Psicóloga Any S. Bacchi

Psicóloga Any S. Bacchi Psicóloga Any Suzan Bacchi
CRP - 08/31608

Atendimento clínico para crianças, adolescentes e adultos.

06/04/2023
16/12/2022

Lidar com a incerteza é certamente um grande desafio para todos nós.

O fato de não conseguimos saber ao certo como agir ou qual decisão tomar em certas circunstâncias pode nos paralisar. Acabamos, neste cenário, agindo da forma mais conveniente e não necessariamente aquela que realmente queremos.

Você já se viu nesses dilemas?
Entre ir e ficar?
Continuar ou desistir?
Fazer algo ou deixar quieto?

Suas escolhas são suas. São sua responsabilidade e direito. Só você pode saber o que é bom para você, que tipo de pessoa quer ser e que tipo de vida quer ter.

Eu sei que as vezes parece mais fácil perguntar a amigos, familiares ou mesmo a desconhecidos da internet ou ao horóscopo o que você deveria fazer.

Muitos acreditam que o psicólogo possa dar essa resposta, mas o nosso papel é desenvolver seu autoconhecimento para que você faça escolhas mais alinhadas com quem você quer ser. Não é decidir por você. (*exceto em condições de saúde muito específicas em que a pessoa não está em condições de decidir por si)

Um fato da vida é que suas escolhas são suas. E ouvir demais às opiniões dos outros é retirar de si a sua autonomia, o que faz de você um ser único com sua própria visão de mundo, desejos e valores.

Abrir mão das decisões e delegar escolhas importantes é deixar de lado a incerteza, mas deixar também a sua autenticidade.

Precisamos ter coragem para bancar as nossas próprias decisões. E tolerar o erro, a incerteza e a possibilidade de fracasso.

Escolher definir o curso da própria vida é assustador.
Mas também é o que faz com que você seja o autor da sua vida, e não apenas um personagem da história que outras pessoas criaram pra você.

Com carinho,
Fer.

Aprendizagens de psicoterapia.Quando começamos a entender nossa história de vida, provavelmente percebamos algumas falta...
04/05/2022

Aprendizagens de psicoterapia.

Quando começamos a entender nossa história de vida, provavelmente percebamos algumas faltas e excessos. Nenhuma infância é perfeita, nenhuma vida é perfeita. Logo faz sentido descobrir que em muitos momentos precisávamos de coisas diferentes do que nos era dado.

Perceber isso não é sinônimo de atribuir culpas, encontrar culpados e condenar o passado e seus protagonistas. Na verdade é um exercício de amadurecimento e descoberta.

E sabendo de tudo isso, podemos então pensar sobre como ser hoje, o adulto que nós precisávamos quando crianças.
Principalmente falando sobre acolhimento, validação e compaixão com nós mesmos.

Pense em tudo que você acha importante para uma criança, tudo que ela precisa para ter uma infância saudável... Ser amada, ter limites, apoio e suporte emocional, ter suas necessidades supridas, ser ouvida...

E se pudéssemos aplicar tudo isso a nós mesmos hoje?

Essa é uma confusão muito frequente!Confundimos não gostar do trabalho, com viver uma condição momentânea onde ele exige...
29/11/2021

Essa é uma confusão muito frequente!

Confundimos não gostar do trabalho, com viver uma condição momentânea onde ele exige muito mais do que conseguimos oferecer.

Seja por exaustão física/mental, sobrecarga de responsabilidades e tarefas, falta de tempo. Conflitos interpessoais. Dificuldade em exercer as funções, falta de remuneração, etc.

Assim, os sentimentos, sintomas e sensações que são produzidos nessas condições (tristeza, ansiedade, depressão, desânimo) se atrelam com o fazer em si. Logo, o ambiente de trabalho passa ser automaticamente aversivo e desgastante.

E aí começamos a pensar que a profissão que escolhemos não é mais o que gostamos e queremos fazer.

Diferenciar isso pode ser super complexo, e mudar essas condições mais ainda! Principalmente por que em muitos trabalhos, nem sempre é possível alterar certas coisas.

A recomendação é: sempre traçar objetivos no trabalho que vão de acordo com a nossa realidade. Nenhum extremo é recomendado: nem muito pouco, nem muito.
Aprenda a respeitar seus limites e lutar por eles quando for possível.

Ter uma rede de apoio, com quem você possa contar também é importante. Se apegue nas pessoas que fornecem suporte, sem julgamento e com acolhimento.

Acolher a si mesmo também é uma postura importante, não conseguir suprir todas as demandas é uma realidade muito frequente.

Se cuidem meu povo!!!

Alguns clientes na busca por aprender a se relacionar melhor, acabam por esquecer que a vulnerabilidade faz parte do rel...
05/11/2021

Alguns clientes na busca por aprender a se relacionar melhor, acabam por esquecer que a vulnerabilidade faz parte do relacionar-se.

Talvez seja um dos contextos onde mais nos sentimos dessa forma. Estamos expostos tanto para sentir sentimentos confortáveis, quanto para os desconfortáveis.

Quando amamos, gostamos, nos importamos, presenciamos um sentimento intenso e gostoso. Se a pessoa que amamos nos machuca, se entramos em algum conflito, a dor tende a ser muito maior do que com alguém com quem não temos tanto vínculo. E assim seguimos.

E aprender a se relacionar melhor, envolve aceitar que estaremos expostos a tudo isso. Pode ser que dê certo, mas pode ser que não dê.

O que presencio na prática clínica é que viver fugindo de sentir coisas desconfortáveis, também nos priva de sentir a parte boa da vida! F**a ligado :)

09/09/2021

🔸Como estou me interessando cada vez mais no tema resolvi trazer uma pequena explicação sobre o Transtorno do Espectro Autista e o Contato Visual.

Qual é a importância de ensinar as crianças com Autismo a estabelecer contato visual?

A importância dessa habilidade está correlacionada com o DESENVOLVIMENTO INFANTIL. Olhar nos olhos de outra pessoa é um comportamento que surge desde muito cedo, quando ainda somos bebês. O sorriso da mamãe logo segue o sorriso do bebê, aos poucos a criança vai aprendendo a reconhecer visualmente expressões sociais das outras pessoas. Desta forma, a face de outrem é sem dúvida uma importante fonte de informações.

🔸Ao direcionar o olhar para estímulos, a criança vai aprendendo mais sobre o mundo a cada dia, passa a manipular objetos, conhecer texturas, assim também vai desenvolvendo sua motricidade. O contato olho a olho é extremamente importante para generalização de outros comportamentos, e para o que chamamos de APRENDIZAGEM POR OBSERVAÇÃO. Afinal para aprender, precisamos estabelecer contato com os estímulos, pode ser escutando, olhando, ouvindo e sentindo.

🔸Em indivíduos com Autismo, desviar o olhar pode ser uma forma de esquiva do contato social, algo que pode ser muito aversivo para elas. Ou muitas vezes as crianças encontram-se engajadas em comportamentos autoestimulatórios, como as estereotipias, o que dificulta a recepção a estimulações do ambiente. Desta forma, é suma importância que sejam feitas intervenções para que a criança aprenda a direcionar seu olhar para as pessoas. Facilitando sua interação e consequentemente o aprendizado de diversas habilidades básicas, que levarão a aprendizagem de habilidades mais complexas.

referências:

MARGARIDA H. WINDHOLZ
PASSO A PASSO, SEU CAMINHO
Guia curricular para o ensino de habilidades básicas

-> Já atendi demandas de pessoas que o s**o já estava estourando de tão cheio. Mas que simplesmente não sabiam como impo...
21/08/2021

-> Já atendi demandas de pessoas que o s**o já estava estourando de tão cheio. Mas que simplesmente não sabiam como impor limites, comunicar seus desconfortos e até dar um chega pra lá em pessoas sem noção. E veja, as vezes a gente precisa aprender a dar ''chega pra lá'' em muita gente.

Principalmente se essas pessoas não esboçam o mínimo de empatia por você, de cuidado e consideração. Muitas situações e relações tem sim conserto, podem ser resolvidas na base do diálogo. Mas outras simplesmente não!

E aí, nos afastarmos delas é sinônimo de cuidado e consideração a nós mesmos.

Você não precisa ficar perto de gente tóxica. Lembra disso!

MUDARTenho pensado sobre como mudar é um processo difícil. A pouco tentei estabelecer uma rotina mais saudável para mim,...
20/06/2021

MUDAR

Tenho pensado sobre como mudar é um processo difícil. A pouco tentei estabelecer uma rotina mais saudável para mim, adotar algumas práticas de autocuidado, organização, etc. Por já ter tentado outras vezes, logo me preparei para possíveis deslizes.

Confesso ter uma dificuldade gigantesca de variar meu repertório, mas nos primeiros dias em que aderi a essa mudança, senti sensações diferentes das que costumava sentir ao longo da semana. Atitudes pequenas e simples, trouxeram uma perspectiva totalmente diferente da minha semana.

De fato, a mudança é algo que nos exige consciência da realidade. Olhar atento sobre nosso próprio comportamento. Alguns têm medo, outros adoram. Não há uma forma certa de se lidar com a mudança. Nem há um tempo certo para que ela aconteça.

Mas estar aberto a ela pode ser algo especialmente vantajoso. Não significa que seja fácil. Mas precisamos traçar certas travessias
para encontrar outros lugares, novos contextos, novas sensações e sentimentos. Vale a pena pagar para ver, para sentir, para experimentar.

E aí, qual caminho você escolhe?Esquecer é aquela saída visualmente mais fácil de se pegar na estrada. Mais fácil de ent...
13/06/2021

E aí, qual caminho você escolhe?

Esquecer é aquela saída visualmente mais fácil de se pegar na estrada. Mais fácil de entender, lá vamos nós seguros de que logo chegaremos no destino final escolhido. Porém, se engana quem acha que vai chegar, essa estrada é longa, e pode ser que não te leve a lugar algum. Quanto mais ignoramos e fugimos de nossos sentimentos, mais eles emergem.

Lidar com isso ou aquilo por outro lado, pode ser sim muito funcional. É mais difícil, mais custoso em termos de resposta, mas esclarecedor.
Porém, ninguém te conta como fazer isso. E a vida não vem com manual de como encarar o sofrimento e os problemas.

Pois bem, da minha experiência posso falar:
trazer o problema a tona, falar sobre ele é algo interessante. O próprio fato de definirmos, darmos nome a ele já o deixa mais claro.
Anotar alguns tópicos sobre ele, definir uma dimensão também pode ajudar.

🔼 Deixo claro aqui, que a Psicoterapia é a recomendação principal.

Mas nem todos tem condições em seu momento atual para estar no processo, assim - procure falar sobre seu problema com pessoas abertas a te ouvir. Com quem produza conforto e acolhimento. Você pode também encontrar formas de expressar um pouco dele por outras vias. Eis a arte, a música, o esporte e outros milhões de hobbies dos quais podemos nos apossar.

Só por favor não esquece que ele está aí.

↪️ É comum encontrar alguns casais que são nosso ''modelo''. Perfeitos um para o outro, encaixam certinho como duas meta...
01/06/2021

↪️ É comum encontrar alguns casais que são nosso ''modelo''. Perfeitos um para o outro, encaixam certinho como duas metades.
Mas será que isso existe mesmo? Eu acho que não.

🔼 Pode até ser que algumas pessoas combinem tão bem a ponto de não precisar aprimorar sua relação. Mas é raro. A maioria de nós vivencia conflitos, estresses, desentendimentos. Por isso relações precisam ser aprimoradas.

↪️ A gente precisa prestar atenção na forma
como nos comportamentos na relação. Aprender a dialogar e trazer a tona o que precisa ser dito/feito. Não podemos deixar nossos sentimentos dentro de uma caixinha,
normalmente isso não funciona. E inclusive é fonte de conflitos.

🔼Quando falo em manutenção, falo sobre manter-se ligado aos seus sentimentos e do seu parceiro. Compartilhar desejos, histórias, incômodos. Sim, fala das coisas mais chatinhas: do ciúme, dos desagrados, das inseguranças.

Parar de procurar culpados e vencedores nas discussões. Resolver conflitos, envolve dar o braço a torcer. Tudo isso faz parte da manutenção do relacionamento.

↪️ Relação precisa de esforço: esforçar-se pra expressar afeto, carinho, sentimentos. Não podemos achar que estar com outra pessoa seja simplesmente ir levando a vida. Se relacionar exige sim comprometimento, ao contrário, acabamos construindo uma relação pouco significativa e íntima.

Já tentou responder essa pergunta?É muito comum encontrar na clínica, clientes aflitos com sua dificuldade em aderir nov...
27/05/2021

Já tentou responder essa pergunta?

É muito comum encontrar na clínica, clientes aflitos com sua dificuldade em aderir novos comportamentos, a despeito de outros que são hábitos persistentes em suas vidas. ''Eu sei o quanto isso é importante, mesmo assim eu acabei não fazendo!''.

🔼 A resposta para essa pergunta pode estar nas consequências que esse comportamento produz.

↪️ O que são consequências? Consequências são coisas que acontecem depois de nos comportamentos, de agirmos de determinada maneira. Essas consequências podem ser reforçadoras, e o seu efeito é de aumentar a probabilidade de voltamos a agir daquela forma.

🔼 Quando você se propõe a iniciar novos hábitos, você geralmente segue uma regra. Como por exemplo começar exercícios físicos, muitas vezes as consequências que você deseja produzir emitindo esse comportamento (evitar problemas de saúde, regulação do peso, etc) não sentidas imediatamente. O mesmo acontece para uma série de outros
comportamentos como estudar, ler, construir coisas, etc.

🔼 E essas regras podem inclusive produzir consequências aversivas imediatas, posso citar um exemplo meu: continuar uma rotina de exercícios durante o inverno para mim
é muito difícil, pois simplesmente odeio frio.

↪️ Também os punidores para comportamentos diferentes desses hábitos são tardios. Mas o que são punidores? São consequências que diminuem a probabilidade de você se comportar de determinada forma. Ex: se você colocar sua mão no fogo, automaticamente você irá tirar, por que há um punidor (queimadura, sensação de dor).

↪️ Se você opta por seguir uma dieta regada a alimentos poucos saudáveis, muito provavelmente você sentirá as consequências punidoras desse comportamento somente após um longo tempo. E isso influência diretamente a nossa adesão a certas práticas ou não.

Dito isso, mais além estarei postando algumas dicas que podem te ajudar a no estabelecimento de novos hábitos. Até a próxima!

Durante a pandemia me peguei várias vezes pensando em como tudo teria sido, se as coisas continuassem normais. Há até um...
06/05/2021

Durante a pandemia me peguei várias vezes pensando em como tudo teria sido, se as coisas continuassem normais. Há até um certo sentimento de arrependimento, uma angústia, até mesmo uma idealização ao pensar. Inclusive percebi muito isso nas pessoas que atendi, um sentimento de culpa por um passado que não era o ideal. O que não percebemos é que esse pensamento pode não ser tão funcional.

↪️ Ele é sim muito válido, pois pensar como as coisas poderiam ter sido pode ser importante para nos dar pistas de alguns erros, e o que podemos aprender com eles. Mas ao fazer isso o tempo todo acabamos presos na idealização do passado. Esquecemos de olhar para frente: o futuro ainda está lá nos esperando.

↪️ E para os céticos que como eu, não acredita que exista algo predestinado, não existe um controle sobre o futuro, mas há sim algumas variáveis que podem ser manipuladas agora, no presente. E farão diferença no nosso futuro.

↪️Algumas mudanças que podemos começar a fazer agora, e que dirão muito sobre como será lá na frente. Veja, não se trata de esquecer como teria sido diferente, mas direcionar nosso olhar para algo mais funcional, mudar o que podemos ter controle, aceitar o que não temos, e escolher caminhos que façam sentido para o nosso futuro.




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