NeuroLiga - Liga Acadêmica de Neurociências UFVJM

NeuroLiga - Liga Acadêmica de Neurociências UFVJM Página destinada a divulgação de informação científica relacionada ao campo da neurociência.

O Grupo de Estudos de Neurociência (GEN) foi fundado, na cidade de Diamantina, por discentes do curso de medicina da Faculdade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Visando complementar a formação acadêmica dos discentes dos cursos da área da saúde, essa página foi criada com a intenção de compartilhar conhecimentos adquiridos nos encontros do GEN e divulgar novidades e descobertas no meio científico da neurologia, neurocirurgia e psiquiatria.

H.F.C, 6 anos, levado ao pronto atendimento pela mãe após episódios de vômitos nas ultimas 24 horas. Em casa, foi medica...
25/03/2026

H.F.C, 6 anos, levado ao pronto atendimento pela mãe após episódios de vômitos nas ultimas 24 horas. Em casa, foi medicado com Metoclopramida, conforme indicado previamente.
Após cerca de 2 horas de administração da medicação, iniciou um quadro súbito de movimentos involuntários, com torcicolo, desvio ocular, dificuldade na fala, associado a grande agitação.
Mãe relata que não houve febre, trauma ou história semelhante anteriormente. Nega uso de outras medicações.

AO EXAME
Paciente consciente, porém agitado
Distonia cervical
Crise oculógira
Espasmos musculares em face
Protrusão de língua
Trismo
Disartria
Opistótono leve
Ausência de déficit neurológico focal
Sinais vitais estáveis

HIPÓTESE DIAGNÓSTICA
Reação extrapiramidal aguda induzida por metoclopramida

CASO CLÍNICOH.F.C. s**o feminino, 67 anos, aposentada, procedente e residente de Lauro de Freitas – BA. Trazida pela fil...
19/03/2026

CASO CLÍNICO
H.F.C. s**o feminino, 67 anos, aposentada, procedente e residente de Lauro de Freitas – BA. Trazida pela filha ao atendimento de emergência onde referiu que na noite anterior perdeu parte do movimento do corpo, hoje está com dificuldade para falar. Paciente apresentava-se afebril e dispneia. Quando questionada sobre os demais sistemas, negou alterações. Refere ser e diabética há 12 anos, faz uso de metformina. Nega demais comorbidade, alergias, cirurgias e transfusões sanguíneas. Filha afirma histórico familiar de IAM. Quando questionada sobre hábitos de vida refere dieta equilibrada, sedentarismo, ex-tabagista, nega etilismo.

Ao exame:
Hemiplegia direita
Hipoestesia à direita
Afasia (compreensão preservada, sem fala espontânea)
Redução de campo visual
PA: 180x100 mmHg
TC de crânio: área isquêmica em território da Artéria cerebral média (ASPECTS = 5)

Hipótese Diagnóstica:
AVC isquêmico extenso em território da artéria cerebral média

Caso Clínico: Homem de 52 anos, hipertenso e tabagista, deu entrada no pronto atendimento após início súbito de cefaleia...
15/03/2026

Caso Clínico: Homem de 52 anos, hipertenso e tabagista, deu entrada no pronto atendimento após início súbito de cefaleia intensa, descrita como “a pior dor de cabeça da vida”, acompanhada de náuseas, vômitos e fotofobia. Familiares relataram que o paciente apresentou breve episódio de confusão mental logo após o início da dor.

Ao exame físico, encontrava-se consciente, porém com importante desconforto pela dor, apresentando rigidez de nuca e pressão arterial elevada. Não havia déficits motores evidentes no exame neurológico inicial.

Diante do quadro de cefaleia súbita e intensa, levantou-se a suspeita de hemorragia subaracnoide. Foi solicitada tomografia computadorizada de crânio sem contraste para investigação.

Mulher, 46 anos, relata que aos 23 anos iniciou episódios de dor intensa em região orbitária esquerda, com irradiação pa...
03/03/2026

Mulher, 46 anos, relata que aos 23 anos iniciou episódios de dor intensa em região orbitária esquerda, com irradiação para região cervical posterior. A dor era excruciante, unilateral, de início súbito, intensidade (EVA 10/10), com duração média de 2 horas, podendo chegar a 4 horas.
As crises ocorriam diariamente por cerca de 40 dias consecutivos. Após esse período, o quadro entrava em remissão, retornando aproximadamente a cada 2 anos, com novo ciclo de crises diárias e mesmas características clínicas.
Durante as crises, apresentava hiperemia conjuntival ipsilateral, lacrimejamento, congestão nasal, edema e ptose palpebral à esquerda, além de sudorese facial e intensa inquietação.
Permaneceu por 13 anos sendo tratada como portadora de “cefaleia comum”, com uso de múltiplos analgésicos e medicações profiláticas, sem resposta adequada.
Exame físico:
Estado geral preservado.

Exame neurológico interictal sem alterações.

Durante a crise: paciente agitada, com lacrimejamento, hiperemia ocular e ptose palpebral à esquerda.

Diagnóstico: Cefaleia em salvas (forma episódica) ou Cefaleia em salvas também conhecida como cefaleia suicida.

Homem de 39 anos, internado há quatro dias em decorrência de fratura de tíbia direita provocada por acidente automobilís...
03/03/2026

Homem de 39 anos, internado há quatro dias em decorrência de fratura de tíbia direita provocada por acidente automobilístico, apresentou início súbito de dispneia, acompanhado de desconforto torácico. Foi realizado o diagnóstico de tromboembolismo pulmonar (TEP), e iniciou-se anticoagulação plena com heparina não fracionada. No dia seguinte, o paciente evoluiu com fraqueza súbita do hemicorpo direito, levantando suspeita de complicação neurológica aguda. Diante disso, a heparina foi suspensa imediatamente e foi solicitada tomografia computadorizada de crânio sem contraste.

Homem, 38 anos, previamente hígido, procura atendimento com queixa de fraqueza progressiva nas pernas há 6 dias, iniciad...
21/02/2026

Homem, 38 anos, previamente hígido, procura atendimento com queixa de fraqueza progressiva nas pernas há 6 dias, iniciada com formigamento nos pés e dificuldade para caminhar. Refere episódio de diarreia há cerca de 2 semanas. Evoluiu com fraqueza ascendente, passando a apresentar dificuldade para subir escadas e, posteriormente, para segurar objetos, além de disfagia leve.
Exame neurológico: tetraparesia flácida, predominante em membros inferiores, arreflexia global, hipotonia e hipoestesia distal em “luva e bota”. Estado mental preservado.
Líquor: proteína elevada com celularidade normal (dissociação albuminocitológica)
Eletroneuromiografia (ENMG): polineuropatia aguda
Diagnóstico: Síndrome de Guillain-Barré pós-infecciosa.

Paciente J.M.S., de 62 anos, ex-tabagista, hipertenso e diabético com controle irregular, apresentou um quadro súbito de...
11/02/2026

Paciente J.M.S., de 62 anos, ex-tabagista, hipertenso e diabético com controle irregular, apresentou um quadro súbito de vertigem, cefaleia occipital, náuseas e vômitos persistentes. Ao exame, manifestou instabilidade postural com queda para a esquerda, dor e queimação na hemiface esquerda, além de disfagia e voz metálica.
Neurologicamente, observou-se nistagmo, Síndrome de Horner ipsilateral (ptose, miose e enoftalmia), paralisia do véu palatino e desvio da úvula.
Um achado clássico foi a hipoestesia térmica e dolorosa na face esquerda (ipsilateral à lesão) associada à perda de sensibilidade no tronco e membros à direita (contralateral).
O diagnóstico é de Síndrome de Wallenberg por infarto isquêmico no território da artéria cerebelar posterior inferior (PICA) esquerda.

Caso clínico:Homem, 29 anos, relata episódios recorrentes de perda súbita da consciência há cerca de 3 anos, com frequên...
04/02/2026

Caso clínico:

Homem, 29 anos, relata episódios recorrentes de perda súbita da consciência há cerca de 3 anos, com frequência média de 1 a 2 episódios por mês. Nos últimos 8 meses, passou a perceber que algumas crises são precedidas por sensação epigástrica ascendente, medo súbito e sensação de déjà-vu. Após esses sintomas, tem desconexão do ambiente, olhar fixo e automatismos orais, por cerca de 1 a 2 minutos, podendo evoluir em algumas ocasiões para crise tônico-clônica generalizada.

Após os episódios, apresenta confusão mental, sonolência e cefaleia leve, com duração aproximada de 20 a 30 minutos (período pós-ictal).
Nega febre, uso de álcool ou dr**as ilícitas. Refere história de traumatismo cranioencefálico na adolescência, sem acompanhamento neurológico posterior.

Os episódios vêm causando prejuízo funcional, com afastamento de atividades sociais e profissionais. Não faz uso regular de medicações.

Exame físico:
* BEG, sinais vitais estáveis
* ⁠Exame neurológico interictal sem alterações
* ⁠No período pós-crise: paciente encontra-se sonolento e desorientado no tempo, com recuperação progressiva

VAMOS DE NEURO CASO?Caso clínico:Mulher, 32 anos, relata episódios recorrentes de cefaleia há cerca de 5 anos, com frequ...
29/01/2026

VAMOS DE NEURO CASO?

Caso clínico:

Mulher, 32 anos, relata episódios recorrentes de cefaleia há cerca de 5 anos, com frequência média de 2 a 3 crises por mês. Nos últimos 6 meses, percebeu que algumas crises são precedidas por sintomas visuais característicos: visão borrada, pontos luminosos cintilantes e escotomas em região central do campo visual, com duração de aproximadamente 20 a 30 minutos. Após esses sintomas, instala-se dor de cabeça intensa, unilateral (predominantemente temporal direita), pulsátil, associada a náuseas, fotofobia e fonofobia.
As crises duram entre 6 e 24 horas, levando a afastamento de suas atividades profissionais. Refere melhora parcial com uso de analgésicos comuns, mas sem controle adequado.

Exame físico:
-Estado geral preservado.
-Exame neurológico interictal sem alterações.
-Durante a crise: paciente apresenta fotofobia, discreta palidez e desconforto intenso.

Um nosso ciclo se inicia, conheça nosso time!
18/01/2026

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Um novo ciclo se inicia! Conheça nosso time para a gestão 2026/01
18/01/2026

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31/12/2025

🧠Retrospectiva 2025 da Neuroliga!!!🧠

💚💚Ano com muito proveito, aprendizado e marcante, a Neuroliga agradece a participação de todos e desejamos um feliz 2026!!!💚💚
#2026

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