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Hotel e Spa da Loucura Online Promoção de Saúde Mental através de Ação Cultural
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No próximo sábado, 7 de março, às 15:00, iniciaremos o processo de desmontagem de vida de Vida de Galileu, de Bertolt Br...
28/02/2026

No próximo sábado, 7 de março, às 15:00, iniciaremos o processo de desmontagem de vida de Vida de Galileu, de Bertolt Brecht, na Casa do Grupo Tá Na Rua, no coração da Lapa, centro do Rio de Janeiro.

Este encontro acontece no território de criação do Grupo Tá Na Rua, coletivo com 46 anos de trabalho contínuo, referência maior do teatro de rua brasileiro. Galileu é um conteúdo fundador dessa linguagem e da própria história do grupo — e foi ali, inclusive, que eu próprio me formei artisticamente.

Vida de Galileu é mais do que um clássico do teatro moderno: é um marco ético, político e científico. Ao revisitar a origem da ciência moderna, Brecht nos confronta com a tragédia de Galileu — o embate entre conhecimento, poder e sobrevivência. Mas também nos mostra como ele escapa da tragédia clássica, subvertendo a Inquisição não pela força, e sim pela inteligência, preservando o saber para o futuro. Essa ambiguidade é sua lição mais preciosa.

Num tempo como o nosso, de ataques ao conhecimento, à ciência, à cultura e ao pensamento crítico, retornar a Galileu é um gesto de resistência e lucidez. É recolocar em cena a pergunta fundamental: qual é a responsabilidade do cientista, do artista, do cidadão? E como transmitir o saber sem que ele seja destruído junto com quem o produz?

Convidamos artistas, estudantes, pesquisadores, educadores e o público em geral a participar desse processo aberto, vivo e coletivo — uma desmontagem que é também reconstrução, memória e invenção.

📍 Casa do Grupo Tá Na Rua – Lapa / Centro do Rio
📅 A partir de sábado, 7 de março
🕒 15:00

Sejam bem-vindos.
A ciência, o teatro e a rua seguem vivos quando são compartilhados.

26/02/2026

26/02/2026
24/02/2026

Em 2009, publiquei um artigo defendendo que a saúde do sistema imune não depende de respostas cada vez mais fortes, mas da preservação de sua diversidade e organização. Mostrei que muitas doenças — autoimunes, alérgicas, infecciosas e até degenerativas — estão associadas à expansão restrita de poucos clones de linfócitos, um fenômeno chamado oligoclonalidade. Ou seja: quando o sistema perde diversidade, perde estabilidade. Saúde não é guerra permanente, é conservação de uma rede viva e plural. Essa ideia mudou profundamente minha forma de pensar a medicina.

Anos depois, ao migrar para a psiquiatria transcultural, percebi que algo semelhante acontece no sofrimento psíquico grave. A loucura muitas vezes se manifesta como fixação rígida em poucos núcleos simbólicos, empobrecimento da circulação narrativa e fechamento relacional. Se no corpo a perda de diversidade gera inflamação, na vida psíquica a perda de diversidade simbólica gera sofrimento. Foi assim que formulei a ideia de que o teatro é a vacina contra a loucura: ao multiplicar papéis, vozes e vínculos, ele restaura a diversidade relacional e amplia o repertório de existência. A medicina que pratico hoje continua sendo a mesma — uma medicina ecológica e relacional — apenas mudou o campo de atuação, do sistema imune para o sistema simbólico.

Nasce a imunopsiquiatria brasileira fundindo Nelson Vaz com Nise da Silveira, as raizes se encontram nas profundezas.

Cuidado para não cair no teatro dos vampiros. Máxima atenção na Transilvania com onde são bronzeados, vampirizam e são v...
24/02/2026

Cuidado para não cair no teatro dos vampiros. Máxima atenção na Transilvania com onde são bronzeados, vampirizam e são vampirizados e morrem cedo. Todo consumidor será consumido. Também morre quem atira. A epidemia é de vampirismo psíquico. Farinha pouca meu pirão primeiro.

23/02/2026

Este artigo de 2007-2008, intitulado “Infections and Autoimmunity: A Panorama”, que publiquei como primeiro autor há quase 20 anos, representa um marco fundamental no meu trabalho como pesquisador em imunologia e reumatologia, ao sintetizar evidências clínicas, sorológicas e experimentais sobre a relação dual entre infecções e doenças autoimunes, destacando mecanismos como mimetismo molecular e o papel protetor dos “velhos amigos” microbianos, conceitos que anteciparam debates atuais sobre a hipótese da higiene e o impacto de infecções crônicas na imunidade. Sua importância reside na visão fisiológica que propõe, promovendo uma compreensão da autoimunidade não como mera guerra contra patógenos, mas como desequilíbrio no ecossistema microbiano-humano, o que se provou profético na era pós-COVID, onde fenômenos como o long COVID e flares autoimunes pós-virais ecoam as associações discutidas com vírus como EBV e CMV; tê-lo publicado tão cedo reforça minha contribuição pioneira para o campo — com mais de 100 citações registradas em bases como PubMed —, influenciando pesquisas subsequentes e reforçando a relevância contínua do meu percurso acadêmico em desvendar as interseções entre infecções, microbiota e saúde autoimune, além de ter fundamentado as bases conceituais da medicina ecológica e psicoterapêutica que viria a desdobrar posteriormente, e que hoje, mais velho, posso ver com clareza retrospectiva.

A reunião clínica é um dispositivo estruturante da medicina enquanto prática científica e ética. É nesse espaço que a ex...
23/02/2026

A reunião clínica é um dispositivo estruturante da medicina enquanto prática científica e ética. É nesse espaço que a experiência individual é submetida ao exame coletivo, que hipóteses diagnósticas são revisitadas, que condutas são avaliadas à luz dos desfechos observados e que os próprios limites da intervenção são reconhecidos. Rever sistematicamente os próprios resultados — sucessos, impasses e fracassos — não é um gesto acessório, mas o núcleo do compromisso médico com a verdade clínica e com a responsabilidade pública do cuidado. Sem revisão crítica, a prática degenera em opinião; com revisão, transforma-se em aprendizado cumulativo.

Na Teatro Clínica DyoNises, essa cultura de análise acompanha o trabalho desde a fundação. As intervenções artísticas e terapêuticas são discutidas longitudinalmente, os casos são revisitados em grupo e os efeitos clínicos são examinados com rigor, compreendendo a cena como ato clínico e o coletivo como instância de supervisão. Esse exercício permanente de reflexão sustenta a coerência entre criação e cuidado, garantindo que a prática permaneça aberta à crítica, à correção de rota e ao aprimoramento contínuo.

Infos e inscrições: vitor@teatroclinica.org

21/02/2026

2006, 26 anos, publico como co-autor com o cientista Nelson Monteiro Vaz “A Fisiologia Conservadora do Sistema Imunológico” com explicações que guiam todo o meu trabalho até agora. Disponível online. O conteúdo da revolução paradigmática em curso nesse tempo histórico. Vai Galileu!

Endereço

Engenho De Dentro, RJ

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Teatro Clínica - Hotel da Loucura

Promoção de saúde mental através de ação cultural para a liberdade (A psiquiatra Nise da Silveira e o educador Paulo Freire como referenciais científicos fundamentais)