbita e intensa, levantou-se a suspeita de hemorragia subaracnoide. Foi solicitada tomografia computadorizada de crânio sem contraste para investigação.

Mulher, 46 anos, relata que aos 23 anos iniciou episódios de dor intensa em região orbitária esquerda, com irradiação pa...
03/03/2026

Mulher, 46 anos, relata que aos 23 anos iniciou episódios de dor intensa em região orbitária esquerda, com irradiação para região cervical posterior. A dor era excruciante, unilateral, de início súbito, intensidade (EVA 10/10), com duração média de 2 horas, podendo chegar a 4 horas.
As crises ocorriam diariamente por cerca de 40 dias consecutivos. Após esse período, o quadro entrava em remissão, retornando aproximadamente a cada 2 anos, com novo ciclo de crises diárias e mesmas características clínicas.
Durante as crises, apresentava hiperemia conjuntival ipsilateral, lacrimejamento, congestão nasal, edema e ptose palpebral à esquerda, além de sudorese facial e intensa inquietação.
Permaneceu por 13 anos sendo tratada como portadora de “cefaleia comum”, com uso de múltiplos analgésicos e medicações profiláticas, sem resposta adequada.
Exame físico:
Estado geral preservado.

Exame neurológico interictal sem alterações.

Durante a crise: paciente agitada, com lacrimejamento, hiperemia ocular e ptose palpebral à esquerda.

Diagnóstico: Cefaleia em salvas (forma episódica) ou Cefaleia em salvas também conhecida como cefaleia suicida.

Endereço

Diamantina, MG

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